<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093</id><updated>2011-12-10T03:29:12.049-08:00</updated><category term='Chuva'/><category term='Anjo'/><category term='Paixão'/><category term='Amizade'/><category term='Acaso e Destino'/><category term='Família'/><category term='Felicidade'/><category term='Setor 3'/><category term='Pecador'/><category term='Sonho e Realidade'/><category term='Milagre'/><category term='Razão'/><category term='Desejo'/><category term='Amor'/><category term='Sorte e Azar'/><category term='Frustração'/><category term='Pensamentos'/><category term='Paraíso'/><category term='Música'/><category term='Despedida'/><category term='Fim do Mundo'/><category term='Palavra do Autor'/><category term='Filosofia'/><category term='Cultura Japonesa'/><category term='Suicídio'/><category term='Promessas'/><title type='text'>Setor 3 - Entre o Paraíso e o Inferno...</title><subtitle type='html'>Todo o conteúdo literário faz parte de uma obra de ficção. Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais é mera coincidência.
Os pensamentos e ideologias expressados aqui não são necessariamente os mesmos defendidos e/ou desprezados pelo autor.
Todos os direitos sobre as obras estão reservados a pessoa do autor e são preservados por uma licensa não comercial do tipo Creative Commons.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>28</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-3269645359191720147</id><published>2011-12-02T05:05:00.001-08:00</published><updated>2011-12-10T03:29:12.063-08:00</updated><title type='text'>Ensaio Final – O Primeiro Príncipe (I)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9QxYM50klJs/TtjR_5WfNiI/AAAAAAAAAPM/ekl3oIiD4J8/s1600/Pegasus__fading_by_SMcNonnahs0002.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-9QxYM50klJs/TtjR_5WfNiI/AAAAAAAAAPM/ekl3oIiD4J8/s400/Pegasus__fading_by_SMcNonnahs0002.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tão belo quanto a própria Beleza...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O primeiro príncipe a ultrapassar a muralha se chamava Theodore, o Belo. Ele realmente tinha uma aparência que justificava o título, e por causa disso, era muito popular com as mulheres. Theodore era egocêntrico, narcisista e superficial, e sempre encarava uma conquista como mais um troféu para sustentar o seu ego.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Quando o príncipe soube da existência da princesa, imediatamente mandou chamar todos os seus servos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Fiquei sabendo que a mulher mais bela de todas mora em um castelo distante desse reino, e lá se mantêm cativa. Disseram-me também que ela jamais aceitou o pedido de um pretendente... Isso é verdade?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;E dentre os seus servos, todos confirmaram a história. O príncipe sorriu, e era incrível como ele conseguia exibir todos aqueles dentes brancos de uma só vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Veremos se ela consegue resistir ao meu charme! Aceito o desafio. Ordeno que me levem até a Princesa do Coração de Gelo!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;E assim foi. O príncipe partiu no mesmo dia com sua comitiva, até a terra longínqua onde se dizia estar o castelo da lendária princesa (ufa, que frase longa!). Foram semanas e semanas de dificuldades, tendo que suportar o calor, mosquitos e outras situações pelas quais o pomposo príncipe jamais precisou passar. No final do percurso, pelo menos conseguiram chegar ao seu objetivo: a muralha do castelo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Montem uma barraca, montem uma barraca! – ordenava Theodore, aflito. – Preciso descansar e me recuperar totalmente dessa viagem... Não posso encontrar a Princesa desse jeito!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;E enquanto repousava, continuava a mandar:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- O jantar está demorando demais, seus imprestáveis! E não se esqueçam de preparar o banho de leite de cabra! Servos, onde estão meus produtos de beleza! Servos, tragam as minhas marombas! Preciso manter a forma... Andem logo!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;No dia seguinte, a comitiva nem parecia que já tinha montado acampamento: todos estavam sujos, exaustos e famintos, com exceção do príncipe, é claro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Muito bem! Agora que estou de volta ao natural, vamos encontrar a Princesa de uma vez por todas! Preparem o meu Alazão! Depressa!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Logo, os servos que ainda conseguiam ficar de pé vinham trazendo um elegante cavalo branco. O mais impressionante na sua aparência é que ele tinha um par de asas e sabia voar como um pássaro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Alazão, meu menino! – disse o príncipe, afagando a crina do animal, como se fosse um membro da família. – Está preparado? Temos uma Princesa Gelada para conquistar!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Errr... é a Princesa do Coração de Gelo, senhor... – corrigiu o servo mais próximo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Que seja! Vamos! – e partiu com o corcel pelos céus, ultrapassando tanto a muralha quanto o fosso de lava. Antes que pudesse alcançar a torre, porém, foi atingido por uma bexiga cheia de água.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- O quê...? – exclamou surpreso. – Onde...? Quem...?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Vai perguntar o porquê, também? – disse uma voz, vinda da janela da torre. A Princesa do Coração de Gelo estava debruçada ali, com um sorriso irônico nos lábios e uma bexiga laranja na mão. Foi amor a primeira vista... Para o príncipe, é claro. Nenhuma mulher tinha jogado uma bexiga cheia d’água nele antes. Que ousado, que atraente, que mulher! Realmente, era linda como diziam, portanto mais do que adequada para ele, obviamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Batendo com os calcanhares nos flancos de Alazão, Theodore o guiou suavemente até a janela da torre de marfim. Ele sorriu, mostrando todos aqueles dentes brancos e brilhantes, e inflou o peito, no que achava ser uma postura bem máscula.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Princesa, não tema! – começou ele. - Sei que por muitos anos tem esperado sozinha, enclausurada aqui nessa torre. Mas a sua espera termina aqui e agora, pois eu finalmente te encontrei! Meu nome é Theodore, o Belo, príncipe do reino ao Sul e estou aqui para libertá-la! – e sorriu novamente, todo confiante. – Venha, suba no lombo do meu...&lt;br /&gt;- Com licença, você poderia parar de sorrir desse jeito? – interrompeu ela. – É que todos esses seus dentes brilhantes vão acabar me cegando... Obrigada!&lt;br /&gt;O príncipe não parou de sorrir, mas resolver fazer isso com maior discrição. Analisou a princesa por completo e deu uma piscadela, lançando seu famoso olhar 43...&lt;br /&gt;- Então, gata, o que estamos esperando? Venha comigo e eu te levarei para os céus! Você e eu fomos feitos um para o outro. É só olhar para nós, somos tão belos que constrangemos as outras pessoas. Nada mais certo que fiquemos juntinhos, não acha?&lt;br /&gt;Dessa vez foi a princesa que o analisou dos pés a cabeça. O tal Theodore era mesmo bonitão, alto, posudo, forte e malhado. Mas, tinha alguma coisa nele estranha... sem falar que ele era muito sem noção.&lt;br /&gt;- Vem cá, você tá falando sério? Você chega aqui assim, do nada, e já vem me falando essas lorotas... se enxerga! Uma dama tem que ser conquistada, você não pode me pegar e levar no lombo do seu pangaré assim, sem mais nem menos.&lt;br /&gt;- Conquistá-la? Mais eu já não fiz isso, minha cara? Eu não estou aqui bem na sua frente? As mulheres se apaixonam profundamente só de olhar para esse rostinho lindo que Deus me deu!&lt;br /&gt;Ao ouvir isso, a princesa deu uma gargalhada que pode ser ouvida do outro lado da muralha.&lt;br /&gt;- Como é? Tá de brincadeira, né? Afe... já vi que você não sabe nada de mulher. Tchauzinho!&lt;br /&gt;- O quê? E-espere! - interrompeu ele, nervoso. - Princesa, não se faça de difícil, nos fomos feitos um para o outro! Como as metades da laranja, o pão e a manteiga, o arroz e o feijão...&lt;br /&gt;- Olha, já chega, tá? Calado, você é um poeta. - e fechou a janela.&lt;br /&gt;Ao entrar na alcova, seu primeiro pensamento foi esse: "Que pena... era tão bonitão, chega a ser um desperdício...". Lá fora, Theodore, o Belo, chamava pela princesa, discursando sobre seus dotes físicos e como tinha certeza que ela só estava fazendo charme.&lt;br /&gt;- Mas que droga... quando é que vai me aparecer um homem decente? - resmungou ela, comendo uma generosa porção de batatas-fritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que apareceu o Segundo Príncipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CONTINUA...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Leia também:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;"A Princesa do Coração de Gelo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;(Next: O Segundo Príncipe)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Imagem:&lt;/b&gt; Pegasus__fading_by_SMcNonnahs&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-3269645359191720147?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/3269645359191720147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2011/12/ensaio-final-o-primeiro-principe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/3269645359191720147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/3269645359191720147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2011/12/ensaio-final-o-primeiro-principe.html' title='&lt;center&gt;Ensaio Final – O Primeiro Príncipe (I)&lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-9QxYM50klJs/TtjR_5WfNiI/AAAAAAAAAPM/ekl3oIiD4J8/s72-c/Pegasus__fading_by_SMcNonnahs0002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-2927691751142117459</id><published>2011-11-22T04:23:00.000-08:00</published><updated>2011-11-22T05:06:04.824-08:00</updated><title type='text'>Ensaio Final – A Princesa do Coração de Gelo</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WZ9xhOnpJIM/TsuT6kfl01I/AAAAAAAAAO0/Z_9aIuYYkqk/s1600/ice_heart_by_chmstudio4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://2.bp.blogspot.com/-WZ9xhOnpJIM/TsuT6kfl01I/AAAAAAAAAO0/Z_9aIuYYkqk/s320/ice_heart_by_chmstudio4.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez, em um reino não tão distante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma Princesa solitária que vivia em uma torre de marfim. Essa torre era a torre mais alta de um castelo cercado por um fosso cheio de lava. Apenas uma ponte estreita servia de passagem, isto se alguém conseguisse chegar até ali. Digo isso porque, além do fosso, uma gigantesca muralha de aço negro barrava a passagem dos viajantes, que deveriam refazer o caminho circundando o lugar. Não havia portas ou passagens secretas em toda a extensão da muralha. Por mais poderosos que fossem os exércitos, por mais furiosas que fossem as tempestades, ela permanecia firme e inabalável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas, voltemos à Princesa. Ela era linda (e se achava ainda mais linda do que realmente era). Sua beleza lendária era conhecida por todo o reino e ia além dele, o que chamava a atenção de muitos jovens aventureiros que desejavam vê-la com os seus próprios olhos. Porém, mesmo que eles conseguissem ultrapassar a muralha, alcançar os portões do castelo e subir até a torre mais alta – o que nunca acontecera - de nada adiantaria. A Princesa, apesar de tão bela, tinha o coração feito de gelo e nunca aceitaria o pedido de um pretendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O porquê de o seu coração ter se tornado tão frio, ninguém sabe. Dizem que há muito tempo, ela sofreu uma terrível decepção amorosa. Outros, que ela foi amaldiçoada por uma bruxa malvada e invejosa. Eu particularmente não sei. Talvez nem ela mesmo saiba...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Bom, vocês vão entender em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;(Next: Parte I - O Primeiro Príncipe)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Créditos de Imagem:&amp;nbsp;ice_heart_by_chmstudio4&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-top-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" rel="dc:type" style="text-align: left;"&gt;SETOR 3&lt;/span&gt;&amp;nbsp;by&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.blogger.com/setor003.blogspot.com" rel="cc:attributionURL" style="text-align: left;"&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt;&amp;nbsp;is licensed under a&amp;nbsp;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license" style="text-align: left;"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: left;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-2927691751142117459?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/2927691751142117459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2011/11/ensaio-final-princesa-do-coracao-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/2927691751142117459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/2927691751142117459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2011/11/ensaio-final-princesa-do-coracao-de.html' title='Ensaio Final – A Princesa do Coração de Gelo'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WZ9xhOnpJIM/TsuT6kfl01I/AAAAAAAAAO0/Z_9aIuYYkqk/s72-c/ice_heart_by_chmstudio4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-2513462012846740110</id><published>2011-06-30T06:24:00.000-07:00</published><updated>2011-11-22T05:02:53.329-08:00</updated><title type='text'>Especial - Desventuras Juninas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rpTFI-dI58g/TsudIkiiW_I/AAAAAAAAAO8/LPhNVxvG0dQ/s1600/GOD.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="318" src="http://2.bp.blogspot.com/-rpTFI-dI58g/TsudIkiiW_I/AAAAAAAAAO8/LPhNVxvG0dQ/s320/GOD.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;"Alavantú..."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/i&gt;Junho: mês de santos, de festividades, de comidas típicas, de tradições. Entretanto, para um cara anti-social como eu, tudo não passa de um grande tormento. Durante trinta longos dias terei que suportar o triplo das músicas de forró de gosto duvidoso, além do estrondo das bombas rojão, do cheiro "ambiente" de pólvora, da fumaça ardendo nos meus olhos (me fazendo chorar de raiva) e de uma infinidade de comidas sem graça feitas de milho (eu não gosto de milho). Se eu tentasse mencionar tudo, teria que reviver o mês inteiro, o que eu com certeza não quero fazer. Mas, dentre todas essas coisas "agradáveis", existe uma da qual eu fujo como o diabo foge da cruz: a dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Não me levem a mal, eu até gostaria de dançar agarradinho, tirar uma casquinha, cheirar o cangote de uma matuta e me aproveitar de sua inocência (mesmo que fingida). O problema, o GRAVE problema, é que eu nasci com uma total incapacidade para a dança... O velho "dois pra lá, dois pra cá", para mim, é mais complexo do que física quântica. Sério. Muitas garotas já tentaram me ensinar, de primas à namoradas, mas nenhuma delas conseguiu o milagre de me fazer dançar ao menos o básico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Uma vez, convidei a garota mais gost.., digo, bonita do bairro para dançar um arrasta-pé no palhoção. Ela me olhou dos pés a cabeça, mas parecia surpresa com a minha ousadia (afinal, não sou lá essas coisas) e acabou concordando. Foi um dos maiores vexames da minha vida... acho que até hoje o pé esquerdo da garota não deve ter se recuperado, sem falar que eu quase tropecei em cima dela. Não chegou nem a durar uma música inteira para ela me dispensar. E o pior: depois dessa, fiquei a ver navios, pois qual era a doida que aceitaria dançar comigo? Era melhor ficar só na pamonha, mesmo não fosse a minha &lt;i&gt;vibe&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;No ano seguinte, tentei dar uma de esperto e convidei a garota mais feia do palhoção para dançar. A lógica foi essa: convidar primeiro as mais feias, para tentar aprender o básico sem me preocupar com o vexame, e só depois arriscar vôos mais altos. Mas foi um desastre. Eu não só pisei no pé dela como também, depois de me empolgar um pouco, tentei rodopiá-la e acabei derrubando a besta-fera no chão. Depois dessa, nenhuma garota quis correr o risco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;É claro que, depois de muitos fracassos, acabei desistindo. Minhas namoradas (falo no plural não por terem sido muitas, e também não por terem sido ao mesmo tempo, mas você deve ter entendido) até tentaram, mas eu sempre dava uma desculpa esfarrapada... Tá, eu até tentei aprender alguma coisa com elas, mas paciência é uma virtude da qual minhas namoradas pareciam jamais ter ouvido falar. Aí, fica difícil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Esse ano, protelei o quanto pude, mas chegou uma hora que não teve mais jeito e tive que ir. Chegando lá, começou a chover, e o pessoal correu para se abrigar no palhoção. Mas a chuva estava muito forte e acabou estragando a festa de qualquer jeito; o lugar foi ficando vazio e desanimado. Aproveitei para arrastar o bonde e sugeri que voltássemos para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;No caminho de volta, minha namorada provocou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Você bem que gostou, não é...? Parece até que jogou praga! Poxa, tava tão afim de dançar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;- Claro que não, meu amor! - me apressei em responder. - Eu queria muito dançar com você, até andei treinando em casa, tô bem melhor sabia? Mas não esquenta, outro dia a gente vem... se você quiser... - disse, só para tentar agradar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Mas por dentro, deu vontade mesmo foi de gritar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - OBRIGADO, São Pedro! Fico te devendo uma!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;"...Anarriê!"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-2513462012846740110?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/2513462012846740110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2011/06/especial-pedra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/2513462012846740110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/2513462012846740110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2011/06/especial-pedra.html' title='&lt;center&gt;Especial - Desventuras Juninas&lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-rpTFI-dI58g/TsudIkiiW_I/AAAAAAAAAO8/LPhNVxvG0dQ/s72-c/GOD.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-2361976186120535025</id><published>2011-05-30T06:26:00.000-07:00</published><updated>2011-06-03T04:34:48.924-07:00</updated><title type='text'>Ensaio 1.2 - Resultado </title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-VK1ThQyLe28/TeeUID2jZPI/AAAAAAAAANs/Iy9XfTcFSnA/s1600/sintomas.gravidez.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="208" src="http://1.bp.blogspot.com/-VK1ThQyLe28/TeeUID2jZPI/AAAAAAAAANs/Iy9XfTcFSnA/s320/sintomas.gravidez.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;i&gt;"A dúvida é pior do que a certeza...&lt;/i&gt;&lt;i&gt;"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/i&gt;Ela acordou nervosa. Passou a noite em claro, afligida pelas suspeitas, adormecendo só pela manhã. A cabeça doía um pouco, estava indisposta naquela manhã. Esticou os braços e as pernas, rolou para um lado e continuou deitada na cama. Tentava não pensar, tentava esquecer, tentava pegar no sono, mas quando fechava os olhos sabia que não ia conseguir. A sua cabeça não parava de trabalhar, de imaginar, de antecipar uma realidade dura que estava cada vez mais perto, talvez há alguns cômodos de distância. Sentiu uma dor no baixo-ventre, uma vontade de urinar que, apesar de tentar segurar, ficava mais forte. Teve medo, muito medo. Também pudera, a bula dizia que o teste deveria ser feito, de preferência, "utilizando a primeira urina do período da manhã"...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Engoliu em seco. Como podia ter vacilado daquela forma? Na hora, nem pensou direito. Mas sabe como é... No calor do momento a gente nunca pensa direito,&amp;nbsp;tudo desaparece numa mistura de sensações... Foi tudo tão bom! Naquela noite tudo conspirou a favor deles. Estavam sozinhos, no maior clima romântico, namorando agarradinhos... não tinha como não rolar, né?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Sorriu pela primeira vez naquela manhã. Ele era um cara bem legal, bonito e inteligente; se davam muito bem. Todo mundo dizia que eles combinavam. Até o pai dela, que nunca fora muito simpático com os seus amigos (principalmente os homens), falava bem dele. A família toda, aliás, era só elogios...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Estavam sempre juntos. Ela o amava, tinha certeza. Nunca tinha sentido isso por nenhum outro cara...&amp;nbsp;Se ela realmente estivesse grávida, como seria a reação dele? Será que ele&amp;nbsp;ficaria ao seu lado?&amp;nbsp;Ou será que... ele&amp;nbsp;a abandonaria? &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Os minutos passavam depressa, a vontade de urinar ficava ainda mais forte. Levantou. Tinha escondido o teste na mochila e colocado esta no fundo do guarda-roupa, longe dos olhos curiosos da mãe. Depois de uns minutos, finalmente achou a mochila em meio a bagunça, e catou o teste lá dentro.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Engoliu em seco. Estava na hora... Seguiu hesitante em direção ao banheiro, as pernas um tanto trêmulas, a cabeça em outro lugar. Sua mãe não estava em casa... bom. Assim, teria mais privacidade, contava com isso. Já dentro do banheiro, abriu a embalagem que continha o bendito teste. Era agora ou nunca, pois já estava no limite e não podia mais segurar a ansiedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PROCEDIMENTO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;1.&lt;/b&gt; &amp;nbsp;Coletar &amp;nbsp;a &amp;nbsp;urina &amp;nbsp;em &amp;nbsp;recipiente &amp;nbsp;limpo, seco &amp;nbsp;e &amp;nbsp;sem &amp;nbsp;conservantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;2.&lt;/b&gt; Transferir a mesma urina para o coletor&amp;nbsp;&lt;/span&gt;de plástico que se encontra na&amp;nbsp;embalagem &amp;nbsp;do teste.&amp;nbsp;Colocar a urina até a medida máxima&amp;nbsp;de &amp;nbsp;10 ml &amp;nbsp;do &amp;nbsp;coletor, &amp;nbsp;não &amp;nbsp;encher &amp;nbsp;o&amp;nbsp;coletor até a borda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;3.&lt;/b&gt; Abrir o envelope pela parte picotada e&amp;nbsp;&lt;/span&gt;retire &amp;nbsp;a &amp;nbsp;Tira-teste, &amp;nbsp;segurando-a &amp;nbsp;pela&amp;nbsp;parte superior da tira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;4.&lt;/b&gt; &amp;nbsp;Colocar &amp;nbsp;a &amp;nbsp;tira &amp;nbsp;no &amp;nbsp;coletor &amp;nbsp;de &amp;nbsp;plástico&amp;nbsp;&lt;/span&gt;com a urina na posição vertical durante&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;10 segundos. &amp;nbsp;Ter cuidado &amp;nbsp;para &amp;nbsp;não&amp;nbsp;&lt;/span&gt;deixar &amp;nbsp;ultrapassar &amp;nbsp;o &amp;nbsp;limite &amp;nbsp;indicado&amp;nbsp;pelas setas (ver verso da embalagem).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;5.&lt;/b&gt; &amp;nbsp;Coloque &amp;nbsp;a &amp;nbsp;tira &amp;nbsp;sobre &amp;nbsp;uma &amp;nbsp;superfície&amp;nbsp;&lt;/span&gt;plana e aguarde 5 minutos.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;6.&lt;/b&gt; Fazer a leitura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Obs: &amp;nbsp;Não &amp;nbsp;considerar &amp;nbsp;resultados &amp;nbsp;lidos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;após 10 minutos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/i&gt;Afinal, não era difícil, o maior problema era o nervosismo. Após se certificar de ter feito cada passo do procedimento corretamente, colocou a tira sobre a tampa do vaso sanitário e se sentou ao lado, muito nervosa, o coração sufocado pelo medo e pela ansiedade. Olhava para os azulejos monocromáticos a sua frente, para as teias de aranha na base da pia, mas não olhava de jeito nenhum para o lado, para a tira em cima da privada... "Tomara que dê negativo, tomara que dê negativo, tomara que dê negativo", repetia para si mesma, aflita. Logo, os cinco minutos mais longos da sua vida haviam passado. Estava na hora de fazer a leitura do teste.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Créditos da Imagem:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-VK1ThQyLe28/TeeUID2jZPI/AAAAAAAAANs/Iy9XfTcFSnA/s320/sintomas.gravidez.jpg"&gt;http://1.bp.blogspot.com/-VK1ThQyLe28/TeeUID2jZPI/AAAAAAAAANs/Iy9XfTcFSnA/s320/sintomas.gravidez.jpg&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-top-width: 0px; cursor: move;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" rel="dc:type"&gt;SETOR 3&lt;/span&gt;&amp;nbsp;by&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.blogger.com/setor003.blogspot.com" rel="cc:attributionURL"&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt;&amp;nbsp;is licensed under a&amp;nbsp;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-2361976186120535025?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/2361976186120535025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2011/05/ensaio-12-resultado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/2361976186120535025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/2361976186120535025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2011/05/ensaio-12-resultado.html' title='&lt;center&gt;Ensaio 1.2 - Resultado &lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-VK1ThQyLe28/TeeUID2jZPI/AAAAAAAAANs/Iy9XfTcFSnA/s72-c/sintomas.gravidez.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-2964606242970666833</id><published>2011-04-14T14:01:00.000-07:00</published><updated>2011-05-09T06:11:26.223-07:00</updated><title type='text'>Piloto 1.0 - "Ele"</title><content type='html'>&lt;div style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS', Verdana, Arial, sans-serif; line-height: 18px; text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-W3NeG7B9FUo/Tcfktx10XRI/AAAAAAAAANo/1-XQ6Q4W9xA/s1600/your_hospital_bed_by_emo_cuddle_bear.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="313" src="http://3.bp.blogspot.com/-W3NeG7B9FUo/Tcfktx10XRI/AAAAAAAAANo/1-XQ6Q4W9xA/s320/your_hospital_bed_by_emo_cuddle_bear.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18px; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;i&gt;"Todas as histórias tem um começo, mas nem todas elas chegam a ter um fim."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;- ... &lt;i&gt;ele&lt;/i&gt; acordou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A Dra. Duarte esfregou os olhos algumas vezes antes de encarar a sua assistente, que parecia estar muito aflita. Ela endireitou-se na cadeira, sem pressa, e esticou os braços,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;espreguiçando&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;-se. Segundo depois, conteve&amp;nbsp;um bocejo, diante da ansiedade crescente da subordinada, e ajeitou o cabelo por trás da orelha. O relógio na parede marcava exatamente três horas da manhã. Tinha sido uma madrugada incomum, sem casos graves ou grandes transtornos. Era u&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;ma rara oportunidade para se dar um merecido descanso, deixando outros cuidarem das pequenas ocorrências... Há meses a doutora não tinha uma boa noite de sono. "Droga... Será que nunca vão me deixar descansar? Dormir e sonhar um pouco... Nossa! Ahhh... Como sinto saudades dos sonhos picantes das noites de inverno, das fantasias de quando eu era apenas uma doce adolescente... Mas agora, tudo o que me resta é trabalho, preocupações e mais trabalho! Nunca vou conseguir uma vida amorosa estável desse jeito...", pensou, aborrecida, enquanto se distraía com uma caneta esferográfica, passando-a por entre os dedos. Mas acabou derrubando a caneta no chão, devido ao susto provocado pela voz chiada de sua assistente. Nunca iria se acostumar com esses guinchos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Doutora...! Por favor, diga alguma coisa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;- Dizer o quê?! Laura, eu não disse para não me pertubarem? Ando muito cansada, eu&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-style: italic; line-height: 18px;"&gt;preciso&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;de uma noite de sono, e de preferência &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-style: italic; line-height: 18px;"&gt;sem nenhum incômodo&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;, entendeu?! - respondeu ela, irritada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Mas... D-Dra. Duarte, a senhora ao menos me escutou? - insistiu Laura. Sua voz chiada conseguira se tornar ainda mais aguda. Isso sim era bastante preocupante. Na verdade, era pertubador.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - É claro... - a doutora escolhia bem as palavras, ainda aborrecida. - Eu a ouvi, mas como estava um pouco cansada, não tenho certeza do que ouvi... poderia repetir, por favor?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Doutora,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-style: italic; line-height: 18px;"&gt;ele&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;acordou!!! - chiou a assistente, que suava e ofegava copiosamente. A Dra. Duarte deu um largo bocejo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Ele &lt;i&gt;quem&lt;/i&gt;, criatura...? Isso é motivo para...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Então, ela finalmente entendeu. Sua boca permaneceu aberta; seus olhos se arregalaram. A assistente se deu por vencida e desabou na cadeira mais próxima, ainda suando muito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - O quê?! Não acredito... Laura! Você está mesmo me dizendo que&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-style: italic; line-height: 18px;"&gt;ele&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;acordou?!! Não pode ser... O paciente "especial"? Aquele garoto?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Laura confirmou com a cabeça. A doutora estava pálida. "Não pode ser verdade. Isso não está acontecendo". Levantou-se e começou a andar de um lado para o outro da sala. Como queria estar sonhando agora! Como queria que essa chaleira velha não tivesse atrapalhado o seu descanso! "É isso! Isso só pode ser um sonho. Não. É um pesadelo. Logo eu vou acordar, e tudo vai voltar ao normal..." Fechou os olhos e contou até três, desejando com todas as forças...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas, e se não for um pesadelo? E se for a mais pura realidade? Abriu os olhos. Laura ainda estava lá, suando muito, choramingando assustada. "É real... e impossível. Merda, mas que diabos eu devo fazer?!" Essa situação inesperada fugia totalmente dos cálculos. Como única representante do departamento presente, era de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: inherit; line-height: 18px;"&gt;sua&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;responsabilidade. Não havia ninguém em quem se apoiar, era a sua cabeça que estava em jogo no momento. "Pense, pense... o que o Dr. Niegson faria?"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando o Dr. Niegson ainda estava a frente do Departamento de Neurologia da Lótus Corp., ele comandava o setor com pulso de ferro. A Dra. Duarte o admirava e o considerava seu mentor, um exemplo a ser seguido. Fora ele quem lhe apontou como sua "sucessora", e isso a envaidecia. "O Doutor não se desesperaria, se estivesse na minha situação. Ele se manteria calmo... Ele agiria. Não se esqueça das instruções, do objetivo principal da experiência... acalme-se!" repetia a Doutora para si mesma. Não podia se deixar levar pelas emoções. "Seja fria. Tem que haver uma explicação, eu só não estou analisando da forma correta..."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Então, lembrou-se de uma informação muito importante. Depois de se certificar que seus cálculos jamais poderiam estar errados, o Dr. Niegson ordenou-lhe, antes de ser transferido, a comunicar-se diretamente com ele, caso ocorresse algo fora do padrão. "Por menor que seja o fator, não podemos deixar nada alterar o planejamento do experimento. Não se preocupe, Amélia, isso é apenas uma garantia. Se alguma coisa acontecer e você não souber o que fazer, ligue diretamente para esse número. Nós cuidaremos do resto", dissera, com firmeza. Era um número de celular, talvez o seu número pessoal. "Devo ligar?", ponderou a Doutora. Naquela época, sempre desejou ter um motivo qualquer para falar com ele... É interessante ver como as coisas mudam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Resolveu ligar. Se alguém podia acalmá-la, era ele. Já se imaginava mais tranquila ao ouvir que estava tudo bem, que ela não precisava se preocupar. Mesmo assim, não conseguiu conter o nervosismo, enquanto esperava que ele atendesse. Não seria melhor desligar? "Laura pode ter se enganado, eu não deveria incomodá-lo sem ter certeza absoluta do fato...". Antes que pudesse averiguar, porém, ouviu a voz dele do outro lado da linha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;- Alô?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Entre falar e calar-se, a Doutora acabou se engasgando. Só agora percebera que ligara diretamente do seu celular. Agora tinha que ir até o fim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;- Dr. Niegson, d-desculpe incomodá-lo a essa hora...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;- Amélia? É você? - perguntou ele. - Eu te disse para ligar apenas se algo importante tivesse ocorrido... o que houve? - o tom de voz dele parecia preocupado, bem diferente do que ela esperava. Ela hesitou. Depois de alguns segundos em silêncio, disse:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;- ... &lt;i&gt;ele&lt;/i&gt; acordou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Imagem:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #626262; font-family: Arial, Helvetica, 'Nimbus Sans L', 'Liberation Sans', FreeSans, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;&lt;a href="http://migre.me/4urXs" style="color: #0066bb; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;your_hospital_bed_by_emo_cuddle_bear.jpg&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal;"&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-top-width: 0px; cursor: move;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" rel="dc:type"&gt;SETOR 3&lt;/span&gt;&amp;nbsp;by&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.blogger.com/setor003.blogspot.com" rel="cc:attributionURL"&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt;&amp;nbsp;is licensed under a&amp;nbsp;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-2964606242970666833?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/2964606242970666833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2011/04/piloto-ele.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/2964606242970666833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/2964606242970666833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2011/04/piloto-ele.html' title='Piloto 1.0 - &quot;Ele&quot;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-W3NeG7B9FUo/Tcfktx10XRI/AAAAAAAAANo/1-XQ6Q4W9xA/s72-c/your_hospital_bed_by_emo_cuddle_bear.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-8033756668032224625</id><published>2011-04-14T13:13:00.000-07:00</published><updated>2011-04-14T14:55:21.505-07:00</updated><title type='text'>Perfil - Ressuscitando o Blog</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-OSxhCZvG9aA/TadlHTCy58I/AAAAAAAAANg/lACnyMbBIdE/s1600/phoenix_down_by_athenazero-d1natzh.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-OSxhCZvG9aA/TadlHTCy58I/AAAAAAAAANg/lACnyMbBIdE/s320/phoenix_down_by_athenazero-d1natzh.jpg" width="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"&lt;i&gt;Phoenix Down*&lt;/i&gt;, já!"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Depois de um hiato de três meses, aqui estou eu, numa tentativa épica de ressuscitar o Setor 3 e mantê-lo atualizado mensalmente! Peço desculpas aos meus poucos leitores pelo abandono, mas prometo tratar este espaço com mais zelo daqui em diante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ah, e temos novidades! Estarei postando aqui alguns textos que servirão (ou não) como rascunhos para projetos futuros. E não é só isso. Novos ensaios sairão do forno, assim como novos especiais; continuarei a escrever os prólogos (estagnados desde o distante Prólogo I, lembram?) e outras seções terão mais destaque... Enfim, aguardem os próximos posts. Espero que curtam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.s.: Ah, estou estudando criar um novo layout para o Blog... alguma sugestão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;*Para quem não entendeu, é um item medicinal da série FF. Dar mais detalhes estragaria a piada... entende? xD&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Imagem do título: Phoenix Down by Athenazero-d1natzh&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; font-weight: normal;"&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-top-width: 0px; cursor: move;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" rel="dc:type"&gt;SETOR 3&lt;/span&gt;&amp;nbsp;by&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.blogger.com/setor003.blogspot.com" rel="cc:attributionURL"&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt;&amp;nbsp;is licensed under a&amp;nbsp;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-8033756668032224625?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/8033756668032224625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2011/04/perfil-ressuscitando-o-blog.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/8033756668032224625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/8033756668032224625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2011/04/perfil-ressuscitando-o-blog.html' title='Perfil - Ressuscitando o Blog'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-OSxhCZvG9aA/TadlHTCy58I/AAAAAAAAANg/lACnyMbBIdE/s72-c/phoenix_down_by_athenazero-d1natzh.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-3463441328735806822</id><published>2011-01-01T12:57:00.001-08:00</published><updated>2011-04-14T14:54:36.258-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavra do Autor'/><title type='text'>Perfil - Ano Novo... no trampo!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/TR-VecZOvGI/AAAAAAAAANU/OL9iPD75_FE/s1600/Champagne_by_ongchewpeng.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/TR-VecZOvGI/AAAAAAAAANU/OL9iPD75_FE/s320/Champagne_by_ongchewpeng.jpg" width="252" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;"Feliz 2011!"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;Eu sobrevivi ao camarão, à maionese, ao champanhe meia-boca e à reunião de família, mas não pude escapar da sombra nefasta das malditas obrigações do estágio. Aqui estou eu, enfurnado na empresa, trabalhando que nem um condenado, em pleno dia 01, vulgarmente conhecido como Dia da Confraternização Universal e feriado sagrado decretado pela lei e consenso geral! Argh!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas, deixando de lado a minha triste sina, desejo a todos vocês um Feliz 2011!!! Que esse ano seja cheio de fortes emoções e grandes realizações para todos nós. Espero que 2011 seja bem melhor que o ano que passou... Brindemos (nem que seja com chamapanhe vagabunda...) a isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-top-width: 0px; cursor: move;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" rel="dc:type"&gt;SETOR 3&lt;/span&gt;&amp;nbsp;by&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.blogger.com/setor003.blogspot.com" rel="cc:attributionURL"&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt;&amp;nbsp;is licensed under a&amp;nbsp;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-3463441328735806822?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/3463441328735806822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2011/01/ano-novo-no-trampo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/3463441328735806822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/3463441328735806822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2011/01/ano-novo-no-trampo.html' title='&lt;center&gt;Perfil - Ano Novo... no trampo!&lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/TR-VecZOvGI/AAAAAAAAANU/OL9iPD75_FE/s72-c/Champagne_by_ongchewpeng.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-9096233387472973970</id><published>2010-12-27T03:20:00.001-08:00</published><updated>2011-01-19T05:10:49.182-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavra do Autor'/><title type='text'>Perfil - Feliz Pós-Natal!!!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/TRiAMmoJlCI/AAAAAAAAANQ/xNSnjqxSkH0/s1600/Natal_by_MyLittleWorld.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="202" src="http://1.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/TRiAMmoJlCI/AAAAAAAAANQ/xNSnjqxSkH0/s320/Natal_by_MyLittleWorld.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Feliz Pós-Natal!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;Infelizmente, não pude desejar-lhes um Feliz Natal porque felizmente (com o perdão da antítese) estava passando o feriadão longe da web! Comi que nem um ex-presidiário, bebi todas que eu podia (e que não podia, também) e tive uma longa conversa com o vaso. O grande porém é que as festas natalinas se foram rápido demais e já estou aqui, pegando no batente. Mas, como ninguém é de ferro, estou dando uma escapadinha do trabalho para dar uma atualizada no blog. Por sinal, esse mesmo blog que, admito, tenho deixado um pouco de lado nesse segundo semestre... Peço desculpas. Agora ,com a explosão do twitter (oh, vício), que é muito mais prático, acabei por me deixar levar pelas modernidades das redes sociais. Porém, pouco a pouco estarei retornando à pátria para renovar minhas idéias... Por isso, aguardem surpresas! 2011 vem aí e pretendo dar um novo rumo e, porque não, novos ares ao Setor 3.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Até lá, desejo a todos um Feliz Pós-Natal!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Image: Natal_by_MyLittleWorld&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: x-small;"&gt;on Deviantart&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" rel="dc:type"&gt;SETOR 3&lt;/span&gt; by &lt;a href="http://www.blogger.com/setor003.blogspot.com" rel="cc:attributionURL"&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt; is licensed under a &lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-9096233387472973970?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/9096233387472973970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/12/perfil-feliz-pos-natal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/9096233387472973970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/9096233387472973970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/12/perfil-feliz-pos-natal.html' title='&lt;center&gt;Perfil - Feliz Pós-Natal!!!&lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/TRiAMmoJlCI/AAAAAAAAANQ/xNSnjqxSkH0/s72-c/Natal_by_MyLittleWorld.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-1857686025099326675</id><published>2010-11-18T02:37:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T05:07:35.954-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desejo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Razão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paixão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sorte e Azar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amizade'/><title type='text'>Ensaio 1.1 - Poker entre amigos | Parte 2</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/TOUBiUdAiYI/AAAAAAAAANE/78QxD2CFiKs/s1600/Poker__by_Kurobu.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/TOUBiUdAiYI/AAAAAAAAANE/78QxD2CFiKs/s320/Poker__by_Kurobu.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;"Alea Jacta Est!"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quatro amigos e um ilustre desconhecido estavam sentados à mesa, disposta irresponsavelmente nos limites de um precipício, prestes a começar uma épica partida de &lt;i&gt;poker&lt;/i&gt;. Os quatro se chamavam Desejo, Paixão, Amor e Razão, e se conheciam desde a infância, apesar de já fazer algum tempo desde seu último encontro. Quanto ao ilustre desconhecido, que preferiu permanecer no anonimato, só por brincadeira, parecia a eles um conhecido de longa data, pela grande familiaridade com que se tratavam. Enfim, formalidades à parte, tudo estava pronto para a maior aposta de suas vidas: a disputa por um valioso fragmento de coração. A sorte está lançada!&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Era uma noite escura e silenciosa. A Razão dava as cartas. Após cada um dos presentes ter recebido cinco cartas, foi definido que haveria uma única rodada de apostas, tendo como valor mínimo apostado o que houvesse de mais valioso para o jogador naquele momento, ou seja, o risco era duplo. Detalhes acertados, foram às cartas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O Desejo não gostou do que viu inicialmente, e pediu quatro cartas, dando um largo sorriso em seguida. A Paixão sorriu em deboxe e só pediu uma carta. O Amor, um tanto inseguro, pediu três cartas. A Razão, calculista, pediu duas cartas e triscou os dentes ao ver o resultado. O jogador anônimo também pediu duas, sorrindo, e se serviu de uma porção de amendoins da tigela. Não pareceu esboçar reação diante das novas cartas. Todos prontos, estava na hora de apostar. E blefar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não sei qual é o jogo de vocês, mas não vão ganhar de mim. - começou o Desejo. - É difícil resistir ao Desejo, quando ele aparece. A tentação é forte, meus caros, e sempre vence,&amp;nbsp; às vezes sem nenhum esforço, às vezes se utilizando das mais ardilosas armas. As pessoas se deixam levar pelas aparências, não conseguem negar o impulso. E, apesar de sentirem culpados pelas suas fraquezas, sempre se entregam de cabeça ao prazer momentâneo...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Meu amigo Desejo, não generalize... Algumas pessoas não se deixam levar pelas aparências. - retrucou a Razão.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Será mesmo? Eu aposto que o culto às aparências pregado pelas massas é maior que suas tolas convicções. Prazer, satisfação imediata, beleza, status social... isso é o que move a vontade das pessoas. Lanço a minha aposta: vocês cobrem, ou não?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - É claro que sim! - respondeu a Paixão, sorrindo maliciosamente. - Não posso negar que o desejo superficial é um demônio poderoso e astuto, que faz com que as pessoas sejam tomadas pelo instinto. Mas o que é o desejo comparado ao irresistível poder da Paixão? Não subestime a vontade que move o coração dos apaixonados! Pessoas mataram e morreram por mim. Quantas histórias não foram escritas, quantas guerras não foram travadas, quantos amantes não verteram seu sangue e eternizaram seus sentimentos em meu nome? Em seu desespero, deixam-se afogar na loucura e aceitam a humilhação só para ter a ilusão de ser correspondidos. Só a Paixão, meus caros, é capaz de destruir a sanidade e entorpecer a razão! Ninguém pode escapar a esse sentimento, que não avisa quando vai fincar raízes em nossos corações. Faço a minha aposta e pergunto: alguém aqui acredita mesmo que pode cobrir esse lance?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A Razão ergueu as sobrancelhas e deu um largo bocejo, após ouvir o discurso. Depois de alguns segundos sem ninguém ter se pronunciado, a Razão falou:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Você disse que a paixão é capaz de entorpecer a razão, e não vou negar esse fato. Mas você é egocêntrico demais para perceber uma coisa: quando esse sentimento se transformar em dor e sofrimento, e nada mais parecer importar, sou eu que mantenho as pessoas vivendo. Quando o coração das pessoas é esmigalhado por aqueles que se diziam ser a sua outra metade, em quem acreditaram e depositaram a sua confiança, as suas emoções, os pequenos e preciosos momentos... quando não resta mais nada além de lembranças e lágrimas, sou eu que junto os pedaços. Eu os aconselho a seguir em frente. Eu os consolo com a razão, e os faço enxergar a realidade por trás de suas escolhas inconsequentes. Eu abro os olhos dos tolos e ceifo o afeto enraizado em seus corações. Por isso, eu sou o mais capaz de ganhar o fragmento; eu, e apenas eu serei capaz de lidar com algo tão valioso, e ao mesmo tempo, tão frágil. Por isso, aumento a aposta: quem aqui é capaz de superar as mágoas e sorrir diante de uma grande decepção?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Diante desse discurso, todos ficaram em silêncio. O Amor, que até ali tentava tomar iniciativa para dar o seu lance, estava prestes a perder as esperanças. Será que poderia arriscar tanto? Não era por falta de forças, pois isso ele tinha de sobra. Também não era por causa da sorte, pois suas cartas estavam muito boas. O Amor hesitava por um grande motivo: era ele quem mais tinha sofrido a tristeza aterradora da perda, e a do pior tipo, que é a perda de alguém que se ama... &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Era de se esperar que o Desejo apostasse todas as suas volúpias; que a Paixão, no auge de seu discurso, arriscasse a impecabilidade de seu ego; que a Razão, pondo em cheque as apostas dos adversários, colocasse suas convicções à prova de fogo. Mas, e o Amor? O Amor era forte, mas frágil. O Amor era grandioso, mas tímido. O Amor era nobre, mas altruísta.&amp;nbsp;O Amor era doce, mas amargo. O Amor era intenso, mas breve. O Amor era, mas já não era mais...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por isso, ao olhar para suas cartas e lembrar dos momentos vivenciados, dos sonhos compartilhados, dos sentimentos dilacerados, baixou sua mão e teve medo. Medo de arriscar tudo e passar novamente pelo melhor e pelo pior que a vida pode oferecer...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Eu estou fora... Não posso arriscar tudo de novo. - disse o Amor, quase sem forças.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O Desejo e a Paixão ficaram um pouco surpresos com essa atitude, mas não fizeram muita questão de encorajar o amigo. A Razão sorriu e comentou que já esperava por isso, afinal, o Amor sempre foi um chorão que vivia a se lamentar dos fracassos da vida em seus ombros. Apenas o recém-chegado, que também parecia surpreso, dava mostras de querer incentivar o amigo. Aconselhava-o, lembrando-o de suas imensas qualidades, mas de nada adiantou, pois quando o medo de amar finca raízes no coração de uma pessoa este se fecha para sempre...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Mas e quanto a você? - indagou a Razão ao viajante, calculista como sempre. - Não vai dar o seu lance?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele apenas sorriu, confiante, e acrescentou:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - No momento não tenho muito a dizer, além de que é um grande prazer estar aqui com todos vocês! Há muito tempo não encontrava pessoas tão interessantes, que pra mim já soam como velhos amigos... Quanto ao jogo, podem ter certeza de que eu estou dentro. Como dizem, eu pago pra ver! Aposto tudo que tenho, além de minha amizade, é claro. Não é muito, mas pode ter um grande valor, se bem cultivada!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Muito bem, então. - começou a Razão. - Se todos concordam, vamos às cartas, amigos! O estilo de jogo é o &lt;i&gt;poker&lt;/i&gt; aberto tradicional. Vamos seguir a ordem dos apostadores, ok?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Todos compreenderam a explicação e começaram a ficar tensos, pois logo saberiam quem ganharia o raríssimo pedaço de coração. O Desejo se adiantou e baixou as cartas...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Tenho um par de Damas. Acho que ainda estou no jogo! - sorriu ele, apostando no blefe dos outros. Mas a Paixão deu uma larga risada de desdém e baixou as cartas sem pressa, enquanto debochava:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Aff! Realmente achou que poderia ganhar com isso aí...? Você sempre foi um grande blefador, um enrolão nato. Mas vou te mostrar o que EU tenho... &lt;i&gt;Full House&lt;/i&gt;! Hahaha! Acho que vocês já eram, caros amigos. - e se adiantou para agarrar o prêmio, mas a Razão a interrompeu no ato.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Acho que você se enganou. EU ainda não baixei minhas cartas... - e dito isto, mostrou sua mão.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Quadra de setes. Pelo visto, meu jogo é mais alto que o seu. Mas é como eu digo: quatro cartas, quatro perdedores... sinto muito, senhores, mas eu não jogo para perder. - sentenciou ele.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ver aquilo tirou a Paixão do sério, e por pouco ela não perdeu a cabeça, mas o que fazer, só restava lamentar. Maldita Razão e sua precisão calculista! E pensar que poderia ter ganhado...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas foi o Amor quem mais lamentou. Diante dele, jaziam as suas cartas, que agora, por desistência, eram inúteis. Eis o seu jogo: Quadra de noves. Poderia ter vencido a Razão, se tivesse confiado em si mesmo... mas já era tarde demais.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Foi quando a Razão ia abocanhar o monte que o último jogador se adiantou e se preparou para mostrar suas cartas. A essa altura, todos tinham se esquecido dele. O que pensar? A Razão provavelmente já tinha ganho mesmo...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Eu ainda não mostrei minha mão. - disse ele, sorrindo. - Aqui está: &lt;i&gt;Royal Straight Flush&lt;/i&gt;, naipe de copas. Acho que eu venci, né?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Todos ficaram boquiabertos. Era simplesmente o jogo mais alto. Era quase impossível acreditar que aquele simpático estranho, que tinha sido amigável e solidário com todos, ganhara o precioso fragmento de coração, derrotando o Desejo, a Paixão, a Razão e o Amor numa épica partida de &lt;i&gt;poker&lt;/i&gt;...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;- Mas quem diabos é você? - perguntaram todos quase ao mesmo tempo, impressionados com a façanha do viajante.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Eu? Pensei que já tinha sido apresentado a vocês há muito tempo! Meu nome é AMIZADE, muito prazer!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele agradeceu a todos e levou consigo o pedacinho de coração que, com toda a certeza, ao seu lado encontraria a verdadeira felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;FIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;(Leia também: Ensaio 1.1 - Poker entre amigos | Parte 1)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://setor003.blogspot.com/2010/07/ensaio-11-poker-entre-amigos-em.html"&gt;http://setor003.blogspot.com/2010/07/ensaio-11-poker-entre-amigos-em.html&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Image: Poker by ~Kurobu on Deviantart&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" rel="dc:type"&gt;SETOR 3&lt;/span&gt; by &lt;a href="http://www.blogger.com/setor003.blogspot.com" rel="cc:attributionURL"&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt; is licensed under a &lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-1857686025099326675?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/1857686025099326675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/11/ensaio-11-poker-entre-amigos-parte-2-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/1857686025099326675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/1857686025099326675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/11/ensaio-11-poker-entre-amigos-parte-2-em.html' title='Ensaio 1.1 - Poker entre amigos | Parte 2'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/TOUBiUdAiYI/AAAAAAAAANE/78QxD2CFiKs/s72-c/Poker__by_Kurobu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-6984343548363542411</id><published>2010-10-25T03:47:00.000-07:00</published><updated>2011-01-19T05:14:04.299-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamentos'/><title type='text'>Especial - Como um livro simples e empoeirado guardado em algum lugar da sua estante...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/TMVgzCw7R_I/AAAAAAAAANA/ivutBITP8UA/s1600/Book_Story1_by_Azram.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/TMVgzCw7R_I/AAAAAAAAANA/ivutBITP8UA/s320/Book_Story1_by_Azram.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;"Leia-me, caro amigo" &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"Como um livro de capa simples, sem atrativos estéticos ou ilustrações  auto-explicativas, esquecido em algum lugar da sua estante. Um dia,  você por acaso decide folheá-lo, não com grande interesse, afinal, é só  um livro sem graça que sempre esteve ali e você nunca se deu o trabalho  de ler. Mas, no momento em que lê o primeiro parágrafo, você começa a  ficar curioso sobre qual seria a história daquele livro estranho e  decide fazer uma tentativa. Aos poucos, quase sem perceber, você acaba  imerso na leitura, sem conseguir desgrudar dela, linha após linha,  página após página, até chegar ao seu final surpreendente e  imprevisível. E aí, só aí você se dará conta de quanto tempo perdeu sem  dar valor aquele livro simples e empoeirado guardado em algum lugar da  sua estante... aquele livro que continha nada mais, nada menos que a  história mais emocionante que você poderia ter lido em toda a sua vida. E  não importa quantas vezes você volte a folheá-lo, você jamais saberá o  que esperar dele, pois ainda existem muitas páginas em branco; os  capítulos estarão sempre mudando e a história estará sempre seguindo,  até surgirem novos personagens e novos desfechos, porque a história  desse livro é o romance de uma vida. Por isso, não julgue um livro  pela capa; se tiver de julgá-lo, julgue-o pelo valor de sua história,  pelo quanto ele lhe emocionou e lhe divertiu, e também pelo quanto ele  possa ter contribuído para que você tenha escrito as suas próprias  páginas. Mas acredite, caro leitor e escritor em potencial, ainda  existem muitas páginas a serem escritas... e não existe nada como o tempo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Image: Book Story1 by Azram on Deviantart&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-width: 0pt;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" rel="dc:type"&gt;SETOR 3&lt;/span&gt; by &lt;a href="http://www.blogger.com/setor003.blogspot.com" rel="cc:attributionURL"&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt; is licensed under a &lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-6984343548363542411?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/6984343548363542411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/10/especial-como-um-livro-simples-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/6984343548363542411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/6984343548363542411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/10/especial-como-um-livro-simples-e.html' title='Especial - Como um livro simples e empoeirado guardado em algum lugar da sua estante...'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/TMVgzCw7R_I/AAAAAAAAANA/ivutBITP8UA/s72-c/Book_Story1_by_Azram.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-3299711609223321950</id><published>2010-07-21T17:31:00.000-07:00</published><updated>2011-01-19T05:07:35.956-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desejo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Razão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paixão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sorte e Azar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amizade'/><title type='text'>Ensaio 1.1 - Poker entre amigos | Parte 1</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/TIfh3JD1SgI/AAAAAAAAAMo/sUJzuyZn4l8/s1600/Poker__by_Kurobu.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/TIfh3JD1SgI/AAAAAAAAAMo/sUJzuyZn4l8/s320/Poker__by_Kurobu.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"&lt;i&gt;A sorte está lançada!"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;I &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;Era uma noite escura e silenciosa. Sentados à mesa - disposta irresponsavelmente nos limites de um precipício - um grupo de amigos estava reunido para uma épica partida de poker. Eram amigos de infância muito queridos, do tipo que raramente se vê hoje em dia, mas já fazia um&amp;nbsp;bom&amp;nbsp;tempo desde seu último encontro. Eram quatro personalidades fortes e distintas, cada qual com seus trejeitos e manias,&amp;nbsp;e se chamavam Desejo, Paixão, Amor e Razão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Geralmente,&amp;nbsp;dentre&amp;nbsp;todas as coisas que costumavam aprontar juntos, as partidas de poker eram das mais hilárias, pois sempre acabavam em provocações e muita confusão. O Amor sempre insistia em tentar acalmar os ânimos e acabava sendo vítima de piadas de mau gosto; a Razão não poupava os comentários ácidos nas horas mais cruciais; a Paixão sempre conseguia&amp;nbsp;fazer&amp;nbsp;um assunto&amp;nbsp;qualquer terminar em&amp;nbsp;uma&amp;nbsp;pomposa referência a si mesma; e o Desejo, que era todo gracejos e indiretas, nunca deixava os petiscos&amp;nbsp;dando sopa por muito tempo.&amp;nbsp;Mas, apesar de um ou outro desentendimento,&amp;nbsp;sabe como são os amigos; no final das contas, sempre&amp;nbsp;davam o braço a torcer e tudo&amp;nbsp;acabava em uma grande algazarra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Esta noite, porém, estavam anormalmente tensos.&amp;nbsp;Hoje havia algo muito mais importante em jogo, pois não se tratava de uma simples reunião para matar as saudades. A partida daquela noite era decisiva e visava nada mais nada menos que um raro fragmento de coração, de valor inestimável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Depois dos cumprimentos, abraços e tapinhas nas costas, já acomodados em seus respectivos lugares, avistaram ao longe um andarilho, coberto da cabeça aos pés por um sobretudo negro. Era um estranho aos olhos dos quatro, e parecia estar muito cansado do longo caminho que percorrera. Ao se aproximar o suficiente, ele saudou o grupo com um simpático aceno de mão e um sorriso, que demorou alguns segundos para ser correspondido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Boa noite, cavalheiros! - disse ele, amigavelmente. - Vejo que os senhores estão prestes a começar um joguinho! Hahaha! Será que eu poderia me juntar a vocês? Estou bastante cansado... um pouco de descanso e um tanto de diversão entre amigos podem renovar um homem! O que me dizem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Surpresos, os quatro simplesmente não sabiam o que responder. Quem era esse estranho falante e por que ele havia surgido do nada a essa hora da noite, justamente no local onde haviam marcado a partida? Não sabiam dizer. Era&amp;nbsp;uma baita de uma&amp;nbsp;coincidência, impossível ser mera obra do acaso. Alguém deve tê-lo convidado... Mas quem? Isso despertou uma pequena desconfiança, afinal, foi&amp;nbsp;combinado que&amp;nbsp;estariam sozinhos aquela noite. Planejaram uma disputa fechada, ou seja, sem estranhos. Teria sido o Amor a convidá-lo, não podendo negar um&amp;nbsp;pedido sincero&amp;nbsp;sob certa insistência? Ou teria sido a Razão, maquinando algum truque para garantir a vitória? O Desejo não poderia ter pensado em algo tão elaborado, pois era pura impulsividade... mas, será que,&amp;nbsp;justamente por isso, teria dado com a língua nos dentes? E quanto a Paixão, teria sido ela a responsável? Não, seu ego era grande demais para aceitar a ajuda de qualquer um... Ou será que não?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Temendo até onde essa dúvida poderia chegar, os quatro concordaram&amp;nbsp;em silêncio&amp;nbsp;em pensar com cuidado sobre a entrada do estranho no jogo, permitindo uma maior aproximação do mesmo. Mas é claro, todos mantendo os olhos bem abertos para eventuais truques... Antes de mais nada,&amp;nbsp;é preciso salientar aqui que devido ao&amp;nbsp;altíssimo valor do prêmio em questão, o grupo estava&amp;nbsp;alheio ao sentimento mútuo de amizade e desejava apenas ganhar a disputa, custe o que custar. Mas não devemos julgá-los por isso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O sujeito tirou o sobretudo e logo ficou à vontade. Em menos de meio minuto, já estava fazendo piadas e contando histórias bizarras sobre as suas viagens pelo mundo. Era tão simpático e sorridente que logo a descofiança e a tensão transformaram-se em uma divertida algazarra. E foi assim até o momento infeliz em que a Razão tomou&amp;nbsp;o baralho&amp;nbsp;em mãos e começou a embaralhá-lo, anunciando o início da partida decisiva.&amp;nbsp;Todos engoliram em seco e o silêncio pairou mais uma vez no local.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - O que estão apostando? - perguntou o viajante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Depois de uma pausa significativa, a Razão respondeu, impaciente:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Um item raro e extremamente valioso: um fragmento de coração. Aquele mesmo, que está no centro da mesa. É algo único no mundo, por isso, se quiser entrar no jogo, terá que apostar alto... se puder, é claro. - acrescentou, secamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Um fragmento de coração!? Nossa, realmente, isso é algo muito valioso! Não tem preço, com certeza não tem preço... - comentou o sujeito, bastante surpreso. - Por&amp;nbsp;um prêmio desses, qualquer um daria até mesmo a própria vida, não acham? Impressionante... Agora que soube disso, dá mais vontade ainda de jogar com vocês. Se me permitirem, eu gostaria de entrar nessa disputa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Essa era a deixa que estavam esperando. Queriam saber o que cada um dos outros realmente pensava a respeito da situação. Antes que a Razão pudesse responder,&amp;nbsp;o Desejo&amp;nbsp;logo interviu:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Por mim ele pode jogar. Todos nós estamos apostando tudo nesse jogo; se ele quiser arriscar, por que não?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - É verdade... eu também&amp;nbsp;não me oponho.&amp;nbsp;Fica até mais emocionante, afinal,&amp;nbsp;é mais uma chance&amp;nbsp;de tentarem me vencer nessa... -&amp;nbsp;desdenhou a Paixão, rindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A Razão olhou interrogativamente para o Amor, que apenas disse, timidamente:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Eu não vejo por que não...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como a decisão de todos foi positiva, a Razão declarou sem demora:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Ok. Joguemos, então!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;b&gt;Continua!﻿&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;(Next: Ensaio 1.1 - Poker entre amigos | Parte 2 &lt;/i&gt;&lt;b&gt;)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://setor003.blogspot.com/2010/11/ensaio-11-poker-entre-amigos-parte-2-em.html"&gt;&lt;i&gt;http://setor003.blogspot.com/2010/11/ensaio-11-poker-entre-amigos-parte-2-em.html&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Image: Poker by ~Kurobu on Deviantart&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" rel="dc:type"&gt;SETOR 3&lt;/span&gt; by &lt;a href="http://www.blogger.com/setor003.blogspot.com" rel="cc:attributionURL"&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt; is licensed under a &lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-3299711609223321950?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/3299711609223321950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/07/ensaio-11-poker-entre-amigos-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/3299711609223321950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/3299711609223321950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/07/ensaio-11-poker-entre-amigos-em.html' title='&lt;center&gt;Ensaio 1.1 - Poker entre amigos | Parte 1&lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/TIfh3JD1SgI/AAAAAAAAAMo/sUJzuyZn4l8/s72-c/Poker__by_Kurobu.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-7594521579322984209</id><published>2010-06-26T11:10:00.000-07:00</published><updated>2011-01-19T05:10:49.183-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavra do Autor'/><title type='text'>Perfil - Dica: Humano demais para ser sincero</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/TCZ9jQ4xczI/AAAAAAAAAMU/ai7r-HaZjCw/s1600/Bike_by_proyektvampyre02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" ru="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/TCZ9jQ4xczI/AAAAAAAAAMU/ai7r-HaZjCw/s320/Bike_by_proyektvampyre02.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; E não é que de repente me deparei com a obra literária de meu irmão Wolney? Criado este mês, o seu blog literário entitulado "Humano demais para ser sincero", já me interessou profundamente. E não é porque o cara é meu brother, se é isto que está pensando, caro leitor. É claro que, confesso,&amp;nbsp;primeiramente o li apenas para conferir o que o gajo andava aprontando,&amp;nbsp;mas não é que tive uma grande surpresa?! Não duvidava do seu potencial, longe disso, mas até que ele superou minhas expectativas iniciais... Parabéns, Wolney! Parabéns, "Caranga"! (apelido carinhoso derivado do&amp;nbsp;delicioso crustáceo que, inacreditavelmente, ele nunca teve a oportunidade - e, digamos, a coragem - de provar!) Como prova de meu orgulho, cito aqui, em meu próprio blog, o seu projeto. Que continuemos escrevendo nossos pensamentos e sentimentos,&amp;nbsp;até nossas mãos esfarelarem e nossos dedos caírem... Enfim, paz, amor e empatia, como dirias. Até!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acessem: &lt;a href="http://humanodemaisprasersincero.blogspot.com/"&gt;http://humanodemaisprasersincero.blogspot.com/&lt;/a&gt; e confiram o trabalho do gajo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;P.s&lt;/b&gt;.: Peço desculpas aos leitores pela&amp;nbsp;ausência de postagens&amp;nbsp;neste mês de&amp;nbsp;maio.&amp;nbsp;Estive muito ocupado com a faculdade: trabalhos complicados, provas finais do período, enfim, sem tempo para&amp;nbsp;dedicar ao blog. Mas espero que daqui para frente, tenha mais tempo sobrando, afinal, estou em férias! Hehehe!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;P.p.s&lt;/b&gt;: Quanto ao "Ensaio 0.3 - Paraíso", creio que, depois de tanto tempo, finalmente o tenha terminado. Apesar de não estar exatamente como eu queria (por conta do espaço, o texto&amp;nbsp;foi adaptado e reduzido), acho que o resultado final&amp;nbsp;está razoável, para não dizer bom. Peço desculpas pela demora, contudo. ^^&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Image: Bike by ~proyektvampyre on deviantart&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" rel="dc:type"&gt;SETOR 3&lt;/span&gt; by &lt;a href="http://www.blogger.com/setor003.blogspot.com" rel="cc:attributionURL"&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt; is licensed under a &lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-7594521579322984209?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/7594521579322984209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/06/dica-humano-demais-para-ser-sincero.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/7594521579322984209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/7594521579322984209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/06/dica-humano-demais-para-ser-sincero.html' title='Perfil - Dica: Humano demais para ser sincero'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/TCZ9jQ4xczI/AAAAAAAAAMU/ai7r-HaZjCw/s72-c/Bike_by_proyektvampyre02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-8398926778882169039</id><published>2010-04-30T14:26:00.000-07:00</published><updated>2011-04-14T12:33:19.090-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Despedida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anjo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pecador'/><title type='text'>Ensaio 1.0 - Indefinivelmente...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S93FFugi0oI/AAAAAAAAAL8/3DSi3UXQmA4/s1600/Angel_by_Vampirenish+c%C3%B3pia.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S93FFugi0oI/AAAAAAAAAL8/3DSi3UXQmA4/s1600/Angel_by_Vampirenish+c%C3%B3pia.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S93FFugi0oI/AAAAAAAAAL8/3DSi3UXQmA4/s1600/Angel_by_Vampirenish+c%C3%B3pia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S93FFugi0oI/AAAAAAAAAL8/3DSi3UXQmA4/s320/Angel_by_Vampirenish+c%C3%B3pia.jpg" width="213" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;"&lt;i&gt;O mundo visto pelos olhos de um Anjo...&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "Existem pessoas que nos tocam e nem sentimos. Existem pessoas que nos ferem, mas não deixam cicatrizes. E existem pessoas como você... que, só por existir, nos marcam para sempre."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu ainda não sabia disso naquela noite. À beira do abismo, quando pensei que seria devorado pelos meus medos, você apareceu: linda, sedutora, indefinível. Você não pensou duas vezes ao me salvar das feras e revelar o verdadeiro significado de um milagre. Graças a você, eu passei a enxergar a vida de outro jeito, resgatando uma espécie de sentimento que foi esquecido há muitos anos atrás... Por isso, por esse e por tantos outros motivos, por todas as lembranças, momentos, conversas e também por tudo que não foi dito... Muito obrigado!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas, se eu pudesse ver o mundo a partir do seu olhar, não seria dessa forma que eu enxergaria o desenrolar dos fatos... e mesmo assim, seria incapaz de definir o que aconteceu, pois o valor de um milagre é - e continuará sendo - impossível de traduzir em uma palavra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;INDEFINIVELMENTE...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;"Como o amor e outras quimeras.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Como a lembrança de ter sido feliz... e de ter feito alguém feliz&lt;/i&gt;&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Como perceber que você ainda é capaz de amar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Como ter a certeza de que alguém ainda acredita em você.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Como o doce sabor de um novo primeiro beijo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Como ter a esperança de vivenciar um novo final feliz.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Como sacrificar um desejo, em troca de um milagre.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Como despertar de um sonho imensuravelmente bom...&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;e sorrir, mesmo diante da realidade"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;(...)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;_________________________________________ &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu estava na sala 308 naquele momento. Você estava dormindo, mas de repente acordou assustado, como se não soubesse onde estava.&lt;i&gt; &lt;/i&gt;Eu sorri para você, mas você nem pareceu notar; olhou na minha direção sem me ver, como se eu não existisse. Pela expressão em seu rosto, parecia estar procurando desesperadamente por alguma coisa, ou por alguém. Foi aí que eu percebi que você estava me procurando, perdido entre tons de cinza e falsas ilusões. "Eu estou aqui.", dizia, mas você não me ouvia. Ninguém me ouvia. Gritava, tentava chamar sua atenção, mas não conseguia nada além do silêncio de todos. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu chorei, mas ninguém enxugou minhas lágrimas; eu me senti só, mas não havia ninguém com quem conversar; eu perdi as esperanças, mas não havia ninguém para me reanimar. Eu estava perdida, pois não tinha mais ninguém. Eu não tinha você. Eu era apenas um eco invisível aos olhos do mundo...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Você me chamou de anjo, mas tenho mais defeitos que você. Sou mulher, mãe e amiga. Sou&amp;nbsp; imperfeita e pecadora. Sou temente ao amor... mas tenho medo da solidão. Não sou anjo ou demônio, mas posso me passar por qualquer um, se desejar. Apesar disso, não passo de mais uma pessoa vivendo neste mundo, cheia de sonhos e esperanças, mas também cheia de medos e incertezas. Uma pessoa como outra qualquer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: black; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;...&lt;/i&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sigo seus passos, hesitante. Ouço as estátuas, o ritmo de seu coração, os sussurros dos seus receios.. Me desespero ao pensar que você vai desistir de mim. Estamos agora no mesmo lugar em que nos beijamos pela primeira vez...o lugar onde tudo realmente começou. Lágrimas. Eu não quero desaparecer para sempre, não quero que você me esqueça. Quero dizer que te amo. Mas... será que o que eu quero sentir é o que sinto de verdade?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Então, pela primeira vez, pensei em tudo que vivemos e finalmente entendi. Agora, eu estou pronta para abrir meu coração e te dizer o que sinto... sem esconder mais nada. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;Abro os olhos. É difícil enxergar seu rosto, pois minhas lágrimas se confundem com o seu semblante. Mas ainda posso vê-los brilhando, como duas pedras preciosas, arautos da felicidade... "Vai ficar tudo bem", eles me dizem. "Eu estou aqui." Logo, não são apenas seus olhos que insistem em dizer isso, mas também seus lábios, tentando me tranquilizar. Fico feliz. Ao menos uma última vez, posso olhar bem dentro de seus olhos, sem nenhuma hesitação. Tento falar, mas ela me repreende com um gesto, dizendo que logo a ajuda chegará, que eu preciso poupar minhas forças. Eu sei que é inútil, mas concordo com a cabeça. Já é tarde... sinto que não haverão milagres hoje. Dando um sorriso, me rendo ao momento final... mas ainda há alguma coisa pendente; ainda há algo a dizer.&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - &lt;/i&gt;Eu te procurei por tanto tempo... mas agora, quando finalmente te encontrei, entendi que aquilo que eu realmente procurava estava dentro de mim, o tempo todo. Eu te agradeço por isso. Muito obrigado por ter surgido na minha vida...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;Ela sorriu.&lt;i&gt; &lt;/i&gt;Uma lágrima escorregou dos seus olhos e desceu pela sua face, como uma estrela cadente, para repousar em meu rosto pálido e sereno. Era hora de dizer adeus...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Você sabia que os anjos não dizem "adeus"? - perguntei,  sorrindo. - Porque não existem palavras para descrever um sentimento  como a saudade. Em vez disso, eles apenas vivem plenamente até o último momento... e sorriem... diante do... inevitável...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;(Pois eles sabem que a vida seguirá o seu caminho, indefinivelmente...)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As cortinas negras se fecham para sempre. A última coisa que vi foram as estrelas que brilhavam intensamente, como que tentando competir com o brilho do teu olhar.&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;FIM&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Com o perdão de um pecador que quis apenas sonhar uma última vez..."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S93LU65pwUI/AAAAAAAAAME/wknnKVqa4O8/s1600/The_Heart_Key_by_deaddamien.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S93LU65pwUI/AAAAAAAAAME/wknnKVqa4O8/s320/The_Heart_Key_by_deaddamien.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;**&lt;/i&gt;Dedicado a uma pessoa muito especial, que nunca será esquecida. Obrigado por tudo e até um dia.**&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Leia também: Ensaio 0.9 - Indefinível&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;(Next: Ensaio 1.1 - Poker entre amigos)&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Créditos: &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt; - &lt;/i&gt;Imagem do título: Angel_by_Vampirenish&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt; on Deviantart.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; - &lt;b&gt;Imagem do rodapé: &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;The_Heart_Key_by_deaddamien on Deviantart.&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" rel="dc:type"&gt;SETOR 3&lt;/span&gt; by &lt;a href="http://www.blogger.com/setor003.blogspot.com" rel="cc:attributionURL"&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt; is licensed under a &lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-8398926778882169039?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/8398926778882169039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/04/ensaio-10.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/8398926778882169039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/8398926778882169039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/04/ensaio-10.html' title='&lt;center&gt;Ensaio 1.0 - Indefinivelmente...&lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S93FFugi0oI/AAAAAAAAAL8/3DSi3UXQmA4/s72-c/Angel_by_Vampirenish+c%C3%B3pia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-7654850817723372250</id><published>2010-03-24T12:12:00.000-07:00</published><updated>2011-01-19T05:06:10.687-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anjo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pecador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paraíso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sonho e Realidade'/><title type='text'>Especial - Filosofia da Perseverança</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S655_003GrI/AAAAAAAAALM/l2H0eI_6ebc/s1600/The_final_act_by_theflickerees.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nt="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S655_003GrI/AAAAAAAAALM/l2H0eI_6ebc/s320/The_final_act_by_theflickerees.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;"Acredite..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;i&gt;"Atravesso os portões do Paraíso. Sigo em frente: triunfante, decidido, maravilhado. Eu posso ver além: todas as verdades, todas as respostas, a fonte da sabedoria. Eu posso sentir algo novo e desconhecido: sem incertezas,&amp;nbsp;sem questionamentos, sem aflições. Eu vejo entes queridos: velhos&amp;nbsp;amigos, pessoas saudosas que já não via há anos, e todos eles vêm sorrindo&amp;nbsp;ao meu encontro. Eu também&amp;nbsp;estou sorrindo, totalmente feliz: sem lamentações, sem receios, sem sofrimento.&amp;nbsp;Apenas a paz... Atravesso finalmente os portões do Paraíso, mas&amp;nbsp;há algo que não posso ver, e essa ausência se transforma em um lampejo de&amp;nbsp;angústia em minha alma. Onde ela está? Eu percorri todo este caminho só para te encontrar, mas onde está você, meu anjo?"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Onde...?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Abrem-se os olhos, relutantes. O despertar de um sonho inquieto, o fracasso e o habitual desespero. Estou deitado em um leito de hospital, confuso e com uma baita dor de cabeça.&amp;nbsp;Suspiro.&amp;nbsp;O que teria acontecido?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Tento me levantar, mas não consigo. Depois de um tempo, uma enfermeira vem verificar o meu estado; colaboro com os procedimentos, sem reclamar. "O que aconteceu comigo?", pergunto. Ela não responde, me pede calma, o médico já está a caminho. Entediado, peço papel e caneta, se possível. "Para matar o tempo", informo, quando ela me&amp;nbsp;questiona, um tanto&amp;nbsp;desconfiada.&amp;nbsp;Depois de mais alguns minutos, ela me traz o que pedi, e me tranquiliza, revelando que eu tenho muita sorte em estar vivo. "Sorte..." Agora as coisas começam a clarear um pouco. Fico imóvel por um bom tempo, refletindo sobre aquela noite. "Era ela? Teria realmente a visto?" Não importa mais. Acabou. Pelo menos, acabou para mim.&amp;nbsp;Observo o papel em branco; um velho amigo, fiel confidente.&amp;nbsp;Enfim, traduzo meus sentimentos em&amp;nbsp;um&amp;nbsp;poema,&amp;nbsp;contendo muitos dos elementos de minha busca, agora reunidos em minha maturidade:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Filosofia da Perseverança&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ainda que eu soubesse&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Que o amor é apenas uma quimera&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Criada para tranquilizar os homens&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Eu não desistiria.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ainda que eu soubesse&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Que um instante não é mais que um relâmpago&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;No vazio da Eternidade&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Eu não desistiria.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ainda que eu soubesse&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Que sou um mero fantoche &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Nas mãos de anjos e demônios&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Eu não desistiria.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ainda que eu soubesse&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que para sempre estarei condenado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ao simples ato de sonhar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu não desistiria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ainda que eu soubesse&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que palavras doces são mentiras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ecos de sentimentos ocultos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu não desistiria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ainda que eu soubesse&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que a felicidade é como o vidro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cujo semblante não posso enxergar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu não desistiria.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ainda que eu soubesse&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que o paraíso não existe&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E a realidade é uma amarga ilusão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu ainda não desistiria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pois jamais esqueceria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Do que me disse um amigo &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando eu era apenas um menino:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Se você puder acreditar em si mesmo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você poderá mudar o seu destino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se você puder acreditar nas pessoas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você descobrirá a essência da vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E se você puder fazer essas pessoas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Acreditarem nelas mesmas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você poderá um dia mudar o mundo."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foram essas palavras de profundo sentido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas de tão fácil entendimento&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que me ensinaram a continuar caminhando&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem nunca deixar de acreditar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pois ainda que eu ande sozinho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pelo Vale da Sombra da Morte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Perdido dentro de mim mesmo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu ainda não desistiria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E não perderia a fé&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pois enquanto eu acreditar no Amor&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O impossível não existirá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você acredita?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - É frustrante. - murmuro, após terminar de escrever. - Assim como a vida, em si.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Repouso a cabeça no travesseiro e me entrego, finalmente, ao descanço merecido, mas intranquilo. Meus olhos fitam apenas o teto não familiar, e essa imagem permanece estática até a chegada de algo semelhante ao sono.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Então, só me resta acreditar, não é? - sussurro, em um último delírio antes de adormecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;**O poema original "Filosofia da Perseverança" foi escrito no ano de 2007, conseguindo o primeiro lugar no Concurso de Poesias do Colégio Almirante Tamandaré. Neste conto, reescrevo e finalizo o poema, de forma a adaptá-lo à sina do Pecador, mas não foram necessárias grandes mudanças, preservando assim a essência do original.**&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-color: -moz-use-text-color; border-style: none; border-width: medium; text-align: left;"&gt;&lt;div style="border-color: -moz-use-text-color; border-style: none; border-width: medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Image: The_final_act_by_theflickerees - on Deviantart&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-color: -moz-use-text-color; border-style: none; border-width: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-color: -moz-use-text-color; border-style: none; border-width: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-color: -moz-use-text-color; border-style: none; border-width: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="border-color: -moz-use-text-color; border-style: none; border-width: medium;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-color: -moz-use-text-color; border-style: none; border-width: medium;"&gt;&lt;div class="separator" style="border-color: -moz-use-text-color; border-style: none; border-width: medium; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" property="dc:title" rel="dc:type" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"&gt;SETOR 3&lt;/span&gt; by &lt;a href="http://www.blogger.com/setor003.blogspot.com" property="cc:attributionName" rel="cc:attributionURL" xmlns:cc="http://creativecommons.org/ns#"&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt; is licensed under a &lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-7654850817723372250?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/7654850817723372250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/03/especial-filosofia-da-perseveranca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/7654850817723372250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/7654850817723372250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/03/especial-filosofia-da-perseveranca.html' title='&lt;center&gt;Especial - Filosofia da Perseverança&lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S655_003GrI/AAAAAAAAALM/l2H0eI_6ebc/s72-c/The_final_act_by_theflickerees.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-454781874577116773</id><published>2010-02-03T10:15:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T05:04:57.881-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anjo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pecador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Felicidade'/><title type='text'>Ensaio 0.4 - Werneck</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S2m8ykn8mLI/AAAAAAAAAKc/vnTsDEsFbnI/s1600-h/heaven_by_penetre.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S2m8ykn8mLI/AAAAAAAAAKc/vnTsDEsFbnI/s320/heaven_by_penetre.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;"Veja o que eu vejo."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;"Se a felicidade tivesse forma, qual forma seria?&lt;br /&gt;Acho que deve ser algo como o vidro&lt;br /&gt;Por que você geralmente não a percebe, &lt;br /&gt;mas definitivamente ela está lá.&lt;br /&gt;Porém, cedo ou tarde você vai perceber&lt;br /&gt;Porque se você olhar de um ângulo um pouco diferente, &lt;br /&gt;O vidro reflete a luz.&lt;br /&gt;E o que pode ser visto,&lt;br /&gt;É a prova de uma grande existência, maior que qualquer coisa&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;&lt;i&gt;."&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;Havia uma pichação&amp;nbsp;na&amp;nbsp;parede da estação Werneck que&amp;nbsp;sempre me chamou a&amp;nbsp;atenção. A primeira vez que a vi foi há muitos anos atrás; naquela época eu mal sabia ler e não compreendi exatamente o que aquelas palavras queriam dizer. Hoje -&amp;nbsp;infelizmente ou não -&amp;nbsp;eu&amp;nbsp;posso compreendê-las muito bem...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O texto falava sobre&amp;nbsp;o verdadeiro valor&amp;nbsp;da felicidade. Estava escrito em tinta escarlate, bem chamativa e legível, mas as pessoas - ocupadas em seus interesses e afazeres - não reparavam na mensagem. Por algum motivo que desconheço (ou por motivo nenhum, não sei dizer), eu acabei olhando justamente naquela direção, na primeira vez em que estive no metrô. Estávamos indo visitar uns parentes,&amp;nbsp;eu e minha mãe, e ao entrarmos na plataforma de embarque da estação, notei algo escrito na parede lateral, à esquerda do mapa da cidade do Recife. É claro que tentei ler a mensagem, mas não consegui entender o conteúdo do texto. Perguntei à minha mãe o que aquilo poderia significar, mas ela estava muito apressada e&amp;nbsp;apenas murmurou algo do tipo "Não solte a minha mão...!", antes de me&amp;nbsp;arrastar com firmeza para&amp;nbsp;o interior&amp;nbsp;do vagão. Lembro que fiquei por um bom tempo pensando naquela mensagem. Depois daquele dia, muitos anos se passariam até que eu fosse rever aquela parede e finalmente compreender as palavras pichadas em tinta escarlate...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Hoje, revejo aquela mesma parede, mas as palavras foram apagadas. Em seu lugar, apenas a imensidão branca e vazia, onde só se é capaz de enxergar a lembrança de dias mais felizes... ou melhor,&amp;nbsp;dias que hoje parecem ter&amp;nbsp;sido mais felizes, agora que&amp;nbsp;fazem parte do passado. Fecho os olhos, e imagino aquela noite, quando o milagre aconteceu. &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;"Meu anjo...". Hoje, finalmente te encontrarei, pois às custas de muitas lágrimas e sofrimento eu consegui uma pista de onde poderás estar...&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sigo adiante, me sento em um dos bancos encardidos da estação e espero, inquieto. Minutos depois, o expresso passa inabalável, sem dar a mínima para a minha impaciência. Xingo. Sem escolha, continuo esperando. Já passa das nove... É tarde, não tenho muito tempo. Hoje talvez seja minha última chance...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Retiro uma pequena garrafa de wisky vagabundo de dentro do bolso esquerdo do paletó. Esta sim é a minha fiel companheira, a amante dos dias sombrios, a melhor ouvinte, guardiã dos temores e receios mais profundos. "Mas que diabos...? Está quase vazia..." Examino o rótulo por alguns instantes e bebo o que resta do líquido amarelado, sem remorso. Depois de mais alguns minutos, finalmente o trem chega. Apesar de vazia, guardo cuidadosamente a garrafa no bolso, e entro no vagão.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "Estação Werneck. Destino: Camaragibe" - anuncia uma voz feminina. Suspiro, indiferente, e me sento em frente à janela. "Werneck..." Engraçado, nem sei o que diabos isso significa. Seria alemão? Tem uma pinta de alemão...&amp;nbsp; Enfim,&amp;nbsp; não importa. Há coisas mais importantes em jogo hoje...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Observo a plataforma de embarque pela janela, tentando encontrar alguém interessante entre as poucas pessoas que saíram dos vagões. É um dos meus passatempos inúteis. Próximo às escadas&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;, um grupo de jovens faz uma grande algazarra. Uns idiotas quaisquer se achando... Gente desse tipo sempre aparece no metrô (e em muitos outros lugares, infelizmente). Os ignoro. Do outro lado, vejo uma quarentona e um garotinho seguindo de mãos dadas em direção à saída, provavelmente mãe e filho. Estranho, eles me lembram do dia em que vi a pixação escrita em escarlate pela primeira vez ...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os jovens se dispersam. Dois deles, ao invés de descerem as escadas, como os outros, decidem ir na direção contrária, caminhando cheios de si e encarando de forma suspeita a senhora e seu filho. Noto que eles parecem estar alterados e se comportando de modo estranho...&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Merda...! - exclamo, antevendo o perigo. Rapidamente, me levanto e cruzo as portas retráteis, que por segundos não se fecham antes que eu pudesse fazer qualquer coisa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eles se aproximam cada vez mais. A senhora, desconfiando das intenções dos dois, fica aflita e apressa o passo, segurando com mais firmeza a mão do garoto de um lado e sua bolsa de couro do outro. Vendo a reação da mulher, um deles, então, contorna a passagem de acesso à rampa, correndo até a saída e lá se prostando de forma a barrar a passagem. Sem saber o que fazer, a mulher pára, assustada. Atrás dela, o outro melinate chega lentamente, sorrindo e sacando uma navalha do bolso lateral do &lt;i&gt;jeans&lt;/i&gt;... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Passa a bolsa, tia! - anunciou o Candidato a Marginal N° 1, que estava bloqueando a passagem. - Vamo logo, ou&amp;nbsp;nóis fura o pirralho! - acrescentou, revelando por sua vez um canivete suiço de aparência imunda.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Muito nervosa e mais pálida do que giz, a mulher tremia muito. Sua reação natural foi a de abraçar o garoto com força, na tentativa de protegê-lo. "Por favor, não o machuque...!", tentou dizer, quase sem voz, e depois disso não conseguiu mais falar, devido ao nervosismo. Mas não largou a bolsa, o que irritou o Candidato a Marginal Nº 1, que se adiantou e começou a xingar, canivete em punho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Bora, porra! Passa a bolsa! Quer que eu te fure, é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nesse momento, eu já estava próximo o bastante do &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;Candidato a Marginal N° 2, que estava mais atrás e de costas para mim, sem ter como reagir...&amp;nbsp;Antes que ele pudesse se dar conta, já estava caído no chão, segurando dolorosamente a "dobra" da perna direita. Aproveitando o golpe de sorte, apliquei um chute com toda a força na cabeça do delinquente, deixando-o sem sentidos. Foi bem mais fácil do que pensei, vai ver porque ele estava muito chapado, ou sei lá. Mais a frente, o Candidato a Marginal N° 1, percebendo o que tinha acontecido, empurra a mulher com&amp;nbsp;brutalidade, que cai no chão. Ele então tenta dar uma de esperto e puxa o pirralho para o seu lado, de modo a fazê-lo&amp;nbsp;um refém, ameaçando-o com o canivete.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Seu filho da puta! Olha o que você fez! - xingou ele alto, apontando pra mim, furioso. - Fica longe, se não eu&amp;nbsp;furo esse merdinha! Juro que eu furo ele! - e posicionou a lâmina encardida contra a garganta do&amp;nbsp;garoto,&amp;nbsp;que tremia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp; - "Puta merda, o que eu faço?", pensei, desesperado. "A minha intenção era apenas ajudar, e agora aqui estou eu, piorando tudo. Porra!". Acima dele, o relógio da estação mostrava que eu não tinha mais tanto tempo... O último trem passaria a qualquer momento e eu teria de pegá-lo se ainda tivesse alguma esperança de reencontrá-la... Dessa vez um atraso seria fatal, e provavelmente jamais encontrarei outra pista. Era preciso escolher: abandonar os estranhos agora e ir até ela ou ficar e arriscar perder minha última chance de revê-la...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "Preciso resolver isso logo. Eu consigo. Vai dar tudo certo..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tirei a carteira do bolso e tentei negociar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Tome, aqui tem dinheiro, pode levar. Só deixe o garoto em paz, ok? Eu não vou mais reagir...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Cala a boca, seu puto! - berrou ele em resposta, visivelmente nervoso. - Joga essa porra pra cá! E a bolsa da dona também! Vamo, vamo logo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Fiz o que ele mandou, tentando me manter calmo. Depois de apanhar a carteira e vasculhar a bolsa, ele me olhou de um jeito malicioso e arrastou o garoto até a plataforma de embarque. Tentei seguí-lo, mas ele continuou me mandando ficar longe. No chão, sem conseguir se mexer, a mãe do garoto chorava, desesperada. Foi então que eu perebi o que ele ia fazer. Ele não pretendia deixar o garoto depois de tomar certa distância, ele ia...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não faça isso! - e corri na direção deles para tentar impedir, mas era tarde demais. Ele tinha empurrado o garoto nos trilhos e corrido em direção à saída, logo depois. "Mas que filho da puta..." Continuei correndo, o som do&amp;nbsp; último trem se fazendo audível não muito longe dali...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pulei lá embaixo, sem pensar direito, o coração acelerado. O garoto estava meio tonto, mas conseguiu se levantar. Suspendi o guri e o instrui a tomar impulso e subir na plataforma, se agarrando nas bordas. Ele assentiu e fez como eu falei. Olhei para a esquerda. O trem já estava vindo. Engoli em seco e fiz um grande esforço para tomar impulso e subir a tempo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Felizmente, eu consegui, pois o trem reduziu a velocidade antes de parar na estação. Se tivesse sido o expresso... Ofegante, o coração ainda palpitando, observei o garoto tentando ajudar a mãe, mais adiante. Ela chorava e o abraçava... "Ainda bem que deu tudo certo..."&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Atrás de mim, as portas retráteis se abriram. Sorri e me virei, para entrar no vagão, quando senti uma lâmina fria perfurar minhas costas uma, duas, três vezes. O Candidato a Marginal n° 2 - que nesse meio tempo tinha acordado - devolvera na mesma moeda meu ataque surpresa anterior. Senti um líquido quente escorrer pela lateral do corpo, e cambaleei, sem forças, caindo no chão. Aproveitando o golpe de sorte, o meliante aplicou um chute com toda a força em meu abdômen, fugindo logo depois. Com os olhos quase fechados, meio tonto e gemendo devido a intensidade da dor, olhei ao acaso para o interior do vagão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Lá estava ela. Estava sentada, pensativa, um livro apoiado no colo. O que ela estava fazendo aqui, nessa estação? Ela me olhou de volta, surpresa, nossos olhares se cruzaram. Na mesma hora senti o peso de sua essência, o peso de toda a sua alma. É assombroso, e ao mesmo tempo, maravilhoso. Seria mesmo ela? Não seria um delírio, um último desejo materializado pela força da minha vontade?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ela se levantou e veio em minha direção, cruzando as portas um segundo antes de se fecharem. O último trem se fora. Agora ela estava em pé, na minha frente, e também parecia não acreditar no que estava vendo. Por alguma razão, ela não estava onde deveria estar, e eu não fui para onde deveria ir. Era ali, o tempo todo, onde deveríamos nos encontrar... provavelmente pela última vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Maravilhado, o garoto não podia desviar os olhos daquela visão estonteante. Ela era... um anjo! Sua mãe o chamava, abraçando-o com força. "Rodrigo, Rodrigo, não está me ouvindo? Vamos, temos de ir logo, antes que aqueles marginais voltem!". Relutante, ele olhou para sua mãe, se perguntando como ela poderia estar preocupada com isso quando diante deles havia um ser tão assustadoramente belo? "Não está vendo, mamãe? Olhe, olhe pra ela! É um anjo, ela é um anjo!", e se virou para adimirá-la novamente. Ele poderia olhá-la por anos e anos, pela sua vida toda, e ainda assim não se cansaria de contemplar sua beleza. Faria tudo por ela, qualquer coisa, só para ficar com ela, só para tê-la eternamente ao seu lado...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;(...) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Dona Olga jamais poderia entender o que seu filho estava olhando com tanto afinco, muito menos o que ele quis dizer com aquele estranho comentário. Ela não podia enxergá-la - mesmo estando frente a frente com aquele ser encantador - simplesmente porque não queria enxergar. Aos seus olhos, seu filho apenas olhava o marginal caído e ensanguentado, que pela graças de Deus havia brigado com seus comparsas, dando a ela e ao pequeno a oportunidade de saírem dali o mais depressa possível. "Vamos, garoto, não teime comigo, eles ainda podem estar por perto!", e ignorando os esforços do menino em permanecer no local, o arrastou pelo braço até a saída, passando apressadamente pela parede branca onde outrora havia uma pichação escarlate... Aquela mesma pichação que falava sobre a verdadeira forma da felicidade...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: black; color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Image: Heaven, by Penetre - on Deviantart&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" property="dc:title" rel="dc:type" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"&gt;SETOR 3&lt;/span&gt; by &lt;a href="http://www.blogger.com/setor003.blogspot.com" property="cc:attributionName" rel="cc:attributionURL" xmlns:cc="http://creativecommons.org/ns#"&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt; is licensed under a &lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-454781874577116773?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/454781874577116773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/02/ensaio-04-werneck-em-construcao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/454781874577116773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/454781874577116773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/02/ensaio-04-werneck-em-construcao.html' title='&lt;center&gt;Ensaio 0.4 - Werneck&lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S2m8ykn8mLI/AAAAAAAAAKc/vnTsDEsFbnI/s72-c/heaven_by_penetre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-3183809161768574724</id><published>2010-02-03T09:47:00.000-08:00</published><updated>2011-01-14T05:13:46.009-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anjo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pecador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paraíso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chuva'/><title type='text'>Ensaio 0.3 - Paraíso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S2m7HP0Eb-I/AAAAAAAAAKU/sdRMBJFUOys/s1600-h/Heaven__s_Door_by_bosniak.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S2m7HP0Eb-I/AAAAAAAAAKU/sdRMBJFUOys/s400/Heaven__s_Door_by_bosniak.jpg" width="266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele abriu os olhos, suspirou e voltou sua atenção para os céus... tentando enxergar além das nuvens. Então, se ouviu um murmúrio, vindo das águas mais profundas que circundam o abismo chamado coração:&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;"Ainda que eu falasse a língua dos anjos...&lt;br /&gt;eu jamais poderia traduzir em palavras o quanto você é importante para mim.&lt;br /&gt;Ainda que eu&amp;nbsp;cruze os portões do paraíso...&lt;br /&gt;eu jamais poderia conhecer a felicidade longe de ti."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;- de um mortal, um pobre pecador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;b&gt;(...)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;_____________________________________________&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; As portas da igreja estão abertas para a noite. Lá fora, a terrível tempestade continua a desabar impiedosamente, como em uma alusão ao meu sofrimento. O ruído característico dos pingos e os estrondos ensurdecedores dos trovões ecoam em meus ouvidos, amplificados pela acústica do salão. Estou além da penumbra, diante do altar, imóvel, indeciso, incapaz. Vez ou outra, os clarões dos relâmpagos revelam os detalhes da arquitetura barroca, bem como a simplicidade das acomodações, a beleza dos afrescos, as imagens suntuosas dos santos... meras impressões artísticas maltratadas pelo tempo, todas sufocadas pelo estranho sentimento de solidão presente no local. Algo está errado... Não me sinto amparado ou tranquilizado, não consigo abrir meu coração para Deus. É horrível. Sou a maior vítima de meu ceticismo niilista... Fico inconscientemente me perguntando: será que minhas preces chegarão até Ele? Eu teria fé suficiente? Não posso me entregar à dúvida ou ao desespero: preciso encontrar uma resposta, preciso descobrir o caminho certo. Mas seria possível para mim?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Eu nem sei por onde começar... - murmuro para mim mesmo. Ergo a cabeça, e meus olhos fitam a abóboda do salão, onde dezenas de anjos foram retratados habilmente pela imaginação do artista. É uma bela pintura, mas... Não corresponde à realidade. Lembro da luz dos olhos dela, da sua voz, da sua beleza implacável. Lembro da sua atitude, das suas palavras, da sua personalidade única. Lembro do seu abraço, do seu beijo, do calor humano. Lembro de sua essência indefinível... Quem quer que tenha pintado aqueles afrescos, jamais conseguiria captar a forma primordial, a centelha invisível que eu consegui enxergar quando a vi completamente naquela noite, pela primeira vez. Nem todas as cores, nuances e texturas poderiam descrever o quão magnifica é a verdadeira face de um anjo...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Eu a amo... -&amp;nbsp;murmuro para mim mesmo, e a medida que repito estas simples palavras, a idéia escapa de um tímido sussurro&amp;nbsp;para soar claramente, em alto e bom tom, se sobressaindo&amp;nbsp;aos&amp;nbsp;ruídos angustiantes da&amp;nbsp;tormenta, de modo&amp;nbsp;que o mundo inteiro possa ouvir - Eu a amo, eu a amo, eu a amo!!! Essa é a única resposta para as inquietações em meu coração. Agora sei, tenho certeza, não posso negar esse sentimento. Por isso... &lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Deus, por favor, peço-Te, com toda a minha fé, ainda que não seja forte o&amp;nbsp;suficiente, que me ajude a reencontrá-la...!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Um clarão, muito mais longo do que os outros, iluminou o salão, seguido de um ribombar alto, como se um milhão de trombetas respondessem em confirmação às minhas preces... Seria verdade?&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(...) &lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Quem está aí? - perguntou de repente uma voz rouca, vinda da escuridão.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Assustado, voltei-me para a esquerda, de onde a voz tinha saído. Um pequeno ponto de luz caminhava a passos lentos em minha direção, cada vez maior e mais próximo. Segundos depois, pude ver a silhueta de um padre gorducho, iluminada pela luz bruxuleante de um velho lampião. Apesar do frio, ele suava muito, e pelo jeito que sua mão tremia, parecia estar mais assustado que eu.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; -Q-q-quem é você? O q-que você está fazendo aqui? - gaguejou ele. - Seus vândalos, eu já não disse para nunca mais voltarem aqui? Então não se contentaram em roubar as imagens do altar?!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Me desculpe, senhor, mas eu não estava roubando nada...! Pensei que não havia ninguém aqui... - me apressei em responder. - As portas estavam destrancadas e resolvi me abrigar aqui, até que a tempestade passasse... Sinto muito, achei que estivesse sozinho...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ele ofegava um pouco, tenso, e me fitou dos pés a cabeça, erguendo a sobrancelha, como se estivesse analisando o meu caráter através da minha aparência (que no momento, infelizmente, não era das melhores). Após enxugar o suor da testa na manga das vestes, o padre gorducho perguntou novamente:&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - O que você estava fazendo aqui, diante do altar? Qual eram as suas intenções hein? Tem certeza de que não está mancomunado com aqueles marginais?- ele fechou a cara, segurando o lampião com firmeza, ainda temeroso. - Seus vândalos, vocês não perdoam nem mesmo o templo de Deus? Esse é um lugar sagrado! Deviam se envergonhar de seus pecados, uns rapazes tão jovens...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Não é nada disso, senhor! Seja lá o que&amp;nbsp;geralmente fazem por aqui - o que definitivamente é um&amp;nbsp;desrespeito! -&amp;nbsp; juro que não sou um desses vândalos. Estou falando a verdade, entrei aqui por causa da chuva, pensei que o lugar estava abandonado, pensei que estivesse sozinho... Só queria me abrigar contra a tempestade!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele mordeu o lábio inferior e se pôs a me olhar longa e profundamente.&amp;nbsp;As rugas em seu rosto aos poucos se suavizaram, e então ele falou:&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Ah, é mesmo? Pois saiba que as juras tem poder! Em todo o caso... Eu também pensei que estivesse sozinho, mas você está aqui, não é?! E, realmente, não tenho culpa do templo estar nesse estado, mas está longe de ser considerado um local abandonado, não acha? Se bem que essas goteiras não colaboram em nada... - acrescentou ele, apontando para algumas infiltrações no teto principal.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Claro... Me desculpe, senhor padre. Espero que não me julgue mal. - e sorri, hesitante. Ele parecia mais calmo, mas ainda estava bem desconfiado. Resolvi sair do local, antes que ele mudasse de idéia a meu respeito.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Eu não quero incomodá-lo, por isso já estou indo...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Hummm... Nada disso. - interrompeu ele, sério. - Você mesmo disse que estava se abrigando aqui por conta da tempestade, não disse? Ora, então fique! Você pode aproveitar e me ajudar a dar um jeito nessas goteiras, não é? Pelo menos, podíamos reparar as da sacristia, que estão me incomodando muito...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Surpreso, fiquei em silêncio, sem saber o que responder. Ele então retomou a palavra, perguntando:&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - A não ser... que você tenha mentido e esteja desconfortável com a idéia, seria isso? Jurou em falso, por acaso?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Não... não menti! Mas...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Então, é melhor ficar. - determinou ele. - Além do mais, você interrompeu a ceia...&amp;nbsp; bom, tem o bastante para nós dois, se estiver com fome. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ele me encarou, decidido. Diante do argumento, não vi problema em ficar... afinal, a tempestade ainda desabava lá fora. E eu estava morrendo de fome...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Obrigado, ficarei.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Ótimo, emtão me acompanhe, rapaz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;_____________________________________________&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; Estávamos em um cômodo mal iluminado, provavelmente o local onde ele ceiava, antes de me descobrir. Meu estômago estava indignado de tanta fome e anunciou a sua revolta, em um brado alto. Percebendo o meu embaraço, o padre ofereceu um pedaço de pão, uma fatia de queijo e um copo de vinho. Devorei tudo sem pressa, dando grandes goladas no saboroso líquido vindo do fruto da uva. Enquanto eu comia, o padre falava e falava, desabafando suas mágoas:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não temos verba para a reforma da Igreja. Se fosse em outros tempos... as pessoas se importavam mais. Esse lugar é um patrimônio histórico! Isso deve valer alguma coisa, não acha? - e sem me dar tempo para responder, continuou: - Eu acho o seguinte: a prefeitura, o povo, o bispo ou até mesmo o santo Papa: alguém deveria tomar uma atitude ao invés de nos deixar cair aos pedaços! - esbravejou ele. - Bom, talvez eu esteja exagerando um pouco... - acrescentou, pensativo. - Mas, olhe só essas goteiras! Está vendo isso?! Que absurdo! Logo irão inundar a sacristia! - e bateu na mesa com força.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Concordei, alarmado. Para a minha sorte, ele continuou despejando suas queixas, mesmo depois de terminada a refeição. Eu preferia apenas concordar com ele, quase não falava. Meia hora depois, notei os ruídos da chuva lá fora mais brandos, de modo que pensei em ir embora.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Obrigado pela refeição. - comecei, aproveitando uma pausa do padre gorducho. - De qualquer forma, me desculpe. Não queria incomodá-lo. Eu só me aproximei do altar porque... porque eu precisava de uma resposta... Enfim, eu estava apenas tentando... bom, esqueça. Me desculpe. Espero que tenha acreditado em mim. Ah, parece que a chuva finalmente estiou. Até logo, então. - dito isto, me levantei, e fui caminhando até a porta da sacristia, um tanto frustrado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Espere! Para que tanta pressa, meu rapaz? - chamou ele. - Por acaso não achou mesmo que eu iria fazê-lo reparar essas goteiras todas?! Estava apenas lhe testando, meu caro, era apenas uma brincadeira! Fique mais um pouco; não sei o porquê, mas gostei de sua companhia.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Parei e me virei para encará-lo, surpreso. Ele então começou, em um tom mais sereno. - Não precisa se alarmar, meu jovem. Eu só gostaria de ouví-lo, já que fiquei por toda a ceia falando e falando, sem me dar conta. Ao vê-lo agora, bem... tenho um estranho pressentimento de que talvez você esteja precisando de ajuda.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ainda o encarei, atônito. Era tão transparente assim, o meu estado de espírito?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Apesar de você ter entrado aqui sem permissão, e de eu não saber quais eram suas reais intenções, eu sinto que é a minha obrigação tentar ajudá-lo. Sinto ter falado tanto, acho que acabei lhe aborrecendo. Gostaria de me acompanhar até o confessionário? Desabafar poderia ser de grande auxílio, rapaz.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Hesitei. Mas que papo era esse agora? Parecia ser uma pessoa totalmente diferente falando comigo... Toda aquela segurança, parecendo adivinhar o que eu estava sentindo... Seria o que chamavam de inspiração divina? Pensei um pouco, até que finalmente respondi:&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Tudo bem.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Então, acompanhei aquele estranho padre gorducho ao confessionário, esperando que ele talvez pudesse me ajudar, temendo apenas que o homem não sofresse de algum distúrbio de polaridade... ou coisa do tipo. Mas eu ainda era um incrédulo sobre as formas pelas quais Deus pode agir...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Apaixonado por um anjo? - perguntou o padre, incrédulo. - E você acha que... a única forma de reencontrá-la é indo até o Paraíso? É isso?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Estávamos já há algum tempo no confessionário, mas meu depoimento parecia não convencê-lo. Pelo contrário: ele começou a ficar aborrecido, talvez pensando que eu estava zombando de sua ajuda.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Sim. Eu acredito que seja a única forma. - respondi. - Procurei por ela em todos os lugares, mas não a encontrei.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - O que você quer dizer? Está falando metaforicamente, não é, rapaz? É isso?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Não. Não é uma metáfora... Ela &lt;i&gt;é &lt;/i&gt;um anjo. Eu sei. Infelizmente, ela desapareceu e...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Entendo...! - interrompeu ele, surpreso. - Eu pensei que estivesse com problemas, rapaz. Mas, pelo visto, você não sabe em que nível de problemas você se meteu, não é? É melhor estar falando sério, pois eu sou um homem de Deus! Não brinque com anjos ou assuntos desse tipo, onde já se viu isso?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Mas, padre, é verdade! Eu realmente a vi...! Ela...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Basta! Me fale qual é o seu verdadeiro problema, pare de fugir dessa forma, garoto! Não posso ajudá-lo se continuar inventando histórias mirabolantes como essas!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Me calei, e dei um longo suspiro.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - É incrível como nem mesmo o senhor é capaz de acreditar em mim... - recomecei. - Mas eu sei o que vi, o que vivenciei. Ela realmente era... enfim, esqueça.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Dessa vez foi ele que fez uma pausa. Sem pensar, saí do cubículo, chateado. Logo, ele também saiu, enxugando o suor da testa na manga das vestes, nervoso.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Espere, rapaz. Eu... acredito em você. Mas eu precisava ter certeza... - ele ergueu a sobrancelha, desconfiado. - Você me dá a sua palavra? Não me censure, pois eu tenho os meus motivos. - acrescentou ele, ao ver meu olhar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Sim, mas é claro. Não tenho porque mentir.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Entendo... - ele suspirou, preocupado. - Então, o que aconteceu? Me explique. - pediu ele. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Ela me salvou. - falei, sem esperar que ele realmente acreditasse. - Então, eu a vi, como ela era de verdade, entende? Eu pude enxergar sua essência. Eu não queria, mas não consegui resistir: acabei me entregando totalmente...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Então, você quer dizer que se apaixonou &lt;i&gt;de verdade&lt;/i&gt; por ela?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Sim.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - E você também falou sobre um milagre... poderia descrevê-lo?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- É impossível. Mesmo se o senhor estivesse lá, no exato momento, não poderia compreender o que aconteceu... Nem mesmo eu compreendo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - E então? O que houve?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Eu já disse. Após aquela noite, passamos alguns poucos momentos juntos, até que ela desapareceu, sem nenhuma explicação. Acho que sou o culpado por isso, mas não consigo entender...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Fiz mais uma pausa e perguntei, frustrado:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Me diga, padre: qual é o caminho mais rápido para o Paraíso?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ele parecia surpreso com a pergunta.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Bom... você deve se arrepender de seus pecados, primeiramente. É por isso que eu digo: esqueça esse delírio, essa história. Não vai te levar a nada. - e continuou, sem me deixar responder. - Escute: os anjos não devem se relacionar desta forma com os mortais, rapaz. Isso não é natural, é uma relação sem futuro, impossível. E, se fosse possível, por algum estranho e desastroso milagre: seria um pecado terrível desviá-la dos desígnios divinos... e a ti, o que dizer de seus próprios propósitos? É isso que você quer?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Eu a amo...! O que devo fazer, então?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Rapaz... você realmente acredita nesse amor? - perguntou ele, o rosto agora expressando preocupação.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Mas é claro! Por que não acreditaria...? - retruquei, aborrecido.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Sei... Infelizmente, acho que sei a melhor forma de ajudá-lo. Eu tenho um amigo de infância que é psicólogo, ele tem uma clínica no centro da cidade e...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Para um padre, falta-lhe fé. - disse secamente. - Não consegue enxergar a verdade em meus olhos?!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Antes que ele pudesse responder, saí da sala, indo em direção ao salão principal. Estava quase nas portas de entrada quando ele me alcançou.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Rapaz, espere!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Olhei para trás, furioso.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Você não entende, padre. Eu não quero impedí-la de seguir seu caminho, nem pretendo me desviar do meu. Minhas atitudes não são egoístas, muito menos meus sentimentos. Eu simplesmente acredito que a encontrei naquela noite por alguma razão sublime. Preciso descobrir o que aconteceu! Ela me salvou do abismo, e agora, temo que ela esteja se punindo por isso. Tenho de encontrá-la mais uma vez! Talvez eu possa ajudá-la, de alguma forma. Mesmo que tenha que ir até os portões do Paraíso... ou às profundezas do Inferno. Não vou desistir, pois acho que esse seja o verdadeiro propósito por trás da minha existência!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ele me olhou, uma mistura de temor e admiração. Parecia não acreditar no que estava ouvindo, mas ao mesmo tempo, um sorriso lhe escapava dos lábios.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Você tem muita fé. - declarou ele, inesperadamente. - Mas talvez, nessa ânsia de encontrá-la e, como diz, salvá-la, você acabe se perdendo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O encarei, espantado com o argumento.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Não se preocupe. Não vou deixar isso acontecer novamente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Não deveria alimentar essa loucura, rapaz. Mas, se quer mesmo saber, algo me diz para acreditar nessa sua fábula romântica. Apesar de estar indo contra os meus princípios...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ele sorriu, e se aproximou lentamente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Eu, mais do que ninguém, posso entender o que você sente. Porque eu... eu sou um anjo!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - O quê?! - exclamei. - Acho que não ouvi direito...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Na verdade, eu &lt;i&gt;fui&lt;/i&gt; um anjo. Mas isso é uma outra história... Enfim, o que posso dizer é que não acabou bem, para ambos. - ele então começou a falar rapidamente, como se temesse que a coragem de revelar seu passado se esvaisse. - Eu fui um covarde, um fraco, um tolo, e neguei a responsabilidade que me foi incumbida. E acabei me apaixonando... por ela. Eu deixei que ela sucumbisse, mas não posso permitir que você cometa os mesmos erros, meu rapaz. Não posso!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Eu não estou entendendo... o que o senhor quer dizer com isso? - perguntei, ainda sem acreditar no que estava ouvindo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Meu rapaz... todos têm o direito de fazer uma escolha. Até mesmo os anjos... e você não é exceção. Se lutar por esse amor, certamente se perderá... Teria você fé suficiente nesse sentimento, a ponto de percorrer os mais árduos caminhos e as mais tortuosas estradas, atravessando até mesmo o Inferno, afim de vê-la uma vez mais? Você terá de sacrificar tudo, e nem assim existem garantias de que irá salvá-la. Pois eu lhe garanto: ela corre um grave perigo; e já não pode ser chamada de anjo, como eu.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Não me importam os riscos, pois sei que conseguirei. E jamais desistirei, mesmo que mergulhe nas profundezas do Inferno para reencontrá-la; seguiremos de mãos dadas a caminho do Paraíso! Isso &lt;i&gt;é&lt;/i&gt; uma &lt;b&gt;promessa&lt;/b&gt;!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O padre, ou anjo, me olhou admirado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - O verdadeiro caminho para o Paraíso - sussurrou ele, a um palmo de distância. - começa dentro de si mesmo. Conhece-te, aprende com teus erros, persista na sua fé; assim, um dia, você entenderá o que realmente importa. Lembre-se: o maior inimigo que encontrarás é a ti mesmo. Deus te abençoe, rapaz. Que Ele possa te amparar e auxiliar na estrada que escolheste!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Eu sorri, impressionado com a atitude, e o agradeci.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Obrigado, padre. Muito obrigado pelas palavras. Então... até logo. Nos reencontraremos um dia, tenho certeza. - Ele riu, contente:&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Acredito nisso! Você é feito de uma fibra mais resistente do que imaginas. Confia!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Depois da breve despedida, seguimos pelo mesmo salão em cuja abóbada estavam retratados os anjos em deleite no paraíso. Abri as portas de carvalho, cumprimentei mais uma vez o padre, e segui meu caminho, sem olhar para trás. Lá fora, a garoa persistia, mas não chegava a lembrar a terrível tempestade da véspera.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Esse rapaz é louco... - murmurou o padre, quando já me perdia de vista. - Mas, talvez, um louco tenha mais chances de chegar ao Paraíso do que todos os sábios do mundo, não é?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;_____________________________________________&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;III&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Caminho pela orla, pensativo. A chuva há muito passara; à minha direita, os raios de sol começam a surgir do horizonte, redefinindo as cores da paisagem. Dou um leve sorriso. Fecho os olhos e sinto a brisa tocar suavemente o meu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele abriu os olhos, suspirou e voltou sua atenção para os céus... tentando enxergar além das nuvens. Então, se ouviu um murmúrio, vindo das águas mais profundas que circundam o abismo chamado coração:&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt; "Ainda que eu falasse a língua dos anjos...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; eu jamais poderia traduzir em palavras o quanto você é importante para mim.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; Ainda que eu&amp;nbsp;cruze os portões do paraíso...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; eu jamais poderia conhecer a felicidade longe de ti."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;Era apenas um mortal, um mero pecador. Mas, aos meus olhos, ele era...&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;**&lt;/i&gt;Dedicado a todos os pecadores que, por um grande amor, trilharam o caminho do Paraíso... e do Inferno.&lt;i&gt;**&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;(Next: Ensaio 0.4 - Werneck)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Image: Heaven's Door by 'bosniak - on Deviantart&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1&gt;&lt;small&gt;&lt;a class="u" href="http://bosniak.deviantart.com/"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/small&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" property="dc:title" rel="dc:type" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"&gt;SETOR 3&lt;/span&gt; by &lt;a href="http://www.blogger.com/setor003.blogspot.com" property="cc:attributionName" rel="cc:attributionURL" xmlns:cc="http://creativecommons.org/ns#"&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt; is licensed under a &lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-3183809161768574724?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/3183809161768574724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/02/ensaio-03-paraiso-em-construcao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/3183809161768574724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/3183809161768574724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/02/ensaio-03-paraiso-em-construcao.html' title='&lt;center&gt;Ensaio 0.3 - Paraíso&lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S2m7HP0Eb-I/AAAAAAAAAKU/sdRMBJFUOys/s72-c/Heaven__s_Door_by_bosniak.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-676782132803840402</id><published>2010-01-05T11:05:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T05:18:31.607-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anjo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pecador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paraíso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Promessas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chuva'/><title type='text'>Ensaio 0.2 - Distância</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S1HynB23W4I/AAAAAAAAAKE/OfR_rWpA9fY/s1600-h/The_storm_by_Floriandra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S1HynB23W4I/AAAAAAAAAKE/OfR_rWpA9fY/s320/The_storm_by_Floriandra.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Se eu fosse como a chuva..."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Estou sentado em um grande rochedo, à beira do mar. Não me sinto bem. Ouço as ondas se chocando contra as pedras, num vai-e-vem sem fim. Suspiro. Sinto o cheiro característico da maresia.&amp;nbsp;Isso me lembra a infância, aquelas férias&amp;nbsp; inesquecíveis na orla... Bons tempos. Sinto o sabor do vento em meu rosto e&amp;nbsp;lembro&amp;nbsp;vagamente do gosto da aventura. Ainda não me sinto bem.. Sinto o frio cortante desta primeira manhã de ano novo. Ignoro-o. Meus olhos fitam apenas o horizonte, inatingível. O sol não nasceu para mim hoje; vejo apenas as nuvens cinzentas&amp;nbsp;de um triste céu nublado. Me sinto cada vez pior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Mesmo assim, continuo observando a linha imaginária, seduzido, encantado, imóvel. Sou como uma estátua sem propósito, uma pedra mal esculpida que tristemente volta-se para o além-mar. Vejo uma sombra; ouço um murmúrio abafado. E então, o silêncio. Por quê? Por que continuar olhando e olhando, sem esboçar reação? Por que buscar o inatingível? Por que iludir-me em um sonho inalcançável? Não teria sido melhor voltar minha humilde atenção para esta bela praia ao meu redor? Por que para o horizonte?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Não posso culpá-la... - sussurro, mais para mim do que para qualquer um. - Ambos desejamos o impossível, assim como todos os mortais sempre fizeram e o farão até o mundo deixar de ser mundo. As pessoas sempre desejarão o impossível, pensando assim estar em busca da felicidade. Enganam-se.&amp;nbsp;Estarão apenas indo de encontro ao sofrimento, sem&amp;nbsp;notarem a pretensão de seu erro. Elas estão acostumadas a esse fardo. Não, estão completamente presas a ele... tolas demais para perceberem o verdadeiro caminho. A felicidade está mais perto do que poderiam desejar; ela está nos pequenos instantes, em todos os momentos eternos e inesquecíveis.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; O vento sopra bem mais forte dessa vez. As ondas acompanham a mudança, chocando-se violentamente contra as pedras. Sinto um formigamento por todo o corpo, principalmente na parte inferior do mesmo. Estou sentado aqui há muito tempo... Minha cabeça dói, certamente devido ao peso dos meus pensamentos. Minhas costas começam a doer também, e por isso decido levantar. Faço isso sem pressa, e com alguma dificuldade. Fico de pé. A superfície da rocha, antes áspera, está agora úmida e escorregadia. Nem me dei conta de que a água tinha avançado até aquele ponto. A Natureza continua a sua dança, mesmo que para muitos ela já não tenha o mesmo significado. Eu sou um deles. Tentado, olho mais uma vez para o maldito horizonte. É hipnotizante. Uma grande dúvida surge em minha mente: o que há além? O que pode haver além do inatingível?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - O paraíso... - me responde uma voz que julgo vir da minha própria consciência (ou teriam sido palavras balbuciadas pelo meu coração?). Por um instante angustiante, o tempo pára; ondas, vento, cores, nuvens, sombras, tudo. Seria verdade? Será esse o caminho que eu procurava?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sim, o paraíso - ouso repetir - cujas portas estão fechadas para mim. Mesmo que fosse este o caminho, ainda assim não poderia percorrê-lo. Os pecadores estão condenados ao inferno da distância. Jamais cruzarão os portões do céu, ainda que sua vontade seja maior do que a própria felicidade. Do que a própria vida. Eu sou um pecador. Eu sou um condenado. Eu sou um infeliz, torturado pelos meus próprios sentimentos. Como poderia entrar na Terra Prometida aos Santos e aos Eleitos? Como poderia atravessar as fronteiras do inatingível? Tudo isso apenas para vê-la mais uma vez... Quando nem mesmo sei se valeria a pena. Quando nem mesmo tenho a certeza do que sinto... Ou até mesmo do que ela poderia sentir...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Lembro de um sonho distante; da visão em tons de cinza; do medo de ter sonhado; do encontro com as estátuas; da procura incansável; das ponderações sobre o Amor; dos momentos ao lado dela; das lágrimas; do retorno ao onírico; da certeza de ter sido feliz... Lembro de todas essas coisas, e penso em desistir. Assim como tentaram me convecer os ídolos de pedra, no passado: "Desista!". É o que a Razão tenta me dizer, mas o som da palavra soa trêmulo e descrente aos meus ouvidos. Não me convenço. Estou perdido. Teria me restado apenas a loucura? A doce e amarga loucura...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp; ...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; O anjo se foi. Eu cheguei tarde demais para encontrá-la; tarde demais para impedí-la. Droga, eu hesitei apenas por um breve momento, mas foi o suficiente para me arrepender amargamente. Eu já tive essa mesma sensação, muito tempo antes de testemunhar o milagre. Este mesmo arrependimento que despedaçaria a minha vontade e corromperia lentamente os meus pensamentos, me ocupando por tantas horas a fio... Meus olhos fitam o horizonte. É tarde demais para desejar o impossível. É tarde demais para mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Não percebi, mas os ponteiros do tempo voltaram a correr. Parece que se passaram anos desde que cheguei ao grande rochedo. Mas elas ainda estão lá em cima, as mesmas nuvens cinzentas que agora se reúnem para formar uma grande e assustadora tempestade. "Logo vai começar a chover", penso. Suspiro mais uma vez. "Mas já não está chovendo?". Tento sorrir, como quem conforta a si mesmo. Em vão. Mas a&amp;nbsp; ironia não para por aí. Lembro que há dois dias atrás, recebi uma mensagem escrita por uma doce poetisa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;"De repente, num instante fugaz,&lt;br /&gt;os fogos de artifício anunciam&lt;br /&gt;que o ano novo está presente&lt;br /&gt;e o ano velho ficou para trás." &lt;br /&gt;"Se chovesse felicidade,&lt;br /&gt;eu lhe desejaria uma tempestade.&lt;br /&gt;Feliz Ano Novo!"&amp;nbsp; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; Sorrio. Parece que foi há muito tempo... Belas palavras. Porém, arrisco dizer que essa tempestade eminente nada tem a ver com os votos de outrora. É uma pena. Era tudo o que eu precisava...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Sinto os primeiros pingos que caem. A chuva, enfim. É engraçado como velhos poemas podem vir a sua mente em determinados momentos. Lembro de versos antigos que não foram escritos pela poetisa, mas sim declamados por outra pessoa, há anos e anos. Era uma triste garota que lamentava-se, assim como eu, pelo inferno da distância:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;"Se eu fosse como a chuva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Que faz um elo entre a Terra e o Céu&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Que jamais irão se encontrar&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Será que eu poderia atar dois corações?"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Se eu fosse como a chuva... - murmurei, hesitante - será que os portões do Paraíso se abririam para mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;Uma lágrima solitária cai timidamente. Eu não vou desistir. Daquela vez, mesmo contra todas as adversidades, eu consegui encontrá-la. Eu vou achar um caminho que cruze os céus, um caminho que eu possa percorrer.&amp;nbsp; Chegarei aos portões da Terra dos Eleitos. E entrarei, sem dúvida. Mesmo que eu tenha&amp;nbsp; de procurar pelos quatro cantos do mundo em busca das chaves do Édem. Questionarei sábios e loucos; desafiarei santos e céticos. Buscarei o grande segredo com todas as minhas forças, e se for da vontade Dele, eu o desvendarei. Mas se ainda assim, ninguém souber a resposta, eu farei meu próprio caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Embora eu não possa voltar atrás e começar de novo, eu posso começar agora e fazer um novo fim. - proclamo as palavras do lema, sem nenhuma dúvida. - Pois o poder de acreditar em si mesmo é o poder de mudar o Destino. É o poder de evocar um milagre... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; E dito isto, dei as costas para o horizonte, e parti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;**Dedicado a todos aqueles que ousaram acreditar - apesar dos obstáculos, medos e incertezas - e continuaram tentando, sem jamais chegar a desistir.**&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(Next: Ensaio 0.3 - Paraíso)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Image Credits: The storm by *Floriandra - on Deviantart&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" property="dc:title" rel="dc:type" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"&gt;SETOR 3&lt;/span&gt; by &lt;a href="http://www.blogger.com/setor003.blogspot.com" property="cc:attributionName" rel="cc:attributionURL" xmlns:cc="http://creativecommons.org/ns#"&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt; is licensed under a &lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-676782132803840402?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/676782132803840402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/01/ensaio-02-distancia-em-construcao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/676782132803840402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/676782132803840402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/01/ensaio-02-distancia-em-construcao.html' title='&lt;center&gt;Ensaio 0.2 - Distância&lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S1HynB23W4I/AAAAAAAAAKE/OfR_rWpA9fY/s72-c/The_storm_by_Floriandra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-6302021393951510728</id><published>2010-01-05T10:51:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T05:18:31.609-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura Japonesa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Promessas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Família'/><title type='text'>Ensaio 0.1 - Bonsai</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S3B9HCHQI_I/AAAAAAAAAK8/7hxxy18x7as/s1600-h/__Plastic_Bonsai___by_ldinami7e.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" kt="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S3B9HCHQI_I/AAAAAAAAAK8/7hxxy18x7as/s400/__Plastic_Bonsai___by_ldinami7e.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;i&gt;"Lembre-se."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Pai e filha caminham tranquilamente pelas ruas do Bairro do Recife. Era uma bela manhã de novembro, um domingo que tinha tudo para se tornar um dia inesquecível.&amp;nbsp;Os dois&amp;nbsp;estavam alegres e cheios de expectativas. Era a primeira vez que a pequena Mariana visitava a famosa Feira Japonesa do Recife. Ela gostava muito&amp;nbsp;de assistir aos&amp;nbsp;desenhos animados japoneses (os populares &lt;i&gt;animês&lt;/i&gt;) e também era uma leitora voraz&amp;nbsp;de &lt;i&gt;mangás&lt;/i&gt;, sendo a maioria presentes do pai, que era um aficcioando pela cultura nipônica em geral. Ansiosa, esperava finalmente&amp;nbsp;conhecer de perto&amp;nbsp;uma pequena&amp;nbsp;fatia desse fantástico mundo e, o que é melhor, ao lado do seu pai, que raramente tinha a oportunidade de ver. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Ela não sabia ao certo os motivos, mas seus pais infelizmente&amp;nbsp;tinham se separado há alguns anos.&amp;nbsp;Mariana&amp;nbsp;e&amp;nbsp;seu irmão mais velho continuaram morando com a mãe&amp;nbsp;na antiga casa, enquanto&amp;nbsp;o Pai se mudara para um pequeno&amp;nbsp;apartamento no subúrbio.&amp;nbsp;&amp;nbsp;No começo, ainda se viam com frequência, mas era muito chato e difícil ter de se revezar com um e com o outro, sem contar no grande desgaste emocional que ela sofria. Seus pais conversaram e acabaram concordando em espaçar as visitas ao apartamento. Foi duro, mas com o tempo ela acabou aceitando. Mesmo assim, frequentemente pedia a Deus que unisse o casal novamente, para que o Pai voltasse para casa, para que eles voltassem a ser uma família... Mas isso não aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Hoje era uma das raras ocasiões em que saiam juntos. Um dia conveniente para a agenda da Mãe, um dia planejado por tanto tempo pelo Pai... Passeavam de mãos dadas pela feira, reparando em cada detalhe; nas cores, nos sons, nas formas, nas pessoas. E por falar nas pessoas... tinha cada figura vestida de &lt;i&gt;cosplay&lt;/i&gt;! Eles riram muito quando passaram uns marmanjões caracterizados de &lt;i&gt;Sailor Moon&lt;/i&gt; (loucos ou corajosos?) zoando em meio a multidão. E lá adiante estava o Capitão Brasil batendo um papo descontraído com o Presidente Lula, sobre o futuro do nosso país. Sentados no chão mesmo, sem dar muita importância aos passantes, estavam Nara Shikamaru e o maior detetive do mundo, L, que travavam uma batalha épica no &lt;i&gt;shougi&lt;/i&gt;. Logo adiante, jovens lolitas desfilavam pelo palco, impressionando a pequena Mariana, que se surpreendeu com a beleza das garotas e dos seus vestidos cor-de-roza, cheios de laços e babados. Encantada, perguntou ao pai:&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Pai, elas não se incomodam com esse calorão? Tá me dando agonia só de olhar. Lá no Japão essa moda pode até pegar, mas aqui vai ser meio difícil, né?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Pois é. Mas lá no Japão essa moda já pegou. Faz parte da cultura deles, de certa forma...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Olha, olha! Vai começar outra apresentação!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; As garotas tinham se retirado do palco, dando lugar a uma alucinante apresentação de artes marciais. Os olhos de Mariana iam de um lado a outro, tentando acompanhar todos os movimentos, mas era quase impossível, devido a agilidade e técnica dos lutadores. Kung fu, aikidô, karatê, kendô... foi impressionante.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Terminada a demonstração, surge o apresentador, todo animadinho e descontraído, pedindo a atenção do público. A tradicional cerimônia do &lt;i&gt;sakê&lt;/i&gt; estava prestes a começar, anunciou ele, sendo rapidamente ovacionado pelos "pés-de-cana" presentes. A cerimônia do &lt;i&gt;sakê&lt;/i&gt; consistia na quebra de dois grandes barris de carvalho, cujo conteúdo era o precioso líquido fermentado que servia de combustível para alegrar os ânimos e renovar as forças do pessoal. Percebendo que aquele já não era mais ambiente para garotinhas de dez anos de idade, o pai de Mariana sugeriu que eles fossem comer alguma coisa, afinal, ainda não tinham almoçado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Mas e a cerimônia do sakê, Pai? Eu quero ver como é!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Vamos lá, Mari-chan, eu vou te ensinar a comer usando o &lt;i&gt;hashi&lt;/i&gt;! Você não queria aprender a comer&amp;nbsp;com os&amp;nbsp;palitinhos?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Sério? Eba!!! Vamo, vamo! Eu quero comer &lt;i&gt;lamén!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;O Pai sorriu e lá foram eles até a barraquinha de lamén. Ele não era lá um especialista na técnica milenar de se comer usando os palitinhos, mas mesmo assim, tentou ensinar o pouco que sabia, meio atrapalhado, a custa de muitas gargalhadas dos dois. Mariana pegou o jeito rápido, deixando-o abobado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Esses jovens de hoje! Impressionante! Você é mesmo muito esperta, Mari-chan.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Que nada, papai! O senhor é que é meio bobo e não consegue fazer direito... deixa, eu te ensino!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Olha só... já tá querendo me ensinar, é? - observou ele, erguendo a sobrancelha.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Imagina...! - respondeu ela, piscando o olho. O Pai sorriu. Olhava-a com admiração. Era a sua única filha, um presente de Deus, e nem sempre podiam estar juntos... Ela o olhava de volta, sorrindo, como era linda. Tinha olhos brilhantes e enigmáticos, capazes de conquistar qualquer um. "Ela tem os mesmos olhos da mãe...", pensou ele, com o coração apertado pela saudade. Por que será que as coisas tinham acabado desse jeito?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Papai... está chorando? - reparou Mariana, aflita. - O que foi? O que foi, papai?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Não é nada... foi só um cisco que entrou no meu olho. - respondeu rapidamente, enxugando as lágrimas. - Vamos. Ah, acabei de ter uma idéia: deixe-me te comprar um presente, algo para você guardar de recordação e assim sempre se lembrar desse dia... Pode ser?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Claro! O que é?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Pode ser qualquer coisa. Escolha o que quiser. E então?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Ebaa!!! Tá certo, então!&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Saíram juntos, parando em cada uma das barraquinhas mais próximas, procurando algo que a agradasse, mas sem obter sucesso. Meia hora depois, já um pouco cansados, foram&amp;nbsp;até&amp;nbsp;a&amp;nbsp;praça, afim de&amp;nbsp;descansar uns minutos à sombra das árvores. Perto da fonte, eles logo repararam em várias tendas que chamavam bastante a atenção, expondo seus inúmeros &lt;i&gt;bonsais&lt;/i&gt;. Mariana logo se aproximou, animada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Olha, papai! Olha só, que lindo! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; O Pai também se aproximou, observando atentamente uma&amp;nbsp;miniatura de cerejeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Realmente é muito bonito, além de ser bastante interessante. Eu sempre quis cultivar um bonsai quando era criança...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Mariana estava bastante interessada&amp;nbsp;num pequeno exemplar de romãzeira. Olhava-o de todos os ângulos, admirando a beleza dos frutos,&amp;nbsp;o divertido tamanho singular,&amp;nbsp;a composição do arranjo. Ela parecia ter achado o seu presente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Papai, já sei o que eu quero. Eu quero um &lt;i&gt;bonsai&lt;/i&gt;! Pode ser, pode, pode, pode?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Eu não sei... vai dar trabalho cuidar dele, minha filha. Existe toda uma técnica e...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Por favor, Pai! Deixa!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Hmm... veja bem, querida, é que eu queria te comprar um presente mais duradouro, pra você guardar de lembrança...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Mas Pai, eu achei tão lindo! Deixa, vai! Por favor!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Ele refletiu por um instante e&amp;nbsp;suspirou, antes de responder:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Tudo bem. Mas vai ter que cuidar dele, ouviu? Nada de dar trabalho&amp;nbsp;para a&amp;nbsp;sua Mãe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Viva!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O tempo&amp;nbsp;passou rápido, pois ambos&amp;nbsp;se&amp;nbsp;divertiram muito. Enfim, tinha chegado a hora de ir pra casa. Apesar dos protestos de Mariana, o Pai insistiu que voltassem direto para a casa da Mãe, afinal, esse era o combinado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Sua Mãe vai ficar preocupada, e com razão. Vamos, não fique assim... não precisa chorar. - pois os olhos dela já estavam cheios de lágrimas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Não é justo! Ainda é cedo, papai... nós nunca fazemos nada juntos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Ei, isso não é verdade. Olha, eu prometi a sua Mãe que iria levá-la direto para casa. Tente entender... eu gostaria muito de ficar mais tempo com você, mas infelizmente não dá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Mas...!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Nada de "mas", garotinha. Já anoiteceu, está tarde e temos que ir. - encerrou ele, oferecendo a mão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Ela ainda resmungou algo como "Não é justo!", e segurou na mão dele. Os dois percorreram uma boa distância, até que ela recomeçou o assunto. Ignorando as reclamações da filha, o Pai a levou até a parada de ônibus. Lá, ele&amp;nbsp;se agachou em frente a pequena, depositando o jarro do &lt;i&gt;bonsai&lt;/i&gt; à sua direita, e falou bainxinho:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Filha, é muito difícil para mim ficar longe de você. Eu te amo, entenda isso, amo muito, muito, muito. - e beijou a face da garota. - Mas, eu combinei com a sua Mãe que te levaria para casa no mais tardar às 9 horas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Mas ainda são 6 e meia!!! - bufou ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Eu sei, mas você sabe que vamos demorar para chegar lá. Vocês moram muito longe do centro da cidade. E você sabe que sua Mãe ficaria preocupada se nós demorassemos muito... sem falar que hoje é domingo, o ônibus demora muito a passar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Eu sei...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Não fique chateada, filha. Outros dias como esse virão. Eu prometo que da próxima vez, ficaremos o final de semana inteiro juntos, que tal?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Tudo bem, Pai. Desculpe... mas é que eu sinto falta do senhor. É tão estranho não te ver mais em casa...&amp;nbsp;não consigo me acostumar com isso. Sabe, às vezes eu choro muito, sinto saudades suas. Quando mamãe me vê assim, ela fica muito triste também. Às vezes, eu a vejo chorando escondido. Eu sei que ela&amp;nbsp;ainda gosta de você, Pai! Eu só queria que vocês ficassem juntos de novo. Seria tão legal! Assim todos nós poderíamos ser felizes de novo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Aquele desabafo inocente&amp;nbsp;foi como uma pontada no coração do Pai. Fazia tanto tempo, mas a filha ainda não tinha superado... é, talvez ela nunca superasse. Era realmente difícil. Nem mesmo a ex-mulher... e nem mesmo ele, tinham conseguido. A culpa era toda dele, de como ele tinha sido idiota e grosseiro. Se pudesse voltar no tempo...!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Mariana, preste bastante atenção:&amp;nbsp;eu e a sua Mãe te amamos muito.&amp;nbsp;Não deu certo entre nós dois, mas não queremos&amp;nbsp;que você se sinta prejudicada. Se decidimos&amp;nbsp;fazer dessa maneira, foi&amp;nbsp;pelo seu bem! Sinto muito por&amp;nbsp;tudo o que você está passando, mas&amp;nbsp;apesar de separados, nós estamos do seu lado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Eu só queria estar ao seu lado, Pai. Eu te amo. - disse ela, chorando. Emocionado, ele a abraçou forte, e murmurou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Eu também te amo, filha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Alguns segundos se passaram. Mais calmo, o Pai chamou a atenção de Mariana e apontou para o céu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Veja: consegue ver a estrela mais brilhante&amp;nbsp;no céu?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Mariana, os olhos ainda vermelhos e cheios d'água, demorou um pouco antes de responder:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Sim, é aquela ali. - e apontou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Exatamente. O nome dela é Sofia. Todas as vezes que você sentir a minha falta,&amp;nbsp;é só olhar para aquela estrela, a mais brilhante do céu. Eu também vou estar olhando para ela, e assim você saberá que não está sozinha. Eu jamais vou te abandonar! Eu sempre vou estar ao seu lado, não importa onde eu esteja. Porque eu sempre vou te levar aqui, no meu coração... - concluiu, a mão contra o lado esquerdo do peito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Ela olhou para ele, com toda a sua admiração, e sorriu. Seus olhos brilhavam como dois diamantes, iguaizinhos aos olhos da Mãe...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Obrigada, Pai.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ele a abraçou novamente, ainda mais apertado, enxugou os olhos da pequena, pegou o jarro ao seu lado&amp;nbsp;e se&amp;nbsp;levantou, rindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Muito bem, vamos&amp;nbsp;lá: você conhece a piada do pinto que se chamava Relam?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Ah, Pai!&amp;nbsp;O senhor&amp;nbsp;já contou essa!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - É mesmo? Hahaha! Só estava testando a sua memória! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Sei... eu creio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - É sério!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Papai, o senhor às vezes é tão bobo!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Esperaram mais vinte minutos antes da chegada do ônibus, que pegaram sem maiores problemas. Mariana apoiou sua cabeça confortavelmente no ombro do Pai, e este passou o braço por suas costas, amparando-a.&amp;nbsp;Seria uma longa viagem até a casa da Mãe, mas ao mesmo tempo, seria um momento único&amp;nbsp;para os&amp;nbsp;dois, um pequeno momento de felicidade onde estariam juntos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;**Dedicado a nossa pequenina estrela chamada Sofia. Sua curta passagem pela Terra não foi em vão!&amp;nbsp;Nunca te esquecerei... nós sempre vamos te amar!**&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;(Next: Ensaio 0.2 - Distância)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Image: Plastic Bonsai - by ~ldinami7e - on Deviantart&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" property="dc:title" rel="dc:type" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"&gt;SETOR 3&lt;/span&gt; by &lt;a href="http://www.blogger.com/setor003.blogspot.com" property="cc:attributionName" rel="cc:attributionURL" xmlns:cc="http://creativecommons.org/ns#"&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt; is licensed under a &lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-6302021393951510728?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/6302021393951510728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/01/ensaio-01-bonsai-em-construcao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/6302021393951510728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/6302021393951510728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/01/ensaio-01-bonsai-em-construcao.html' title='&lt;center&gt;Ensaio 0.1 - Bonsai&lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S3B9HCHQI_I/AAAAAAAAAK8/7hxxy18x7as/s72-c/__Plastic_Bonsai___by_ldinami7e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-5460228353325366595</id><published>2010-01-03T12:56:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T05:27:55.809-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Milagre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fim do Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acaso e Destino'/><title type='text'>Especial - Ode ao Recomeço</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S0O6w1JXYKI/AAAAAAAAAJ8/KUWMYdHMI1s/s1600-h/1547983658_7058f9c54b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S0O6w1JXYKI/AAAAAAAAAJ8/KUWMYdHMI1s/s320/1547983658_7058f9c54b.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;O FIM ESTÁ PRÓ&lt;b&gt;SS&lt;/b&gt;IMO"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(mas nunca é tarde para nascer de novo...!)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/b&gt;É dezembro. Mês de festividades, expectativas, alegria, boas ações, tensão capitalista... Eu até gosto de toda essa atmosfera natalina, cheia de gastos absurdos, excessos, ofertas imperdíveis, cores vibrantes, neve artificial, mensagens fraternais... além dos clássicos filmes B sobre o bom velhinho. Tudo,&amp;nbsp;é claro,&amp;nbsp;temperado ao som de horríveis ( e pegajosos) &lt;i&gt;jingles&lt;/i&gt; natalinos. O que posso dizer? Eu "adoro" o Natal. Todas essas coisas superficiais que nem de longe evidenciam o verdadeiro sentido da comemoração, seja do ponto de vista cristão ou não... Ah, e quanto ao meu ponto de vista preferido - a origem pagã do Natal!? As pessoas nem imaginam de onde surgem os velhos hábitos...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu sei que não estou sendo muito sincero quando digo que adoro esta época (estou sendo sarcástico, na verdade), mas só queria evidenciar que nada do que citei se compara ao que existe de pior nesses tempos&amp;nbsp;tão "agradáveis". Se tem algo que eu odeio mas do que tudo nessa época (ei, agora eu estou sendo sincero!) é a terrível "sina" das &lt;i&gt;compras&lt;/i&gt;. Ter de sobreviver em meio às multidões, sem fôlego, em busca de um singelo presente que vá agradar aos seus familiares, ao seu amigo secreto, ou, quem sabe, a sua namorada (sem dúvida, dentre os citados esta&amp;nbsp;seria a tarefa mais difícil), é muito cansativo e frustrante.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Estou andando pelo centro da cidade, fumando um cigarro, tentando aparentar um ar despreocupado; é o meu primeiro dia de folga depois de tanto tempo enfurnado lá na redação... diabos, aqui estou eu, rumo às &lt;i&gt;compras&lt;/i&gt;. Mas ao menos isso posso me dar ao luxo de fazer sem pressa... afinal de contas, estou sozinho.&amp;nbsp; É inédito, pela primeira vez em muitos natais, &lt;i&gt;estou indo às compras &lt;/i&gt;&lt;i&gt;sozinho&lt;/i&gt;. Dou um largo sorriso. Um dia inteiro sem ninguém para me encher o saco, ninguém dando palpites idiotas sobre isto ou aquilo, ninguém namorando&amp;nbsp;estampas chamativas&amp;nbsp;ou lembrancinhas esnobes... Ninguém, apenas eu e centenas de consumidores em fúria. O sorriso já não me parece&amp;nbsp;tão largo assim...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Apesar de ser imensuravelmente entediante e cansativo fazer compras (principalmente este mês), não posso comparar isto ao corre-corre lá no jornal...&amp;nbsp; comprar é de longe, melhor. Eu acho. O cotidiano me consome a sanidade e alimenta cada vez mais a minha úlcera. Stress, pressão psicológica, cobrança... mas hoje não, ao menos espero. Calma! Estamos no início do mês, o desespero e a matança geralmente ficam para a última hora. É... esse pensamento me conforta. Conto com isso. Sem falar que ainda posso curtir um pouco o meu tempo sozinho, mesmo que seja enfrentando filas e mais filas para passar o cartão de crédito...&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sigo. Atravesso uma rua e&amp;nbsp;paquero uma loira oxigenada que passa. Que gostosa... Um tipão, desses que devem enlouquecer um cara na cama, mas que não&amp;nbsp;deve ter nada na cabeça além do vazio da superficialidade. Que pena. Dou uma tragada. Sem pressa, paro em frente a uma dessas bancas de revistas que mais parecem um fiteiro. Olho algumas revistas na prateleira mais próxima e percebo que mais da metade delas fala sobre&amp;nbsp;uma tal&amp;nbsp;profecia maia do fim do mundo em 2012... que baboseira. As pessoas acreditam em cada uma... Ignoro. Acima, admiro uma ou outra modelo rabuda (digo, &lt;i&gt;sexy&lt;/i&gt;) dessas revistas digitais que vendem para os adolescentes espinhentos hoje em dia. Vejo as curvas moldadas no Photoshop, uma&amp;nbsp;falsa delícia...&amp;nbsp;Dou mais uma tragada, enquanto imagino o quanto me divertiria com ela, se tivesse alguma chance...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vou passando os olhos por uma ou outra notícia&amp;nbsp;nos&amp;nbsp;jornais à mostra. Que tédio... Porra, finalmente reparo numa declaração estampada na primeira página do principal concorrente (e puta-que-o-pariu, também é manchete da maioria dos tablóides mais escrotos do estado!):&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"Bons jornalistas são os idiotas que escolheram uma outra profissão."&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Mas que merda...?! - exclamei, deixando cair o cigarro da boca, surpreso, após ler&amp;nbsp;esses&amp;nbsp;dizeres em negrito. A frase estava logo abaixo da foto&amp;nbsp;de um&amp;nbsp;velho e decrépito&amp;nbsp;senador (como tantos outros), envolvido no mais recente escândalo político (como tantos e tantos outros) figurando nas páginas da imprensa. Esta declaração polêmica teria fervido muito mais o meu sangue se eu ainda estivesse na faculdade (e eu com certeza teria cuspido na cara do filho da puta, para depois tomar partido em&amp;nbsp; mais uma manifestação com meus colegas universitários). Mas o que mais me irritou foi... o que mais me deixou puto foi o fato de, lá no fundo, &lt;i&gt;considerar aquela merda&lt;/i&gt;... Não digo &lt;i&gt;concordar&lt;/i&gt;, mas... Mas agora que estou do "outro lado", formado e batizado no ofício, marcado a ferro e fogo como gado, um legítimo "formador de opinião"... Eu posso até me esforçar em&amp;nbsp;assimilar um outro significado por trás destas palavras... Em resumo, a decepção da realidade frustrou meus antigos ideais. É uma merda. Mas não vou deixar que minha frustração atrapalhe o meu aborrecimento ao ler esta frase... Esse velho corrupto não vai deixar de perder seus últimos pontos por causa disso... Afinal de contas,&amp;nbsp;o filho da puta&amp;nbsp;quis apenas alfinetar a imprensa e eu também faço parte dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp; "&lt;i&gt;O Senador soltou esta polêmica frase que alterou os ânimos dos jornalistas presentes, após ser pressionado por quase&amp;nbsp;meia hora pela imprensa, que não abria passagem enquanto o mesmo, apressado, tentava chegar ao saguão do aeroporto (...) respondendo sem pensar ao comentário de um repórter da Folha do Estado, o Senador&amp;nbsp;o alfinetou toscamente,&amp;nbsp;ofendendo&amp;nbsp;todos os profissionais&amp;nbsp;da área (...)"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Todos nós vinhamos acompanhando o mais novo caso de corrupção&amp;nbsp;no Senado durante as últimas semanas; rendeu muito "pano pra manga", o que&amp;nbsp;significa muito trabalho, mas também muitos jornais vendidos. Para mim, era o suficiente. "Hoje é meu dia de folga", pensei, "e, pelo menos por enquanto, vou deixar&amp;nbsp;essa&amp;nbsp;pra lá."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Retomo a caminhada, pensativo. Em pleno Natal... cagadas desse tipo e&amp;nbsp;até mesmo&amp;nbsp;coisas muito piores não deixam de acontecer... Na verdade, acontecem o ano todo, todos os anos. Isso me desanima um pouco. Logo eu,&amp;nbsp;taxado de insensível&amp;nbsp;por minhas ex-namoradas... e também pela atual. Não me leve a mal, mas... eu não sou um cara insensível, sou apenas um cara&lt;i&gt; frustrado&lt;/i&gt;. É, é isso. Depois de tantos escandâlos, tantos podres, tantas decepções... por debaixo dos panos, não pense que o mundo é cor-de-roza.&amp;nbsp;E eu não estou falando apenas de política, mas de tudo, de um modo geral. Esses velhos conceitos, como política, religião, justiça, igualdade, liberdade e amor (e outros). Não alimento maiores esperanças. Pode me chamar de pessimista. Eu me consideraria &lt;i&gt;realista&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A sociedade atual se perdeu. Vivemos em uma realidade puramente comercial, onde o que importa é como as coisas&lt;i&gt; aparentam ser&lt;/i&gt; e não como elas &lt;i&gt;são de verdade&lt;/i&gt;. É uma pena, mas é por aí. Até mesmo as instituições religiosas, que deveriam ser um alento de esperança, nos decepcionam envolvendo-se em escândalos e falcatruas. Já cansei de ler (e redigir) pautas sobre padres pedófilos, pastores estelionatários, terroristas islâmicos, agitadores católicos... e inúmeros outros idiotas que fingem acreditar em ideais totalmente diferentes do que&amp;nbsp;realizam na prática. Tolice. São apenas uns hipócritas. Me lembro da letra de &lt;i&gt;Imagine&lt;/i&gt;, aquela notória canção do John Lennon, e começo a entoá-la mentalmente, idealizando um mundo perfeito. Se eu fosse traduzí-la, ficaria&amp;nbsp; mais ou menos assim (aviso que não sou tão bom em inglês): &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;"Imagine que não há paraíso&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;É fácil, se você tentar&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Nenhum inferno abaixo de nós&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Acima de nós, somente o céu&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Imagine todas as pessoas&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Vivendo para o hoje&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Imagine que não há um país&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;Não é difícil&amp;nbsp;de se fazer&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;Nada pelo que morrer ou pelo que matar&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;E nenhuma religião também&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Imagine todas as pessoas&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Vivendo a vida em paz (...)"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Acho difícil imaginar, e mais difícil ainda se tornar realidade. Mas, sei lá, a esperança é a última que morre. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sigo. Enquanto caminho (pensando em todas essas coisas), chego a um beco fedorento, próximo a uma encruzilhada qualquer.&amp;nbsp;Sentado no chão,&amp;nbsp;escorado na parede&amp;nbsp;encardida do beco,&amp;nbsp;vejo um mendigo (muitas pessoas passam a vida toda sem reparar neles)&amp;nbsp;segurando&amp;nbsp; um tosco pedaço de papelão onde estava escrito "O FIM ESTÁ PRÓSSIMO". Sorri naturalmente&amp;nbsp;ao reparar no erro gramatical, e&amp;nbsp;por este motivo decidi me aproximar do homem.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Olá, companheiro. Como vai? Desculpe, eu não pude deixar de notar, mas sabia que os dizeres na "placa" estão errados? - comecei,&amp;nbsp;tentando&amp;nbsp;ser bem cordial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Como assim? - respondeu ele, dando um sorriso inesperado.&amp;nbsp;Era bem mais simpático do que imaginei... e bem mais velho. Eu não mencionei, mas ele era velho.&amp;nbsp;Infelizmente, não deixei de&amp;nbsp;notar sua&amp;nbsp;aparência lastimável:&amp;nbsp;tinha uma&amp;nbsp;longa barba cinzenta (que em outras condições poderia&amp;nbsp;ter sido&amp;nbsp;branca), muito cheia; seu cabelo era despenteado, crespo, rente ao crânio e também muito sujo; a pele era magra e pálida, um pouco manchada e encharcada de suor (o calor estava realmente&amp;nbsp;desgastante naqueles dias);&amp;nbsp;vestia trapos rasgados e estava descalço.&amp;nbsp;Mas o que ficou registrado na minha memória (pois depois desse encontro me lembraria para sempre daquele estranho), o que mais me impressionou foi o seu jeito de olhar, como se estivesse olhando diretamente para a&amp;nbsp;minha alma. Era alguma coisa no brilho daqueles olhos profundos, algo que revelava uma grande experiência. Sei lá... Ele era apenas um mendigo, mas aqueles olhos&amp;nbsp;revelavam&amp;nbsp;algo sobre a sua&lt;i&gt; essência&lt;/i&gt; (na falta de&amp;nbsp;um termo&amp;nbsp;melhor) que eu não conseguia entender.&amp;nbsp;E&amp;nbsp;no momento eu não poderia compreender, mesmo se quisesse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - A placa diz exatamente o que tem de dizer. Não há nada errado com os dizeres dela, meu filho.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não foi isso que eu quis dizer, meu velho. Acontece que... bem, não me leve a mal, mas o senhor escreveu "próximo" com "SS". É esse o erro. Me desculpe, mas eu não pude deixar de notar... queria apenas avisá-lo, entende?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Ah! Isso! É, realmente... mas não se preocupe, eu sabia que tava errado, escrevi&amp;nbsp;assim para chamar atenção. E veja, deu certo! Certíssimo! - e deu uma gargalhada de alegria. Ele realmente se empolgara: parecia um doido varrido rindo daquele jeito...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Está certo! Certo, certíssimo! Não acha genial? Hahahaha!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - ...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "Esse velho... aposto que é um desses loucos que ficam rindo à toa por aí,&amp;nbsp;depois de encher a cara. Deve ser um vagabundo, logo se&amp;nbsp;vê&amp;nbsp;que nem&amp;nbsp;tenta arrumar um emprego decente... Pobre diabo. E veja como ele está contente, olha só em que situação fui me meter... ele deve estar bêbado, o safado."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Errr... até.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Resolvi ir embora enquanto podia. De repente, o velho parou de gargalhar e perguntou em voz alta, antes&amp;nbsp;que eu&amp;nbsp;tivesse me distanciado:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Espere! Onde vai? Não&amp;nbsp;poderia me ajudar? Um pequeno favor... Afinal de contas, é Natal, meu filho! - e me estendeu a mão direita, fazendo um sinal indicativo com os olhos, que eu não entendi muito bem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Voltei e sorri amarelo. "Ah, claro... ele quer uma esmolinha. Provavelmente para encher a cara. Mas eu não tenho nenhum trocado, que droga, quem sabe se eu desse algum, ele me deixasse ir...", pensei, aborrecido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Me desculpe, senhor, mas não tenho trocado. Quem sabe na próxima? - e me virei para seguir em frente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não, não é isso! Eu estava apenas pedindo um pequeno favor, uma ajudinha sua.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Hã?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Poderia pegar este velho violão, esse aí, do seu lado direito, e trazer&amp;nbsp;pra mim? Minhas costas estão me matando e&amp;nbsp;minhas pernas também; só pra&amp;nbsp;poupar que eu me levante, só isso! Dor na junta não é mole não, meu filho!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Olhei para o lado. Tinha mesmo um violão escorado na parede, velho e sujo, a madeira já desgastada, com algumas cordas (umas duas) enferrujadas... eu duvidei na hora que alguém&amp;nbsp;pudesse tocar&amp;nbsp;qualquer coisa&amp;nbsp;usando&amp;nbsp;um violão naquele estado. O instrumento não estava&amp;nbsp;fora do alcance das mãos do velho; se ele se esticasse um pouco, poderia pegá-lo.&amp;nbsp;Ainda assim, peguei o velho "Kaxyma" (uma marca pirata, pelo visto) e levei até o "velho doido".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Aqui está. Você toca? - perguntei, descrente. De repente me lembrei que queria ir embora e seria um erro puxar assunto. Tarde demais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Mas é claro, meu rapaz! Claro que sim... Quer ouvir uma canção? Eu a chamo de "Ode ao Recomeço"... bonito nome, não é? Eu mesmo inventei!!! Hahaha! - e, deixando o papelão de lado,&amp;nbsp;posicionou o violão, preparando-se&amp;nbsp;para tocar. Dei mais um sorrisinho amarelo e&amp;nbsp;olhei para o relógio, deixando escapar um suspiro de impaciência... Hesitei um pouco, mas acabei concordando.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Tudo bem...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Então lá vai! Woohoo! - começou ele, loucamente, sem me dar&amp;nbsp;tempo&amp;nbsp;para&amp;nbsp;mudar de idéia:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;"Abram os olhos, homens mortais&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ouçam atentos, esta canção&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Sigam o som da minha voz&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Prestem atenção&amp;nbsp;nos meus sinais:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Selva de pedra inundada&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Afogada em sentimentos vãos&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ideologia infundada&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Sonhando com os pés no chão.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Caia sociedade morta agonizante!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;É dia de Natal!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Fora insanidade humana intolerante!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;É dia de Natal!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;Fale ao moribundo louco alucinante!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;É dia de Natal!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Salve o mundo livre-arbítrio fulminante!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;É dia de Natal!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;É dia de nasceeer... de novo!!!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Abram a mente, homens mortais&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Escutem enfim, com o coração&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Matem os seus medos e&amp;nbsp;suas vontades&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Aceitem a promessa da Salvação:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Nossa esperança é podada&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Sem chances de que irá crescer&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Nossa fé é testada&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Será que ela irá vencer?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Clame ao&amp;nbsp;novo mundo&amp;nbsp;pobre ignorante!&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;É dia de Natal!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Viva à falsa liberdade estonteante!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;É dia de Natal!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Chorem idiotas nesta terra suplicante!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;É dia de Natal!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Acredite na mudança escória irritante!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;É dia de Natal!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;É dia de nasceeer... de novo!!!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;Poucos aplausos;&amp;nbsp;o cara me pegou de&amp;nbsp;surpresa.&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;Até que ele não era ruim... era impressionante o modo como poderia tirar alguma melodia daquele violão detonado. A letra era bastante interessante também... e o jeito de cantar, parecia que estava declamando e não&amp;nbsp;cantando os versos. Para um pobre coitado, um mendigo, com um violão de quinta, fora uma demonstração além do esperado.&amp;nbsp;Senti um certo constrangimento por&amp;nbsp;tê-lo subestimado; era um verdadeiro artista,&amp;nbsp;um talento não&amp;nbsp;lapidado,&amp;nbsp;é verdade, mas ainda assim,&amp;nbsp;havia uma beleza rústica naquela apresentação. Uma pequena centelha de talento...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Então, meu rapaz, o que achou? - perguntou ele, sorrindo, após escorar o violão novamente na parede.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Eu gostei. - abri a carteira, retirei uma cédula de R$ 10,00, algo que nunca fiz por nenhum mendigo na vida, e a ofereci ao velho. Ele sorriu mais uma vez e pegou a cédula, agradecendo muito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Não precisava, meu filho. Não precisava... se eu não necessitasse, não aceitaria. Cantei com o coração, não por dinheiro. - e eu vi em seus olhos que falava a verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Disponha, senhor. O senhor merece... tome, aqui está o meu cartão. O senhor poderia se tornar um grande artista, não está interessado? Eu tenho alguns contatos nesse meio...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não, meu jovem, obrigado. Estou velho pra isso; mesmo assim, agradecido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Então, como ele não dera sinais de querer o cartão, o guardei na carteira. Eu sabia: era um vagabundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - O senhor é quem sabe... mas seria um sucesso, tenho certeza. Poderia sair das ruas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - É gentileza sua... mas tenho uma missão importante, meu rapaz. Uma missão muito importante!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "Que cara doido. O que será que ele vai aprontar dessa vez?"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Jovem,&amp;nbsp;todo mundo nasce&amp;nbsp;com um propósito. Você entendeu a mensagem da minha&amp;nbsp;música?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Perdão?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - A mensagem, filho, a mensagem da música! - e agitou as mãos, como um maestro, no ar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "Como assim? É claro que entendera a letra... o que o velho queria dizer?"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Eu prestei atenção na letra.&amp;nbsp;É bem interessante.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Mas você a entendeu? Entendeu mesmo? Porque nunca é tarde, meu rapaz, nunca é tarde! - e dizendo isso, voltou a pegar o pedaço de papelão,&amp;nbsp;exibindo mais uma vez os dizeres "O FIM ESTÁ PRÓSSIMO".&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "Eu sabia... o cara é louco. Mas&amp;nbsp;é um cara interessante, afinal de contas... Se fosse rico, chamariam-no de excêntrico."&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sei... bom, até um dia, quem sabe? Foi bom conhecê-lo, err,&amp;nbsp;senhor...?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Hum?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Seu nome... qual é o seu nome, senhor?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Ah! Me chamo Joshua! Pode me chamar assim... era o nome do meu pai. Ele era um grande homem...&amp;nbsp;Foi rei em&amp;nbsp;uma terra distante e esquecida.&amp;nbsp;Mas eu... Sou apenas um velho músico que nada tem de artista... - e sorriu.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Rei? Sei... duvido. E outra: que nome estranho... será que ele é descendente de judeus? Bom... eu que não vou perguntar. Tenho que ir, já perdi muito tempo. E ainda&amp;nbsp;vou&amp;nbsp;enfrentar muitas e muitas filas até o final do dia... que canseira.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Prazer. Me chamo Ricardo, Ricardo Martins. Sou apenas mais um jornalista. Então até um dia, Joshua, nos vemos por aí. Foi um prazer, mas eu tenho que ir.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Antes que ele pudesse puxar assunto novamente (o que seria muito chato), apressei o passo e segui adiante. Já ia atravessar a avenida, quando de repente, escutei o chamado aflito do velho. Aborrecido, parei e olhei para trás.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - O que foi? - perguntei, num tom irritado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele sorriu, triunfante, antes de dizer:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não está se esquecendo de nada, meu filho? Algo muito importante?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Hã?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Foi tudo muito rápido: uma freada brusca, um ruído de motor velho roncando, um estrondo e mais nada. Me virei e olhei para a avenida. Estava um caos. Aparentemente, um Chevette tinha avançado o sinal vermelho, por pouco não atropelando alguém, mas acabou se chocando violentamente contra um poste mais adiante, do outro lado da rua. Se eu tivesse atravessado essa mesma avenida, segundos antes, teria sido atingido? Não sei dizer... Talvez sim, é provável. Me voltei para o velho, o coração batendo forte, ainda assustado com o&amp;nbsp; recente acontecimento, para agradecer ao pobre diabo por ter salvo a minha vida. Mas ele não estava mais lá; não havia sinal dele em lugar nenhum, nem mesmo do violão Kashyma outrora encostado naquela mesma parede. Nada, apenas um pedaço de papelão onde estava escrito: "O FIM ESTÁ PRÓSSIMO". Me aproximei, ainda mais assustado. Puta merda, onde está o cara? Para onde ele foi? Mas o que foi isso...?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Caramba... Ainda não consegui assimilar o que aconteceu. Pego o pedaço de papelão, ainda procurando o velho pelo local. Ele teria corrido no susto? Deve ter sido. Distraidamente,&amp;nbsp;viro&amp;nbsp;a "placa", assim, ao acaso, e atrás dela, encontro os dizeres: "EI, NUNCA É TARDE PARA NASCER DE NOVO...", escritos em tinta vermelha.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - &lt;i&gt;Nascer de novo&lt;/i&gt;...? - murmurei, antes de olhar para trás, na direção do acidente, cuja cena já era cercada por uma multidão de curiosos... Teria&amp;nbsp;sido apenas uma grande coincidência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;**Previsto para&amp;nbsp;ser postado originalmente no dia 25/12/2009, mas devido&amp;nbsp;a uma falha de acesso à minha conta no Blogger, o "Especial 1.0" acabou&amp;nbsp;ficando&amp;nbsp;para&amp;nbsp;este mês. Peço desculpas e espero a compreensão de todos. Até!&amp;nbsp;**&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" property="dc:title" rel="dc:type" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"&gt;SETOR 3&lt;/span&gt; by &lt;a href="http://www.blogger.com/setor003.blogspot.com" property="cc:attributionName" rel="cc:attributionURL" xmlns:cc="http://creativecommons.org/ns#"&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt; is licensed under a &lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-5460228353325366595?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/5460228353325366595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/01/especial-10-ode-ao-recomeco-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/5460228353325366595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/5460228353325366595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2010/01/especial-10-ode-ao-recomeco-em.html' title='&lt;center&gt;Especial - Ode ao Recomeço&lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/S0O6w1JXYKI/AAAAAAAAAJ8/KUWMYdHMI1s/s72-c/1547983658_7058f9c54b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-2559074061483451832</id><published>2009-12-31T18:25:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T05:10:49.184-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavra do Autor'/><title type='text'>Perfil - Feliz Ano Novo!!!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/Sz1g51guMgI/AAAAAAAAAJs/TLR7_aSZzGg/s1600-h/2010_by_smLLan.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/Sz1g51guMgI/AAAAAAAAAJs/TLR7_aSZzGg/s320/2010_by_smLLan.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;i&gt;"Shin nen Akemashite Omedetou Gozaimasu!! Rainen mo yoroshiku ne!!"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;Me disseram que essa frase aí em cima significa "Feliz Ano Novo!" em japonês... ou pelo menos seria o equivalente a isso (ou até mesmo algo levemente semelhante, na pior das hipóteses). Enfim, é exatamente essa a mensagem que gostaria de passar a todos vocês, que vez ou outra aparecem por estas bandas: FELIZ ANO NOVO!!! Que seja um ano cheio de felicidades, realizações, conquistas... em outras palavras, o pacote completo. Desejo a todos um feliz 2010! (e quem sabe neste ano novo que surge diante de nós, &amp;nbsp;possamos nos esbarrar novamente?) Até!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;P.s.: Devido a um "pequeno" problema de acesso, um transtorno na plataforma&amp;nbsp;do Google que dá suporte a este blog (no caso, o Blogger), infelizmente terei de deixar o "Ensaio 0.1 - Bonsai", o "Prólogo II" e até mesmo um singelo "Especial" que preparei para o Dia de Natal, para depois. Mas 2010 vem aí, e quem sabe ele me ceda a oportunidade de postá-los? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"&gt;Image on Deviant art: 2010_by_smLLan&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-2559074061483451832?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/2559074061483451832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2009/12/perfil-002-feliz-ano-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/2559074061483451832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/2559074061483451832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2009/12/perfil-002-feliz-ano-novo.html' title='&lt;center&gt;Perfil - Feliz Ano Novo!!!&lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/Sz1g51guMgI/AAAAAAAAAJs/TLR7_aSZzGg/s72-c/2010_by_smLLan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-2606523055850501808</id><published>2009-12-03T13:09:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T05:10:49.185-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavra do Autor'/><title type='text'>Perfil - Sobre o Autor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SxgmSa1tusI/AAAAAAAAAJg/CiJPXF7vWDk/s1600-h/yO_cut_version_by_Brunodyuji.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SxgmSa1tusI/AAAAAAAAAJg/CiJPXF7vWDk/s320/yO_cut_version_by_Brunodyuji.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;O final do ano se aproxima... e creio que ainda não me apresentei como se deve. Afinal de contas, por onde anda a tal da boa educação? E além do mais, também estava sentindo falta de um espaço onde eu poderia falar-lhes diretamente... então, eis que surge a&amp;nbsp; seção "Perfil", nada muito elaborado, confesso, mas ainda assim, um cantinho apenas do autor, onde me comunicarei diretamente com os poucos e prezados leitores que por vezes caminham por estas pradarias.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp; Então, vamos às formalidades: meu nome é Bruno Felix Amaral, um escritor amador, como podem perceber, atualmente cursando Jornalismo pela Faculdade Maurício de Nassau, prestes a entrar no 3° período (assim que driblar a recuperação final e recuperar o fôlego nas minhas tão sonhadas férias...) e também, pasmém! Webdesigner nas horas vagas. Não sei se gostaram do meu currículo, mas eu posso conviver com isso. Quanto a minha personalidade, eu não sou muito bom em falar nisso. É uma pequena deficiência em descrições que me acompanha desde que li Machado de Assis... posso falar apenas pela voz de outras pessoas, e como uns me acham louco e outros me acham idiota, passemos adiante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp; Criei o "Setor 3", este blog "interessante" (eu acho) que vocês estão acessando neste exato momento, para expor textos, ensaios (sejam contos ou poesias), letras, rascunhos, enfim... todas as idéias que saem dessa minha cabeça oca cheia de imaginação e pensamentos absurdos. Se bem que... uma vez me disseram que um bom escritor escreve com seu sentimento... e é isso que eu tento fazer aqui. Portanto, deixe-me corrijir: "(...) todas as idéias que fluem de um abismo chamado sentimento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;". Pode parecer meio piegas, mas ignora e vai andando.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp; Espero que tenham me conhecido melhor... e que essa seção sirva para alguma coisa, no futuro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp; Até a próxima!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp; P.s.: Observações quanto às seções atuais do blog: Os Ensaios são contos mesclados com poesias e citações; Os Prólogos são rascunhos, e fazem parte de uma introdução ao romance que pretendo escrever em breve (interessados, aguardem novas postagens); Logo, logo, mais seções surgirão, aos poucos, enquanto vou engatinhando modestamente em direção ao aperfeiçoamento de minha técnica. Obrigando pela atenção!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(&lt;i&gt;Em breve - Ensaio 0.1 e Prólogo II&lt;/i&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-2606523055850501808?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/2606523055850501808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2009/12/perfil-sobre-o-autor.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/2606523055850501808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/2606523055850501808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2009/12/perfil-sobre-o-autor.html' title='&lt;center&gt;Perfil - Sobre o Autor&lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SxgmSa1tusI/AAAAAAAAAJg/CiJPXF7vWDk/s72-c/yO_cut_version_by_Brunodyuji.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-438679542248529931</id><published>2009-11-23T07:54:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T05:08:26.501-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anjo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pecador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Milagre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sonho e Realidade'/><title type='text'>Ensaio 0.9 - Indefinível... </title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/Swv8XPf71pI/AAAAAAAAAJQ/9yl7g9GUYBs/s1600/Wandering_Angel_by_Kencho.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/Swv8XPf71pI/AAAAAAAAAJQ/9yl7g9GUYBs/s320/Wandering_Angel_by_Kencho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;"Traduza em uma única palavra..."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;Foram poucas as pessoas que conseguiram passar por tão raro e maravilhoso momento. Foi naquela noite que eu a vi completamente: um anjo de beleza, atitude e personalidade indefiníveis. O seu sorriso dissipava as tormentas e o seu olhar me convidava à eterna felicidade; seus lábios continham o néctar milagroso dos deuses e o seu toque arrebatava o coração dos pecadores. Eu era um pecador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp; Juntos, conversamos sobre o paraíso e o inferno. Vislumbramos a alegria e o sofrimento. Prometemos. Deixamos a amizade preservada em nome da vida. Em nome de algo mais... Sorrimos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp; Um beijo. Como pôde um pecador beijar os lábios encantadores de um anjo? Mas que blasfêmia! Não importa, eu evoco a loucura, eu sou o precussor de um milagre. E o valor de um milagre é... impossível de ser traduzido em uma única palavra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: small;"&gt;INDEFINÍVEL&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;"Como o amor, e outros demônios.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Como a essência da felicidade nos pequenos instantes.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Como o alívio ao perceber que está tudo bem.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Como ter a certeza de que alguém acredita em você.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Como o doce sabor do primeiro beijo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Como a experiência de vivenciar um final feliz.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Como realizar o desejo mais desesperado de seu coração.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Como jamais despertar de um sonho imensuravelmente bom..."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Abro os olhos. Estou sentado numa das muitas carteiras da sala 308. O que houve? Teria dormido? Eu estava muito cansado... Cansado de tudo. Mas de repente, naquele momento sublime...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Olho para os lados, para todos os lados ao meu redor. Eu vejo as pessoas, aquelas mesmas pessoas em tons de cinza. Eu vejo um cenário em preto e branco, tosco e sem vida. Mas não as cores primordiais... Onde está o anjo que me salvou da beira do abismo? Eu a procuro com os olhos, mas já não posso ver... Um único e terrível pensamento me faz entrar em desespero, mas eu não quero acreditar. Teria sido apenas um sonho? Um sonho, apenas...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;... &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Uma carteira está vazia. Todos parecem me ignorar, e quando finalmente me escutam, me chamam de louco. "Um anjo?"- me dizem. "Anjos não existem. Jamais a vi." Não, não me digam que ela nunca existiu... por favor. Saio em disparada, atravesso os corredores, perco as esperanças. Eu me lembro... foi tudo real. &lt;i&gt;Tem&lt;/i&gt; que ter acontecido. &lt;i&gt;Tem&lt;/i&gt; que ser verdade! Será que estou sonhando que ela nunca existiu? Ou será ... será que eu estava sonhando que ela um dia existira? O que é sonho e o que é real?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Eu não consigo escapar. Tons de cinza sobre um fundo preto e branco... É o inferno. O verdadeiro inferno é viver em um mundo onde você não possa existir...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Sigo, sem fôlego, e chego na praça. As estátuas de mármore me encaram. Elas parecem saber de alguma coisa... "Por que sonhar? A sua sina é a morte. Os seus pés têm de tocar no chão frio da realidade. Anjos não dizem "eu te amo". Momentos como aquele são meras ilusões. Os sonhos deixarão de ser sonhos quando se tornarem realidade, e essa mesma realidade é o verdadeiro juíz, e também o carrasco dos seus sentimentos. Desista!"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Não. O ponto de ônibus, a minha última parada. Não a vejo. Não há ninguém. Tiro o celular do bolso, procuro o número dela na lista de contatos. Inexistente. Por quê? Por que acreditar num sonho, mesmo que ele se assemelhe à realidade? O pecador está fadado ao sofrimento. Então, o pecador se agarra ao amor. Sem saber... sem saber que o amor não passa de uma quimera criada para tranquilizar os homens. Para resgatá-los do desespero. Mas, no fundo, é apenas uma segurança invisível...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Eu lembro dos nossos poucos momentos juntos. Cada um deles passa pela minha mente neste instante. Eu os vivencio mais uma vez. Uma lágrima escapa e timidamente chega ao chão. Droga! Não chore... não devo chorar. Essa é a vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; A lembrança de um velho amigo se aproxima. É apenas uma lembrança... de algo que ouvi há muito tempo:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; "Vale a pena amar? Vale a pena gostar de alguém?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; O dilema do ouriço. Era uma fábula interessante... Eu sempre tive dificuldade em me aproximar das outras pessoas. Medo de me apegar a elas e acabar pagando o preço. Porque eu sabia... pior do que viver a dor de se estar sozinho é viver a dor de pagar o preço... ao se importar com alguém.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; O dilema do ouriço. Quando dois ouriços decidem ficar juntos, eles têm de suportar a dor causada pelos próprios espinhos. Eis o dilema - o que é mais importante: a necessidade de ficarem juntos ou o medo de ambos ao sofrer a dor alucinante provocada pelos seus espinhos? Assim também são os seres humanos...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; É, eu me lembro. Mas... Mesmo que tenha sido apenas um sonho... mesmo que jamais tenha acontecido de verdade... Eu sinto que tudo valeu a pena. Porque tudo vale a pena por você...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Fecho os olhos e me imagino mais uma vez do outro lado... &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Abro os olhos. Estou sentado num banco de praça, é noite, um anjo me abraça suavemente, sussurando palavras gentis em meu ouvido. Então...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Você adormeceu por um instante... estava muito cansado. Mas eu cuidei de você...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Eu a abraço forte e beijo os seus lábios. Então... não fora um sonho. Ou fora? Uma sensação indescritível invade o meu peito, e sinto que não importa. Apenas viva o momento. Sim, vale a pena gostar de alguém... Eu jamais estarei sozinho. Você me ensinou isso... me ensinou algo muito importante, e eu serei eternamente grato. Mesmo que um dia, nossos caminhos se separem... eu agradeço por ter surgido em minha vida! Por ter surgido em meus sonhos...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Você sabia que os anjos não dizem "eu te amo"? - perguntei, sorrindo. - Porque não existem palavras para descrever um sentimento como o amor. Em vez disso, eles apenas vivem plenamente o indefinível...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Ela sorriu. Então, falou docemente, estreitando o olhar enigmático e sedutor:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Traduza em uma única palavra o que aconteceu hoje...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Eu a beijei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;**Dedicado a um anjo de beleza, atitude e personalidade indefiníveis. Obrigado por existir, Dri.**&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;(Next: Ensaio 0.1 - Bonsai)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h1 style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;- Image Credits: Wandering Angel                            by Kencho, on Deviantart. -&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/' rel='license'&gt;&lt;img alt='Creative Commons License' src='http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png' style='border-width:0'/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;span href='http://purl.org/dc/dcmitype/Text' property='dc:title' rel='dc:type' xmlns:dc='http://purl.org/dc/elements/1.1/'&gt;SETOR 3&lt;/span&gt; by &lt;a href='setor003.blogspot.com' property='cc:attributionName' rel='cc:attributionURL' xmlns:cc='http://creativecommons.org/ns#'&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt; is licensed under a &lt;a href='http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/' rel='license'&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-438679542248529931?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/438679542248529931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2009/11/ensaio-09-indefinivel-em-construcao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/438679542248529931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/438679542248529931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2009/11/ensaio-09-indefinivel-em-construcao.html' title='&lt;center&gt;Ensaio 0.9 - Indefinível... &lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/Swv8XPf71pI/AAAAAAAAAJQ/9yl7g9GUYBs/s72-c/Wandering_Angel_by_Kencho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-6623697971484639706</id><published>2009-11-22T10:41:00.000-08:00</published><updated>2011-01-14T05:13:58.229-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amizade'/><title type='text'>Ensaio 0.8 - Guloseimas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SwmLZeFRdkI/AAAAAAAAAJI/sCLFNK4i7Rk/s1600/Candies_by_RenaYuki+c%C3%B3pia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SwmLZeFRdkI/AAAAAAAAAJI/sCLFNK4i7Rk/s320/Candies_by_RenaYuki+c%C3%B3pia.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Você é um chato, um grosso, ignorante e idiota. - declarou ela, da forma mais gentil que pode encontrar, o que não necessariamente significa uma boa coisa. Parecia estar realmente estressada naquela noite, e para piorar toda a situação, havia sido provocada de uma forma revoltante. O estranho, aquele desgraçado petulante, tinha &lt;em&gt;ousado roubar a sua deliciosa surpresa de uva&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Calma, guria. Muita calma nessa hora... -&amp;nbsp; e comeu o doce numa bocada só. - Por que você não toma um pouco de Coca-cola? Quem sabe assim você... - ia dizendo ele, oferecendo a latinha do precioso líquido, como quem sela a paz, mas foi bruscamente interrompido por um berro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Mas essa coca&amp;nbsp;era minha!!! &lt;em&gt;É &lt;/em&gt;minha! E é lógico que EU vou bêbe-la, &lt;em&gt;sozinha&lt;/em&gt;! Me dá isso aqui! - e tomou a latinha das mãos do coitado. Que violência! Ele sorriu, irônico.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Bem que me falaram que "nunca se deve fazer cócegas num dragão adormecido..." - murmurou, mas dissera a coisa errada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - O QUE FOI QUE VOCÊ DISSE?! TÁ DOIDO, É?!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - ...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Ela soltava fumaça pelas narinas, estava vermelha como se o sangue estivesse fervilhando, o olhar brutalmente assassino. O indivíduo percebeu o perigo eminente, e foi tratando de mudar logo o discurso, assumindo um tom condescendente:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Olha, guria, veja pelo lado &lt;em&gt;bom&lt;/em&gt;. Ultimamente, você tem comido muitas besteiras e se continuar assim, vai acabar ficando, digamos, "fofinha"... assim, considere o que fiz como uma &lt;em&gt;ajudinha&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - &lt;strong&gt;PAF!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; A garota das guloseimas olhava através da janela. Observava o mundo. As pessoas, jovens, maduras, caretas, estilosas, descoladas, certinhas, puritanas, pervertidas, porra-loucas, intelectuais e bêbados, de todas as tribos, passavam lá embaixo. Era um amálgama de personalidades diversas e pensamentos distintos, definido simplesmente (tanto pelos estúpidos quanto pelos especialistas)&amp;nbsp;como FACULDADE. Ela sorriu para si mesma. Tinha conseguido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; O mesmo "chato" de antes se aproximou cautelosamente dela, que ainda observava o movimento lá fora, distraída. Ele se acomodou no suporte de braço da carteira, de modo que mesmo sentado pudesse ver através da janela. Ela notou a presença dele e deu um muxoxo de impaciência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Lá vem...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Ele sorriu, em resposta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Sabe, se você olhar atentamente, ainda é possível ver a marca que a sua mão fez na minha cara... Não precisava ter ido tão longe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Ela deu uma risadinha maldosa, e depois sorriu. Ainda parecia um pouco assustadora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Você mereceu. Bem feito!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Talvez tivesse razão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Tudo bem... me desculpe então. Aceite isso, como uma compensação pelos meus comentários... - e, retirando um bombom de chocolate do bolso, ofereceu a ela. Era um Sonho de Valsa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Olha só, o grosso sendo gentil... que milagre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - É sério, foi mal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - É, foi mal meeeesmo. Mas eu não posso aceitar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Por quê?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Não como chocolate. - Ela tinha um bom motivo para recusar. E quanto à promessa? Um Sonho de Valsa é tentador demais...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Pode aceitar, não está envenenado. Ou será que você levou a sério o que eu disse a respeito de "ficar fofinha"? Tá de regime agora, é?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Calado. Pare de&amp;nbsp;falar que eu vou ficar gorda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Tá bom...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Olha, é uma promessa, tá legal? Eu fiz uma promessa e alcancei&amp;nbsp;a graça. Não vou comer chocolate nunca mais!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Sei... uma promessa, é?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - É.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Tudo bem, se é importante pra você, pensarei em outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Ela já tinha ficado um pouco estressada, ponderou ele. Então, sem chocolates...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - ...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Que foi? - perguntou ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - É que faz sentido. Como não pode comer chocolate, exagera em &lt;em&gt;todo o resto&lt;/em&gt;, não é? Hehehe!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - &lt;strong&gt;PAF!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - ...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Outra noite. Hoje, ela aparenta estar um pouco mais amistosa. Tanto que ele achou seguro se aproximar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Está de bom humor hoje, é?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - É. - retrucou ela, rapidamente. - Mas não &lt;em&gt;tão bom assim&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Risos. A galera se aproximou. Todos conversavam sobre bobagens e riam facilmente. O clima era bastante agradável. Ele até chegou a poupar a surpresa de uva dela dessa vez...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Olha, eu vou te escrever um conto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Hã?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - É, um conto. Como não aceitou o chocolate, foi a única coisa na qual eu pensei. Não sou muito bom, mas vá lá. Você não fez nenhuma promessa quanto a isso, fez?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Não. - ela riu. - Tudo bem, aceitarei o conto. Vou cobrar, viu!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Sabe, até que ele não era tão chato assim?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Hehehe. É estranho não ser esmurrado, estapeado ou esganado por você. Parabéns! Está deixando de ser aquela histérica, chata, ignorante, neurótica, estressada, enjoada, louca e assustadora...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - &lt;strong&gt;PAF!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp; (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Uma manhã. Ela estava online, logada no Twitter. Ele também. Essa&amp;nbsp;é mais uma daquelas coisas que acontecem no Twitter... O que você está fazendo?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; "Terminando o trabalho de economia. Agora só falta o fichamento do texto de filosofia..." - "twittou" ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; "@Guloseima Que fichamento é esse? Tou por fora! ^^" - "twittou" ele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; "@Chato3 Devia prestar atenção na aula, pra variar! =P" - "twittou" ela em resposta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; "@Guloseima Nossa, você realmente me &lt;em&gt;ama&lt;/em&gt;." - "twittou" ele, em réplica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; "@Chato3 kkkkkkkkkkkkkkkkkk Nem morta!" - "twittou" ela, e, tréplica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; É, tem razão. Mas ela é bem interessante... Devia ser um pouco mais amigável. Mas e o fichamento? Que preguiça...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Já ela, pensava na própria vida. Nas coisas que tinham acontecido até agora, tudo o que já vivenciara. Era estranho. Era&amp;nbsp;algo que tinha ouvido há muito tempo: a vida é como uma peça de teatro. Por isso, cante, grite, chore, ame, dance e viva antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos. É como uma peça de teatro que não nos permite ensaios...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Ela fechou os olhos. A vida se arrastava, dia após dia. Era preciso ser louco para se jogar de cabeça, sem medo de se esborrachar no chão. Feche os olhos, se jogue! É difícil. Ela pensou em Carpe Diem. Viva cada segundo como se fosse o último... Viva o hoje, sem pensar no amanhã. Cada momento era único.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; "Quando eu fecho os olhos, eu vejo a vida em slides." - "twittou" ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Alguns minutos sem novos tweets. De repente:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; "@Guloseima Quando eu fecho os olhos, eu não vejo nada. Deve ser porque estou de olhos fechados..." - "twittou" ele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Apenas uma palavra surgiu na mente dela, murmurada naquele exato momento:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Ridículo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Naquele mesmo dia, à noite.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - &lt;strong&gt;PAF!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt; - Por que você me bateu? - indagou ele, massageando a costela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Você é um ridículo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Mas uma noite, dias depois. Novamente, ela observava o mundo através da janela. O vai-e-vem das pessoas lá embaixo...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Lá no interior onde você mora, não tem TV não? - perguntou ele de longe, de surpresa. Ela fez mira e jogou a latinha de Coca-Cola com toda a força, mas errou. Ele se aproximou, agora cauteloso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Fiquei sabendo que amanhã é seu aniversário. Te entrego o conto amanhã!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Como quiser. - ela voltou a observar os passantes, devorando um pacote de Rufles.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Nossa, você realmente gosta de se entupir com essas bobagens. Só&amp;nbsp;nos últimos trinta minutos&amp;nbsp;você comeu um pedaço de torta, uma surpresa de uva e tomou uma latinha de coca. Além da batatinha... O que mais me impressiona é que você não engorda nem um pouco. Pelo contrário, parece até que perdeu peso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Quer apanhar, é? - ameaçou ela, estreitando os olhos. - Meu corpo é lindo, saudável e perfeito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Sei... se você diz com tanta convicção...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - &lt;strong&gt;CLING!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt; - Você... grampeou meu dedo...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Devia era grampear sua língua!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp; (...)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; O dia do aniversário. Ou melhor, a noite. Comemoração, cumprimentos, celebração. Abraços e sorrisos. Boas gargalhadas. Então, era hora de cantar "Parabéns para você" Não importa se inúmeros desconhecidos também estejam por perto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp; &lt;em&gt;"Parabéns para você. Nesta data querida.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Muitas felicidades, muitos anos de vida..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Que mico... - ela deu um sorriso forçado, envergonhada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;"Haha! Huhu! Ô guria eu vou comer o seu bolo!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp; Haha! Huhu! Ô guria eu vou comer o seu bolo!"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt; Adivinha quem puxou essa? Ele mesmo...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - O primeiro pedaço não é seu. - taxou ela, categoricamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Hora dos presentes. Ele foi o último. Segurava umas folhas de papel datilografadas, e se aproximou confiante, esboçando um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Eis o conto. Espero que goste.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Eu vou ler.&amp;nbsp; Mas se for mais uma palhaçada sua...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - É a história da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - &lt;strong&gt;PAF!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp; -&lt;/strong&gt; Não precisava ter feito isso. Eu não quis dizer nada. Ah, é claro que não é a história da sua vida toda, é apenas um ensaio sobre nossas brigas e discussões. É cômico e divertido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Ela riu. Por essa ela não esperava...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Quer dizer que eu sou a personagem principal?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - É.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Hum... você é mesmo um idiota. Por que escreveu sobre isso?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - O porquê não importa... Saiba apenas que a vida é como uma peça de teatro que não nos permite ensaios. Antes que as cortinas se fechem, cante, grite, chore, ame e viva intensamente. Se jogue de cabeça, sem medo de cair. Feche os olhos e vivencie cada slide, como você mesma disse. Antes que a peça acabe sem aplausos... Mas se por acaso, isso acontecer, saiba que os meus aplausos você sempre terá.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Ela ficou sem palavras. Não faz sentido. Por que ele se importa?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Por que escreveu o conto? &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Porque eu tenho certeza que você é muito mais do que deixa transparecer. Achei que o conto poderia te mostrar isso...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Como assim?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Aquela pessoa rude e esquentada é apenas uma armadura que esconde a garota doce que ainda acredita no melhor da vida. Essa garota doce é você... tão doce quanto as guloseimas que come. É assim que eu te vejo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Ela o abraçou. Que milagre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Obrigada. Como você consegue me aturar, hein?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Isso é um privilégio de poucos... - respondeu o escritor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Ela sorriu mais uma vez, e examinou as páginas datilografadas. Reparou no título.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Mais uma pergunta, seu ridículo e imprevisível... - e mostrou o título do conto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;GULOSEIMAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Hum?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Esse título, por que você o escolheu? "Guloseimas"... Tinha que ter um tom irônico.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Eu pensei que se você consegue digerir todas aquelas porcarias, conseguiria digerir o que escrevi nesse conto, se ao menos tivesse um nome adocicado. Hehehe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - &lt;strong&gt;Paf!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp; -&lt;/strong&gt; Engraçado, esse tabefe não foi tão forte quanto eu esperava...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Você também não era tão idiota quanto eu esperava...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - De qualquer forma, feliz aniversário!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Obrigada!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; E a festa teria continuado tranquila se não fosse pelo desastre da Fanta Uva, pela falta de Coca-Cola e pela falta de tato dele, ao fazer mais um comentário esdrúxulo...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;**Dedico este à aniversariante, a doce garota por trás da armadura. Feliz aniversário, Arytãnia! 21/11/09**&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;(Next: Ensaio 0.9 - Indefinível)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;- Imagem manipulada; - créditos: &amp;nbsp;Rena Yuki, in Deviantart; -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-top-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" property="dc:title" rel="dc:type" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"&gt;SETOR 3&lt;/span&gt; by &lt;a href="http://www.blogger.com/setor003.blogspot.com" property="cc:attributionName" rel="cc:attributionURL" xmlns:cc="http://creativecommons.org/ns#"&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt; is licensed under a &lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-6623697971484639706?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/6623697971484639706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2009/11/ensaio-08-guloseimas.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/6623697971484639706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/6623697971484639706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2009/11/ensaio-08-guloseimas.html' title='&lt;center&gt;Ensaio 0.8 - Guloseimas&lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SwmLZeFRdkI/AAAAAAAAAJI/sCLFNK4i7Rk/s72-c/Candies_by_RenaYuki+c%C3%B3pia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-3767696487728257288</id><published>2009-11-12T13:21:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T05:12:27.551-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Despedida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paixão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chuva'/><title type='text'>Ensaio 0.7 - Sob o Guarda-chuva...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SwL8er-0gYI/AAAAAAAAAIg/9EfeqsfPfPc/s1600/Umbrella_figure_by_fbuk.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SwL8er-0gYI/AAAAAAAAAIg/9EfeqsfPfPc/s320/Umbrella_figure_by_fbuk.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Uma noite de chuva.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Foi numa noite qualquer, num período qualquer.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Chovia. Chovia forte. Chovia muito.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Dois estranhos. Sim, eles se conheciam. Eram estranhos apenas para os outros...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Um coadjuvante. Ele não será citado aqui.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Eram apenas dois estranhos sob um pequeno guarda-chuva.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;SIm. Havia um guarda-chuva. Era pequeno, mal dava para os dois.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Um garoto e uma garota. Dois jovens estranhos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Estava frio, estava escuro. Estava molhado também.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Eram apenas dois estranhos sob um&lt;/i&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;i&gt;pequeno guarda-chuva, numa noite chuvosa.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Foi uma noite inesquecível...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Voltavam para casa. Ele e ela. Ele a levava para casa.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Juntos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Abraçados e espremidos sob aquele pequeno guarda-chuva, menor que o juízo dele...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Estava frio, estava escuro. Mas quem se importa?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Estava molhado também. Úmido. Mas e daí?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Era perfeito.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Juntos, seguiam em frente.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ela contava histórias engraçadas. Sorria. Implicava com ele.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ele fazia comentários idiotas. Ria. Implicava com ela.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Se envolviam&amp;nbsp; e se inebriavam.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;A felicidade é um pouco estúpida. Mas está nos pequenos instantes...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Juntos, seguiam em frente.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;A certa altura do percurso, ela reclamou de cansaço.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Seria verdade? Seria um motivo? Seria uma desculpa?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ele se ofereceu para carregá-la nos braços.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Sob um pequeno guarda-chuva essas coisas acontecem.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ela riu, ele riu, eles riram.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ele sabia que não era forte o bastante.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ela sabia que ele não conseguiria ir muito longe.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ele a tomou nos braços e seguiram juntos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Eram apenas dois estranhos sob um&lt;/i&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;i&gt;pequeno guarda-chuva, numa noite chuvosa.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Era uma situação estranha.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ela continuou implicando e sorrindo. Era uma combinação incomum...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ele continuava sorrindo e implicando. Não era de todo inédito...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;A chuva continuava a cair.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Por algumas quadras, ele conseguiu. Mas...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;A certa altura do percurso, ele não aguentava mais.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ela percebeu, e falou que já não estava mais cansada.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ele prometeu que um dia a carregaria nos braços, por todo o caminho.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ela assentiu, sorrindo, e disse que jamais se esqueceria da promessa.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Era engraçado. Era estranho. Era aceitável. Era perfeito.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Risos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Juntos, seguiam em frente.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ele a olhava com outros olhos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ela o olhava com os mesmos olhos que o fizeram olhá-la daquele jeito.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Eram apenas dois estranhos sob um pequeno guarda-chuva.&lt;/i&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;E um coadjuvante encharcado e aborrecido. Passemos.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Aos poucos, a chuva abrandava. &lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Eis o fim do percurso.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Eles se olharam. Era a hora da despedida. O desfecho.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ela sabia de alguma coisa.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ele não sabia de nada.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Um abraço apertado. Um beijo simplório. Se despediram.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ela se foi. Atravessou a rua. Os caminhos se separam.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ele a observou partir.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Agora ele sabia.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;O que importava de verdade era o jeito como ela olhava para ele, naquela noite chuvosa.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;E como ele olhou para ela.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;A chuva também se fora.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Era hora dele ir, também.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Eram apenas dois estranhos seguindo para casa.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;E uma estranha sensação...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Adeus.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;**Dedicado à garota daquela noite inesquecível. A minha adorável (e intragável) Uxa.** &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;(Next: Ensaio 0.8 - Guloseimas)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;- Image by Fbuk; Umbrella figure, in Deviantart. -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/' rel='license'&gt;&lt;img alt='Creative Commons License' src='http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png' style='border-width:0'/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;span href='http://purl.org/dc/dcmitype/Text' property='dc:title' rel='dc:type' xmlns:dc='http://purl.org/dc/elements/1.1/'&gt;SETOR 3&lt;/span&gt; by &lt;a href='setor003.blogspot.com' property='cc:attributionName' rel='cc:attributionURL' xmlns:cc='http://creativecommons.org/ns#'&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt; is licensed under a &lt;a href='http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/' rel='license'&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-3767696487728257288?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/3767696487728257288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2009/11/ensaio-07-sob-o-guarda-chuva.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/3767696487728257288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/3767696487728257288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2009/11/ensaio-07-sob-o-guarda-chuva.html' title='&lt;center&gt;Ensaio 0.7 - Sob o Guarda-chuva...&lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SwL8er-0gYI/AAAAAAAAAIg/9EfeqsfPfPc/s72-c/Umbrella_figure_by_fbuk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-9206366419841467754</id><published>2009-11-05T11:48:00.000-08:00</published><updated>2011-01-14T05:14:38.232-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amizade'/><title type='text'>Ensaio 0.6 - Admiração</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SwlnkIislqI/AAAAAAAAAIw/0TZFk3lJFwM/s1600/a_love_letter_by_EvanWilman.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SwlnkIislqI/AAAAAAAAAIw/0TZFk3lJFwM/s320/a_love_letter_by_EvanWilman.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A garotinha estava triste apesar de tudo. Entrou no quarto, trancou a porta, se jogou na cama e começou a chorar, apertando o travesseiro com muita força.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Depois de muitas lágrimas e suspiros, ela finalmente reparou num estranho envelope em cima do criado-mudo. Quem será que o deixara ali? Ela não se lembrava de ter visto aquilo pela manhã. Seria uma brincadeira do irmão? Ou será que seria algum pertence dele, algo &lt;i&gt;secreto&lt;/i&gt;? Ela já não o tinha proibido de invadir seu quarto?!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Curiosa, levantou-se e pegou o envelope. Havia uma única palavra escrita em letras maiúsculas e um tanto inclinadas para a direita:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp; &lt;b&gt;ADMIRAÇÃO.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; - Hmmm... Deve ser uma carta de amor! Hihihi... quem se daria o trabalho de escrever uma cartinha de amor pra ele? - murmurou ela, um tanto maldosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ficara ainda mais curiosa. Já estava pensando na cara do seu irmão caçula quando soubesse que tinha esquecido o envelope no quarto e &lt;i&gt;ela&lt;/i&gt; o tinha lido... Abriu o envelope, encontrando um papel dobrado em quatro partes. Haviam muitas palavras escritas no mesmo estilo inclinado, mas dessa vez as letras eram bem miúdas. Parecia ser uma poesia:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Admiro o seu jeito de ser.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Mesmo que já não seja mais.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Admiro o seu jeito de sorrir.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Mesmo que não queira mostrar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Admiro o seu jeito de falar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Mesmo que diga "adeus".&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Admiro o seu jeito de ouvir.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Mesmo que já não me ouça mais.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Admiro o seu jeito de enxergar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Mesmo que não me veja como eu sou.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Admiro o seu jeito de pensar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Mesmo que eu não possa entender.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Admiro o seu jeito de agir.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Mesmo que lhe falte a iniciativa.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Admiro o seu jeito de gostar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Mesmo que não seja igual ao meu.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Admiro o seu jeito de viver.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Mesmo que não viva por você.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Admiro o seu jeito de sonhar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Mesmo que prefira a realidade.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Admiro o seu jeito de sentir.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Mesmo que se diga insensível.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Admiro o seu jeito de odiar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Mesmo que seja a mim.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Admiro o seu jeito de amar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Mesmo que não seja por mim.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Admiro o seu jeito de agradecer.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Mesmo que não haja um motivo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Admiro o seu jeito de acreditar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Mesmo que seja a &lt;b&gt;única&lt;/b&gt; a crer em mim.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Admiro-te por te admirar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;E admiro-te por existir.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Admirável pessoa tão importante pra mim.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;- Para uma garota admirável.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Será que a carta era para ela? Só podia ter sido escrita para ela... aquela não era a letra do seu irmão. "Para uma garota admirável.", dizia o poema. Sem perceber, a tristeza tinha ido embora. A garotinha sorriu, e logo se perguntou: quem teria escrito aquilo?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;** Dedico este a pequena e admirável Anny. **&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Next : Ensaio o.7 - Sob o Guarda-Chuva...&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;- Image by EvanWilman; A love letter,&amp;nbsp;in Deviantart. -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href='http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/' rel='license'&gt;&lt;img alt='Creative Commons License' src='http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png' style='border-width:0'/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;span href='http://purl.org/dc/dcmitype/Text' property='dc:title' rel='dc:type' xmlns:dc='http://purl.org/dc/elements/1.1/'&gt;SETOR 3&lt;/span&gt; by &lt;a href='setor003.blogspot.com' property='cc:attributionName' rel='cc:attributionURL' xmlns:cc='http://creativecommons.org/ns#'&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt; is licensed under a &lt;a href='http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/' rel='license'&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-9206366419841467754?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/9206366419841467754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2009/11/ensaio-06-admiracao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/9206366419841467754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/9206366419841467754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2009/11/ensaio-06-admiracao.html' title='&lt;center&gt;Ensaio 0.6 - Admiração&lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SwlnkIislqI/AAAAAAAAAIw/0TZFk3lJFwM/s72-c/a_love_letter_by_EvanWilman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-5352894846472697702</id><published>2009-10-29T13:54:00.000-07:00</published><updated>2011-01-19T05:15:29.419-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frustração'/><title type='text'>Prólogo I</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SwlqAt2y9II/AAAAAAAAAI4/uTRYmPuNEQ4/s1600/The_Last_Letter__by_galifardeu.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SwlqAt2y9II/AAAAAAAAAI4/uTRYmPuNEQ4/s320/The_Last_Letter__by_galifardeu.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp; &lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Para todos os lados que eu possa olhar é sempre a mesma coisa: eu vejo um bando de hipócritas cuidando de suas vidinhas medíocres, idiotas que não valem o ar fétido que respiram. Estranho. É mais ou menos isso que vejo quando me olho no espelho, mas no caso é apenas UM idiota...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;&amp;nbsp; Liam Thomas, 17 anos. Atualmente cursando o 3° ano do ensino médio.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;PRÓLOGO - PARTE I&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;"Parece ser&lt;b&gt; &lt;/b&gt;extremamente difícil perceber que o mundo está lentamente caminhando para a própria cova. Ninguém tem a coragem de fazer alguma coisa, QUALQUER COISA que possa realmente mudar TUDO. A sociedade me enoja. As pessoas preferem viver no comodismo, são preguiçosas demais para tentar e por isso negligenciam a possibilidade da mudança. Acredite, essa possibilidade existe, ou deve existir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp; Odeio pensar que esta seja a verdade, que não exista esperança. O rumo que as coisas estão tomando, toda essa merda. Não. Odiar já não é o bastante... Há apenas uma lacuna que não pode ser preenchida, uma angustiante sensação de vazio. É como uma fenda que esmaga o meu coração. É frustrante...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp; Qualquer um pensaria logo em por um fim nisso. Quero dizer, será que não seria mais fácil me jogar de uma ponte? Não. O suicídio não adianta, pois não provocaria nenhuma mudança significativa. Absolutamente NADA. Os "cidadãos de bem" continuariam acordando, comendo, cagando e andando, e quem sabe, fodendo, para depois dormir novamente e TCHAM! amanhã é um novo dia. Espere um pouco, me deixem&amp;nbsp; reparar o "e quem sabe, fodendo", porque eles sempre fodem com tudo. O inferno são os outros, disse um gênio, certa vez. Será que na verdade, o inferno sou eu? Estou começando a considerar a hipótese...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp; É como eu já disse, nenhum esforço, nenhuma mudança. E seria: "Buááá, morreu!". Mas e depois? Não sei se alguém iria no meu funeral. Aposto que o meu tutor, Lionel, preferiria tomar uns tragos por aí do que ter a decência (ou não) de me enterrar. Amigos? Não, eu não sou tão sortudo. E também, quem se importa? Quero dizer, quem se importa &lt;i&gt;de verdade&lt;/i&gt;?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp; Merda, chega dessa falsa autopiedade. Muitas vezes o meu raciocínio tende a seguir esse caminho. Vamos seguir em frente...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp; Os senhores diriam que é fácil condenar os outros, mas e quanto a mim? O que eu faço pelo mundo? Se o argumento é esse, lá vai a resposta: é, eu sou covarde o suficiente para sentar ao lado deles à mesa da negligência e da ignorância. Aplausos. É assim que funciona. Irônico, não é? É um puta de um ciclo vicioso...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp; Deve ser por isso que escrevo essas merdas. Digo, esses pensamentos, essas idéias. Como uma forma de extravasar todo o desapontamento, uma maneira de "fazer algo". Eu sou um estudante mediano sem nenhuma perspectiva de futuro. Uma pessoa sem nenhuma vontade. Talvez meu único e não comprovado "talento" seja escrever. O que &lt;i&gt;eu&lt;/i&gt; poderia fazer? Brilhante..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp; Eis o prólogo. Liam suspirou.&amp;nbsp; Minutos após escrever o primeiro rascunho, tinha produzido a primeira página. Era inédito.&amp;nbsp; Deixou o bloco de notas em cima da escrivaninha, junto do copo de requeijão que servia de porta-canetas, do despertador eletrônico e de algumas folhas de papel usadas, e se largou na cama. Ficou observando o teto por muito tempo, pensativo, antes de finalmente adormecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp; Sonhou com um bêbado suicida subindo as escadas sujas de um edifício abandonado... rumo ao desfecho de sua vida. Daria um belo conto... &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp; &lt;b&gt;Ele ainda não sabia, mas um fato aparentemente irrelevante iria mudar para sempre a sua vida. E também a porra do mundo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Continua!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;(Next: Prólogo II)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;- Image by Galifardeu; The Last Letter, in Deviantart. -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/' rel='license'&gt;&lt;img alt='Creative Commons License' src='http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png' style='border-width:0'/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;span href='http://purl.org/dc/dcmitype/Text' property='dc:title' rel='dc:type' xmlns:dc='http://purl.org/dc/elements/1.1/'&gt;SETOR 3&lt;/span&gt; by &lt;a href='setor003.blogspot.com' property='cc:attributionName' rel='cc:attributionURL' xmlns:cc='http://creativecommons.org/ns#'&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt; is licensed under a &lt;a href='http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/' rel='license'&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-5352894846472697702?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/5352894846472697702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2009/10/prologo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/5352894846472697702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/5352894846472697702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2009/10/prologo.html' title='&lt;center&gt;Prólogo I&lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SwlqAt2y9II/AAAAAAAAAI4/uTRYmPuNEQ4/s72-c/The_Last_Letter__by_galifardeu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-7613469887482514849</id><published>2009-09-28T16:57:00.000-07:00</published><updated>2011-01-14T05:15:04.821-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suicídio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frustração'/><title type='text'>Ensaio 0.5 - Queda</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: inherit; text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SwllIFM0ScI/AAAAAAAAAIo/o2MVFWXq7vs/s1600/falling_dream.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SwllIFM0ScI/AAAAAAAAAIo/o2MVFWXq7vs/s320/falling_dream.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"A loucura é o precipício da angústia."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; "É o fim.&amp;nbsp;Estou&amp;nbsp;subindo mais um&amp;nbsp;lance de escadas, cantarolando baixinho.&amp;nbsp;Ouço "Smells Like Teen Spirit". É extasiante... me ajuda a lembrar dos&amp;nbsp;meus velhos&amp;nbsp;tempos.&amp;nbsp;Posso sentir um aroma&amp;nbsp;entorpecente que&amp;nbsp;faz minha cabeça doer um pouco.&amp;nbsp;Queria saber de onde está vindo... Merda, sinto náuseas,&amp;nbsp;será algum tipo de&amp;nbsp;efeito colateral?&amp;nbsp;Devo ter exagerado na dose habitual de sentimentalismo barato. Dou um sorriso forçado e continuo subindo...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Agora falta pouco. Quando&amp;nbsp;chego no último degrau, paro.&amp;nbsp;Esfrego os olhos e pressiono as duas mãos contra a cabeça. A loucura atingiu seu ápice. Murmuro meia dúzia de palavrões e abro a única porta. Consegui... Vejo as nuvens, figurantes&amp;nbsp;em&amp;nbsp;um céu poluído. Ouço os sons da metrópole,&amp;nbsp; o barulho incômodo do trânsito congestionado. Mas que grande merda. Deixo o vento roçar em meu rosto... Suspiro e cruzo finalmente a linha tênue que me leva de volta ao início, preparado para evocar a morte. E de um jeito revoltante, espero.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Recomeço a cantarolar. A faixa&amp;nbsp;agora é "Rape me". Dou um pequeno sorriso insano. Ando até&amp;nbsp;a extremidade do edifício e, meio desajeitado, subo no&amp;nbsp;parapeito.&amp;nbsp;Meus olhos fitam o asfalto. Esses mesmos olhos que carregaram por tanto tempo o sabor da angústia, famintos por alguma esperança... Esqueça. Cuspo lá embaixo, e a saliva grossa e branca se&amp;nbsp;espalha na calçada.&amp;nbsp;Solto uma gargalhada rouca&amp;nbsp;e xingo alto.&amp;nbsp;Empolgado, me desequilibro um pouco e quase caio. "Ainda não", penso, frustrado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Tiro uma pequena garrafa&amp;nbsp;escondida&amp;nbsp;nos trapos sujos que estava vestindo.&amp;nbsp;"Johnnie Walker: Black Label", diz o rótulo. Que bom gosto. Entorno. Não tem mais nada,&amp;nbsp;nem uma gota. Merda... Jogo&amp;nbsp;a garrafa longe,&amp;nbsp;ela cai e se espatifa na entrada de um beco distante, mas não acerta&amp;nbsp;ninguém. Filhos da puta sortudos! Olho pra cima, para&amp;nbsp;o&amp;nbsp;tapete cinzento dos nossos dias. É uma visão&amp;nbsp;triste, de certa forma. Mas não é para os céus que quero olhar... é para a Terra, sim, o mundo! A fruta&amp;nbsp;podre que ainda&amp;nbsp;aparenta&amp;nbsp;estar suculenta.&amp;nbsp;O palco das falsas verdades. Incontáveis. Ah, a Terra!&amp;nbsp;Não poderia considerá-la egoísta por exigir meu corpo? Não importa, isso já não me interessa mais. Mas que viagem louca... É frustrante.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Eu queria cantarolar mais alguma coisa, antes do último ato. Passo as faixas, uma a uma, procuro algo regional. Uma última homenagem. Que tal, hum... "Anjos Caídos"?&amp;nbsp;Seria&amp;nbsp;adequada ao momento.&amp;nbsp;Deixo rolar. Mas que oportuno! Declamo a letra cantada, e começo a me mover. Pé ante pé, dança o idiota.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Não chega a terminar. Caio, nem chego a saber o que aconteceu. Talvez tenha escorregado... Sinto um frio na espinha, uma estranha sensação, uma mescla de medo e serenidade... Por quê? Eu&amp;nbsp;escrevi algo uma vez. Todos os pecadores são santos. Todos os pecados foram subjugados. O concreto, frio, duro e desprezível será o meu juíz. E o meu carrasco. Seria o paraíso, na verdade, o inferno?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O mundo estava moribundo e morreu. Os homens, porém, se renderam à vida. Eles venderam as suas almas. São como vermes se alimentando da carne putrefata de suas convicções. Onde está a esperança? Onde estão os seus sonhos? São palavras vãs&amp;nbsp;sem significado. É melhor viver por nada ou morrer por alguma coisa?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Na verdade, eu queria gritar a plenos pulmões: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu escolho o recomeço. Eu anuncio o fim. Eu ainda acredito que o mundo possa ser salvo!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Parecia ser uma estrela cadente, mas&amp;nbsp;aquela linha que cruzava a abóbada celeste&amp;nbsp;era apenas um marco... um vínculo entre o princípio e o fim. As pessoas que passavam, ocupadas com seus próprios interesses, não a viram. Ele, porém,&amp;nbsp;a viu, e percebeu que&amp;nbsp;não era tarde demais. "Talvez," pensou ele, e com um leve sorriso no rosto,&amp;nbsp;fecha seus olhos. Dois olhos cinzentos que jamais reabrirão. Agora, é como se tivesse asas para alcançar o infinito.&amp;nbsp;É como se pudesse voar... A&amp;nbsp;hesitação&amp;nbsp;o abandona, e ao rolar da última lágrima, encontra o chão&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;Ouve-se gritos.&amp;nbsp;Ao fundo, uma antiga&amp;nbsp;canção&amp;nbsp;soa em meio a confusão. "What a Wonderful World", anuncia o locutor, "...mais um&amp;nbsp;clássico, aqui na &lt;i&gt;Old Songs&lt;/i&gt;...". Irônico. O trânsito continua engarrafado. É&amp;nbsp;quase impossível&amp;nbsp;para a ambulância chegar até o corpo. "É frustrante.", murmura&amp;nbsp;o motorista&amp;nbsp;de um carro funerário, impaciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp; Não muito longe dali, dois olhos cinzentos se abrem mais uma vez&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;** Dedicado ao meu irmão Wolney, que me apresentou ao velho Buck. **&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;(Next : Ensaio o.6 - Admiração)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;- Image by C0UG - A falling dream, in Deviantart.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-width: 0pt;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;SETOR 3 by &lt;a href="http://www.blogger.com/setor003.blogspot.com" property="cc:attributionName" rel="cc:attributionURL" xmlns:cc="http://creativecommons.org/ns#"&gt;Bruno Felix Amaral&lt;/a&gt; is licensed under a &lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-7613469887482514849?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/7613469887482514849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2009/09/ensaio-05-queda.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/7613469887482514849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/7613469887482514849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2009/09/ensaio-05-queda.html' title='&lt;center&gt;Ensaio 0.5 - Queda&lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SwllIFM0ScI/AAAAAAAAAIo/o2MVFWXq7vs/s72-c/falling_dream.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8087926893678032093.post-6121205682330543717</id><published>2009-09-28T14:57:00.000-07:00</published><updated>2011-01-19T05:11:15.147-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Setor 3'/><title type='text'>SETOR 3</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SsOuBRubWrI/AAAAAAAAAIY/Hq0RS0eposg/s1600-h/apresentacao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SsOuBRubWrI/AAAAAAAAAIY/Hq0RS0eposg/s320/apresentacao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;O blog "Setor 3", bem como seu conteúdo (poesias e contos) fazem parte de&amp;nbsp;uma obra de ficção. Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais é mera coincidência. Os pensamentos, opiniões e ideologias expressados aqui não são necessariamente os mesmos defendidos e/ou desprezados pelo autor. O uso de referências é absolutamente criterizado em uma licensa artística, sem o objetivo de promover ou denegrir a imagem de quem quer que seja. Todos os direitos sobre esta obra estão reservados a pessoa do autor, e são preservados por uma licensa não comercial do tipo Creative Commons.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Enfim, deixando o papo-furado de lado, sejam bem-vindos ao Setor 3!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8087926893678032093-6121205682330543717?l=setor003.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setor003.blogspot.com/feeds/6121205682330543717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2009/09/setor-3.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/6121205682330543717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8087926893678032093/posts/default/6121205682330543717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setor003.blogspot.com/2009/09/setor-3.html' title='&lt;center&gt;SETOR 3&lt;/center&gt;'/><author><name>Bruno Felix Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15773884541839936334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SpB1WDC7MxI/AAAAAAAAAGs/bopzkPpElG8/S220/bruninho+cutie.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2apEymIb6Uo/SsOuBRubWrI/AAAAAAAAAIY/Hq0RS0eposg/s72-c/apresentacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
